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2008/9/25

NEM UM PINGO DE VERGONHA [Rogério Barroso]

 
RB no Tirol

NEM UM PINGO DE VERGONHA

 

            Aqui têm um pequeno exemplo do que é o “sistema”: corrupção, compadrio, gamanço e “crise mundial”.

Eles vão-se protegendo uns aos outros.

            Para onde irá o Sócrates, quando deixar de ser Primeiro-ministro? Para engenheiro da câmara não voltará, com certeza!

 


Fernando Nogueira

 

Fernando Nogueira (PPDPSD)

Antes – Ministro da Presidência, Justiça e Defesa

Agora – Presidente do BCP Angola

 

José Oliveira e Costa

José de Oliveira e Costa (PPD/PSD)

Antes – Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais

Agora – Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)

 

Rui Machete

Rui Machete PPD/PSD)

Antes – Ministro dos Assuntos Sociais

Agora – Presidente do Conselho Superior do BPN; Presidente do Conselho Executivo da FLAD

 

Armando Vara

Armando Vara (PS)

Antes – Ministro-adjunto do Primeiro-ministro

Agora – Vice-Presidente do BCP

 

Paulo Teixeira Pinto                                                                                               Paulo Teixeira Pinto - notícia

Paulo Teixeira Pinto (CDS/PP)

Antes – Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros

Agora – Presidente do BCP “corrido por indecente e má figura” (Depois de 3 anos de 'trabalho', saiu com 10 milhões de indemnização!!!... e mais [35.000,00 € x 15 meses] por ano até morrer... – mas, por sua vontade, “não morre nem que o matem”)

 

António Vitorino - na televisão

António Vitorino (PS)

Antes – Ministro da Presidência e da Defesa

Agora – Vice-Presidente da PT Internacional + Presidente da Assembleia-geral do Banco Santander-Totta – (e ainda umas 'patacas' largas como comentador RTP, para só dizer disparates que nada interessam à população em geral)

 

Celeste Cardona

Celeste Cardona (CDS/PP)

Antes – Ministra da Justiça

Agora – Vogal do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos

 

José Silveira Godinho

José Silveira Godinho (PPD/PSD)

Antes – Secretário de Estado das Finanças

Agora – Administrador do BES

 

João de Deus Pinheiro

João de Deus Pinheiro (PPD/PSD)

Antes – Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros

Agora – Vogal do CA do Banco Privado Português

 

Elias da Costa

Elias da Costa (PPD/PSD)

Antes – Secretário de Estado da Construção e Habitação

Agora – Vogal do CA do BES

 

Ferreira do Amaral

Ferreira do Amaral (PPD/PSD)

Antes – Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)

Agora – Presidente da Lusoponte, com quem o Estado (agora nas mãos de outros tais!) tem que renegociar o contrato

 


 

            Mas não vos esqueçais, ò Povo, que a responsabilidade é só vossa: fosteis vós que lá os pusésteis e sedes vós que lá os ireis manter.

            Como dizia “Sua Santidade, o papa Paulo VI: «Bem abençoados os pobres de espírito, que é deles o reino dos céus!»

 

Rogério Barroso

Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008 – 17:49

 

2008/9/24

CHEGARÁ A VEZ DELES [Baptista Bastos]

Baptista Bastos
 

CHEGARÁ A VEZ DELES

Baptista Bastos

 

No conflito que opõe a Geórgia à Rússia as explicações não parecem ser tão lineares quanto a comunicação social portuguesa nos propõe. Apesar de todo o cuidado posto nas frases, Carlos Santos Pereira foi, até agora, o único comentador que esclareceu a natureza da pendência.

            Vou tentar resumir: desde 1990 que as Nações Unidas tutelam a Ossetia do Sul, e, desde 2003, os Estados Unidos têm um peão no presidente da Geórgia, Mikheil Saakachvili, o que permite a constituição de uma espécie de tenaz proliferante, com pontos 'amigáveis' na Ucrânia, e a ameaça de instalação, pelos americanos, do sistema antimísseis, na República Checa e na Polónia.

            Como retaliação, os russos anunciam apontar os seus mísseis à Ucrânia e à Polónia. Junte-se-lhe a questão dos combustíveis e adivinhar-se-á a crispação internacional, colocada ante uma outra face de uma outra Guerra-fria.

No 'Diário de Notícias', Santos Pereira esclarece, citando George Friedman, director do Observatório de Análise Geopolítica: 'Pela primeira vez desde o colapso da União Soviética, os russos lançaram uma acção militar decidida, e impuseram uma situação militar.

            Fizeram-no de forma unilateral, e os países que olhavam para o Ocidente, para intimidar a Rússia, vêem-se agora obrigados a ter em conta o que aconteceu.

            Tudo leva a crer que a exibição de força russa conduzirá a um recuo dos Estados Unidos.

            Este é o eixo do problema. Sabe-se que, tanto na Ucrânia como na Geórgia, a intervenção dos americanos não se limitou ao envio de centenas de 'assessores' militares: o investimento, naqueles países, de milhões e milhões de dólares não são demonstrações de compaixão nem expressões de solidariedade.

            Seja quem for o próximo presidente, o legado deixado por Bush revela-se um bico-de-obra de difícil solução. E adiante-se que nenhum dos dois intervenientes está disposto à humilhação de uma derrota desacreditante. Por outro lado, a política externa francesa já exprimiu a gravidade do caso, ao mesmo tempo que inflecte para o lado da razão russa. Fê-lo com o melindre que o assunto envolve. Mas fê-lo.

            Há uma extraordinária superficialidade no tratamento destas crises, por parte dos jornais, das rádios e das televisões portuguesas. A grande rábula da designada 'visão ocidental dos acontecimentos' encobre ignorância, leviandade e cumplicidade.

            A autêntica 'visão' será a da procura da 'verdade', o que quer que esta palavra hoje signifique. De facto, em todos os conflitos não existe uma razão unilateral. As responsabilidades cabem a muitas partes, inclusive aquelas que não aparecem à luz do dia. E não há 'distanciação' possível quando a beligerância, nascida sempre de manobras políticas, atinge níveis como os registados nesta guerra.

            Raras vezes a Imprensa (não só a portuguesa, mas sobretudo a portuguesa) foi ao fundo das questões. E o anticomunismo ainda se não desvaneceu do espírito da esmagadora maioria dos 'comentadores', como se não houvesse outros e novos e surpreendentes temas e teses a merecer a sua atenção. O preconceito obnubila qualquer sentido crítico, por mais ténue que ele seja. Eles falam e escrevem como se o comunismo não tivesse acabado. Ou não acabou? Ou como se a Rússia estivesse a desenvolver potencialmente uma espécie de niilismo, resultante da nostalgia comunista. Tudo isto é ridículo.

            A perspectiva na qual se colocam os 'colunistas' permite que os consideremos ou ineptos, ou preguiçosos, ou ignorantes. Ou isso tudo, com canalhice à mistura.

            Estamos a assistir a acontecimentos de conclusões imprevisíveis. A liberdade tem sido espezinhada em nome de uma paz falaciosa. Pouco sabemos, com rigor, das grandes transformações por que passa parte substancial da América Latina, e das dificuldades tremendas com que se deparam os governos não submissos ao 'diktat' dos EUA.

            A nossa comunicação social, neste como em numerosos e vários casos, emudece, ou faz pender a balança da informação e da análise para um só lado. Não é só um erro profissional: é uma estrebaria moral, um ultraje deontológico e uma perfídia abjecta.

            O descrédito que tombou sobre a nossa Imprensa, a quebra avassaladora das tiragens, deve-se, grandemente, à perda dessa unidade fundamental entre o jornal e o leitor.

            Muitos portugueses lêem e falam francês, inglês e alemão.

            É absurdo ignorar esta vertente do conhecimento. Encontram na Imprensa estrangeira o que nem por sombras é publicado na de cá. Haverá 'felicidades diferentes', como reconhecia Camus.

            Porém, verdades impostas pela multiplicação de manipulações, de omissões e de enganos, são difíceis de manter por tempo excessivo. Entre a separação e a comunhão, o leitor avisado tem escolhido a primeira.

            A semelhança entre os jornais, a ausência de causas, a uniformidade do estilo, a 'distanciação', a morte da paixão em favor da gelidez da prosa, o mesmo registo filosófico e análogas 'linhas' editoriais afugentaram milhares e milhares de leitores. Ancilosados na superstição de que aquilo que escrevem faz opinião, muitos directores de jornais (e lembro-me, neste momento, de alguns, por igual desprezíveis) não entendem que, mais cedo ou mais tarde, os seus 'serviços' serão dispensados.

            Chegará a vez deles. Para parafrasear um famoso editorial do 'Jornal Novo'.

2008/9/20

OS MAIS BURROS DO MUNDO [Rogério Barroso]

 
RB no Tirol
 
 
Os cidadãos federais dos Estados Unidos da América são os mais burros do mundo.
 
burro
 
Ou melhor: os segundos mais burros do mundo, porque quem lidera a burrice são os europeus.
 
Europa Acessores
 
Os europeus vão à frente, porque estão a pagar todas as vigarices dos cidadãos mais espertos do mundo, que são os capitalistas federais norte-americanos.
 
Bush - toma...   Cheeney - Dick  Rumsfeld - Donald 
 
É por isso que aqui vos deixo uma canção.
 
The Lucky Wilson Band - logo
LUKY WILSON BAND
 
                           

MEDITAÇÃO [José Prudêncio Mendes]

Zé Mendes - na penumbra
 

Menina Ana Maria

 

Hoje por “mor” da navegação pelos canais da TVCabo, tentando mudar para algo que não me enojasse, fui parar ao canal parlamento. Na câmara do nosso sistema parlamentar e dos nossos dignos representantes, ouvi uma senhora (uma ilustre deputada, cujo nome não sei) fazer uma proposta interessante para melhor adequar o programa de ensino à actual realidade. Fiquei ainda mais enojado com as réplicas. Todos estavam de acordo com a natureza e conteúdo da proposta (bastante pertinente por sinal), mas todos os intervenientes dos outros partidos criticaram a iniciativa da deputada por despropositada, extemporânea e inadequada. Que tristeza…Não seria mais honesto, e leal para quem elegeu essa gente, que dissessem: Sra. Deputada, a sua ideia é excelente, vamos juntar esforços e fazer pressão para que o governo considera essa sua ideia excelente?

 

Com Franqueza.

 

 

 

MEDITAÇÃO

 

Quando só se ouvia o vento…

Ao falares mal do governo,

Alguém logo punha termo

A tão grande atrevimento.

 

Hoje, o vento só, não se escuta

Trás outros sons misturados.

Trás nomes de deputados

E doutros filhos da puta.

 

Não que haja grande perda

Por dizeres o que te apetece

Por falares...nada acontece

Mas continuas na merda.

POESIA E... HISTORIA... E MUSICA [Graça Arrimar]

Graça Arrimar - grande plano

 

Assunto: Poesia e História

Enviada: 23-08-2008 19:50:28

 

 Olá Rogério Barroso!

 

  O tempo nem sempre nos reserva luz, calor ou sol, mas nem por isso a caminhada dever ficar por fazer... amanheceu o dia com vento frio e eu fui dar o meu passeio pelas ruas do bairro antigo e respirar o que ainda há para o fazer e beber as arestas das varandas, onde no ferro forjado sobressai o jeito mourisco nas fachadas deste centro histórico, onde as populações recomeçaram, no período medieval, a fazer do lugar pantanoso, uma povoação vencedora.

  Nos primórdios da história desta terra, fica bem gravada a bravura do seu fundador D. Gualdim Pais, na luta pela reconquista cristã.

  Traduzi uma das suas grandes obras, a do povoamento, desta forma:

 

O foral

 

Neste rincão protegido

se desenhava

serra abaixo

povoação de foral

e o Mestre

cativou nova gente

que para além

do seu forte

bastas terras

honrou.

 

(Graça Arrimar, "Tomar, um rio de vida")

 


Assunto: Poesia e música...

Enviada: 19-09-2008 16:20:02

 

 

   Olá amigo Barroso

  

   Obrigada por partilhares connosco o teu "mundo" maravilhoso da música.

   Tenho bebido com toda a poesia cada acorde, melodia e voz que me chegam da tua colecção fantástica.

   Quem pode ficar indiferente aos sons que nos encheram de sonhos e povoaram de fantasias momentos importantes da nossa vida?

    Como música e poesia andam de mãos dadas, aqui te deixo um poema que faz parte do meu novo livro "Janelas de orvalho".

    Um abraço

    Graça

 

O fado

 

Loucuras de amor

são arrepios

no lamento da voz

quando o fado

adormece os olhos

e a alma se perde

nos abismos

onde a dor e a alegria

se confundem

nos gemidos

de uma guitarra.

 

(Graça Arrimar, Janelas de orvalho)

 

 

2008/9/19

NOVA MÚSICA PORTUGUESA [Linda Martini]