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2009/8/30 A RESTAURAÇÃO FASCISTA [Rogério Barroso]Os partidos fascistóides portugueses (partidos que têm como objectivo a reconstrução das condições de vida do fascismo, por encargo do patronato capitalista) e que são, concretamente, o PS (Partido Socialista), o PPD/PSD (Partido Popular Democrático / Partido Social-Democrata) e o CDS/PP (Centro Democrático Social / Partido Popular), preparam-se para derreter o futuro do país e dos trabalhadores e suas famílias, sejam estes patrões ou não, a favor, como é sua obrigação, dos capitalistas absentistas, nomeadamente dos banqueiros ladrões e dos funcionários superiores corruptos.
ROGÉRIO BARROSO
«A imprevisibilidade do que poderá acontecer nas eleições de dia 27 de Setembro está a deixar os candidatos a governantes no limiar de um ataque de nervos. "Vive-se um clima de pré-tempestade tropical, pressente-se alguma turbulência e há uma certa tensão", disse ao JN um ex-dirigente socialista. Governar sem ter no Parlamento 116 deputados para garantir a viabilização dos diplomas não agrada ao PS nem ao PSD, mas é um dos cenários mais prováveis. E, neste caso, há quem augure ao Governo uma vigência de dois anos. Improvável parece ser uma nova hegemonia partidária no hemiciclo. "Se há uma certeza antecipada nestas eleições é a de que os dois grandes partidos não terão maioria absoluta como no passado", afiança o ex-ministro do PSD, ao tempo do Bloco Central, Ângelo Correia. Pressentimento partilhado pelo deputado comunista, António Filipe, para quem este cenário se afigura "praticamente impossível" de reeditar. Parte da explicação pode residir no desafio lançado pelo eurodeputado do Bloco de Esquerda (BE), Miguel Portas: "Perguntem a um desempregado que estabilidade lhe deu um Governo de maioria absoluta". Um descrédito que não impede José Sócrates de querer "uma maioria parlamentar que permita ao PS governar sozinho", nem a Manuela Ferreira Leite de pedi-la porque, como justificou, seria uma forma de "tentar pressionar os eleitores". O resultado das legislativas dependerá por isso, da maior ou menor dispersão do voto. "A questão é saber se haverá concentração de votos nos dois grandes, como tem sido a tendência, ou se a dinâmica de protesto vai continuar, sendo suficiente para manter o BE e o PCP nos 10% e o CDS/PP nos 8%, 9%", sublinha o politólogo António Costa Pinto. É o cenário menos provável: PS ou PSD obtêm na Assembleia da República (AR) uma maioria de mandatos superior à soma dos mandatos alcançados por toda a Oposição. O PS é o único partido a assumir esta meta: o secretário-geral do PS tem - desde Janeiro - apelado à repetição da proeza de 2005; a líder do PSD deseja a maioria, mas não a pede. Deixa a escolha aos eleitores. Os socialistas acreditaram que seria possível: António Vitorino enalteceu, no congresso em Espinho, os benefícios que adviriam da reedição da maioria rosa; mas, desde a derrota nas europeias, que a incerteza grassa. "O PS nem sequer pode ter como seguro que ganha as eleições", disse ao JN um ex-dirigente socialista. "Não haver uma maioria absoluta do PS significa que saímos da crise e as reformas são interrompidas", dramatiza o ex-porta-voz Vitalino Canas. "Apesar de Cavaco Silva ter conseguido, em 1991, a sua segunda maioria num segundo mandato, isso agora é impensável" , opina António Costa Pinto, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. "Como estão as coisas, não há qualquer possibilidade de uma maioria próxima de uma maioria absoluta", assinala Miguel Portas, adiantando não ser um problema porque estas hegemonias "não têm sido brilhantes". "O PS tem um enorme problema porque já se percebeu que não terá a maioria absoluta; mas, como o PSD e o CDS podem coligar-se e o PS não pode fazê-lo à Esquerda, deixará de ser o referente de estabilidade que tem sido", concluiu o ex-secretário nacional do PS, Pedro Adão e Silva. "Conhecendo o eng. Sócrates, a opção mais provável será o PS formar um Governo minoritário", considera António Costa Pinto. "Uma solução precária e negativa", segundo o ex-líder socialista, Ferro Rodrigues, para quem esta via "só deve acontecer em último recurso". O seu ex- colaborador, o sociólogo Pedro Adão e Silva, concorda. "O mais plausível é o PS ganhar, mas PSD e CDS/PP juntos terem mais deputados do que o PS, o que torna impossível uma coligação à Direita, que não teria legitimidade por haver uma maioria de deputados à Esquerda. Seria o PS a ser convidado a formar Governo", especula. Para o bloquista Miguel Portas, é bem possível que haja um Governo minoritário do PS ou do PSD, que terá de negociar cada diploma para "encontrar leis que consigam ser aprovadas por maioria". Vitalino Canas, do PS, admite que um Executivo destes "terá sérias dificuldades em durar quatro anos", mas, no caso do PS, permitiria a Sócrates escolher um elenco governamental à sua medida, por conhecer agora mais ministeriáveis: "Tem mais por onde escolher do que em 2005", diz. Mais contudente, Ângelo Correia não acredita na sobrevivência nem na utilidade de um Governo apoiado por uma maioria parlamentar simples. "A única questão que se coloca é saber se os partidos da Oposição deixam o Governo a queimar em lume brando ou se lhe autenticam logo a certidão de óbito", refere. Passados 26 anos do Governo de Bloco Central (Mário Soares- Mota Pinto), eis que a fórmula volta a ser equacionada. O primeiro arauto foi Cavaco Silva, ao dizer, na sessão comemorativa do 25 de Abril, que sobre as forças políticas "recai a grande responsabilidade de encontrar soluções de governo". Ideia que reforçou na semana seguinte: "Nenhuma força política deve ficar de fora nessa procura de alternativas". Considerou-se que o recado visava os dois grandes. E a ideia ganhou adeptos como Jorge Sampaio, para quem "um bloco central político é uma posssibilidade". Para Miguel Portas, "é uma solução possível que existe noutros países europeus, como a Alemanha e a Aústria", onde, em Julho, Cavaco disse ter-se inteirado com o seu homólogo de como estava a funcionar a coligação ao Centro. Manuela Ferreira Leite, não querendo desagradar ao chefe de Estado, não a recusa. "Sentir-me-ia confortável com qualquer solução em que acredite, numa conjugação de interesses no sentido do país, que sejam coincidentes", disse na SIC. A líder adianta rejeitar "casamentos" que "na realidade não funcionam" e, no mesmo dia, condena a "interpretação abusiva" das suas palavras porque sempre recusara essa hipótese. Ciente de que admitir uma aliança do "centrão" prejudicaria o apelo à maioria absoluta, José Sócrates rechaça a ideia numa frase: "Tudo isso é uma ilusão" e diz estar em jogo "o dilema de sempre": optar entre a Direita e a Esquerda. "O Bloco Central - politicamente detestável, à partida, para os partidos que o podem fazer - é a única hipótese de uma maioria parlamentar e sociológica estável. Como em matéria de princípios políticos, não há grandes diferenças, apesar da natural hostilidade e repugnância dos líderes actuais em levá-la a cabo, poderia funcionar", alega Jaime Nogueira Pinto. Segundo o historiador, "para varrer escrúpulos e pudores (aliás, respeitáveis) só por iniciativa do PR". O ex-ministro do PSD e cabeça de lista por Braga aprova (no I): "Se houver essa possibilidade com a mediação do PR (ou de alguém por ele nomeado), de o PS e o PSD se sentarem à mesa e se entenderem sobre algumas questões cruciais para o futuro de Portugal, seria muito benéfico para o país". "Desde que se mantenha coeso, poderá facilitar a tomada e implementação de decisões, pois teria uma ampla base de apoio eleitoral e prováveis simpatias importantes em sectores-chave do sector público e privado", realça o docente da Universidade de Aveiro, Carlos Jalali. A mesma ideia foi propalada por Marcelo Rebelo de Sousa, em Junho de 2008, ao dizer que muitos sectores empresariais "já sonham" com o Bloco Central. O presidente da CIP, Franciso Van Zeller corroborou que "não pode haver guinadas a meio de uma crise", dizendo ainda serem "conciliáveis" as posições dos dois partidos. Apesar da resistência dos líderes, a união seria apadrinhada por Belém. "Não é fácil, mas não se esqueçam de Cavaco", concluiu Marcelo no almoço com empresários cristãos. Também o socialista Ferro Rodrigues admitiu ao Expresso que, sem uma aliança à Esquerda, o PS deveria "virar-se para o PSD", o que irritou Manuel Alegre: "Propor um Governo dos dois é uma forma de contribuir para o aumento da abstenção e para desvirtuar o sentido das escolhas e do voto", disse ao DN. "É um risco enorme deixar à solta muita gente que está nas franjas", alertou ainda Rebelo de Sousa. Vitaliano Canas diz algo semelhante: "A grande desvantagem, que a desaconselha, é radicalizar as alternativas viáveis". E acresce: "Além de que as suspeitas em relação ao Centralão" - o bloco central de interesses na economia e no controlo da Administração Pública - "torna essa opção altamente indesejável. Entre os "efeitos potencialmente menos positivos" estão, para Carlos Jalali, "a tendência centrífuga que este tipo de coligações tende a impor". Para António Filipe, do PCP, este apelo visa evitar "uma solução governativa que rompa (pela Esquerda) com a política de "centrão-direita" que tem imperado". Vade retro poderia resumir a reacção dos três líderes à Esquerda a um eventual entendimento para governarem coligados. "Com José Sócrates, não. Não faremos uma coligação com o PS", garante Francisco Louçã. "Para assinar de cruz à espera de um lugar num Ministério ou numa Secretaria de Estado? Assinem aqui esse acordo e depois a política logo se vê?", perguntou Jerónimo de Sousa, assegurando que o compromisso do PCP "é com o povo e não com o PS". "É claríssimo que nunca haverá um Governo de coligação do PS com quaisquer dos partidos à sua Esquerda", sintetiza Miguel Portas. "Não é praticável", diz Ângelo Correia. "Era necessária uma revolução interna no PS que substituisse José Sócrates por Ferro Rodrigues ou alguém da ala Esquerda", realça. "A direcção do PS não quer nenhuma coligação com qualquer deles", lembrou Manuel Alegre e Vital Moreira escreveu que votar no PCP ou no BE é levar a água ao moinho da Direita, só tem ajudado a distanciar o PS dos partidos à sua Esquerda. Mário Soares, num artigo no DN, diz que, nos últimos anos, se empenhou "em estabelecer pontes e convergências à Esquerda, que se revelaram impossíveis" e atribui o ónus ao BE e ao PCP, "que com crescente agressividade - e em competição - fustigaram quase exclusivamente o PS e, em especial, Sócrates". Opinião que Adão e Silva subscreve: "Vão mostrar-se indisponíveis para apoiar um Governo do PS, mesmo a nível parlamentar e acabará por se formar com o apoio do PSD". "Essa solução esbarra na falta de vontade do BE cuja estratégia é derrubar um futuro governo do PS para ganhar depois força eleitoral e do PCP que pensa que entrar no Governo, seria a sua morte", justifica Vitalino Canas, apontando as divergências na política europeia, de defesa e dos negócios estrangeiros. "Não acredito nessa aliança", reforça Jaime Nogueira Pinto, mas "as cedências seriam, sem dúvida, na agenda de 'costumes', na parte económico-social ou na política internacional". "É um cenário coligacional algo improvável", afirma Carlos Jalali, adiantando que "tenderá a ser a opção menos desejada em Belém". A acontecer, seria a terceira experiência governativa entre PSD e CDS/PP, depois da AD (Aliança Democrática), em 1979, com Sá Carneiro, Freitas do Amaral e o PPM de Gonçalo Ribeiro Telles e da segunda AD (Alternativa Democrática), em 2002, com Durão Barroso e Paulo Portas. Manuela Ferreira Leite já pertencia a esse Governo, pelo que os protagonistas não são muito diferentes", disse ao JN um democrata-cristão. "Com essa opção, o país é governável", refere Ângelo Correia. Para o politólogo António Costa Pinto, "as intenções de voto apontam para duas hipóteses possíveis, que são óbvias e que os portugueses conhecem: uma coligação de Centro-Direita (onde uma aliança é sempre mais fácil) ou um Governo minoritário do PS. Salvo revolução desconhecida, não há terceira solução imediata". Disponíveis para um acordo com o PSD, os centristas elegem a Educação e a Saúde como matérias de convergência nos programas eleitorais, sem esconder que, num futuro Executivo, gostariam de deter a pasta da Administração Interna, já que a segurança é um dos seus cavalos de batalha. "O CDS continua a ser um parceiro de coligação fiel", evoca Jalali, "mas precisará de um resultado superior aos 8% alcançados há sete anos", salienta este centrista.» ![]() 2009/8/25 VITOR JARA [Vitor Aleixo]2009/8/12 UMA CARTA [Agostinho Barreiros]Barroso:
Acabei de visitar o teu site e não resisto a enviar-te um abraço; sempre a mesma alegria, vivacidade e boa disposição. Rodeado de amigos, muitos amigos como sempre....Gostei de ver o Vicente Calisto. Junto mais algumas fotos ![]() ![]() ![]() ![]() Um Abraço A. Barreiros «La vida y la muerte bordada en la boca tenía Merceditas la del guardarropa. la del guardarropa del tablado del "lacio", ...»
JASABET |
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