個人檔案RB - ESTUDOS, SA相片部落格清單更多 ![]() | 說明 |
|
2008/7/26 REPÚBLICA CATALÃ [Rogério Barroso]A Catalunha é hoje uma espinha atravessada nas guelas dos mês amigos do governo de Madrid, do Palácio da Venezuela, dos comissários europeus, do Sarkozy e seus capangas, e do Papa Rato Cantor.
... E segue em frente.
Mas também o são o País Basco, a Comunidade Valenciana, as Baleares... e a lista vai-se estendendo.
2008/7/20 SÓCRATES E JESUS CRISTO EM PORTIMÃO [Maria de Lurdes Clemente]
SÓCRATES E JESUS CRISTO EM PORTIMÃO Maria de Lurdes Clemente 18 de Julho de 2008
Sócrates discursava para algumas centenas de militantes socialistas na Pavilhão de Portimão quando, de repente, aparece Jesus Cristo baixando lentamente do céu. Quando chega ao lado de Sócrates, diz-lhe algo ao ouvido. Então Sócrates, dirigindo-se à multidão, diz: - Atenção camaradas! O camarada Jesus Cristo está aqui, e quer dizer-vos umas palavras! Jesus pega o microfone e diz: - Povo português, este homem aqui ao lado, o Primeiro-ministro Sócrates, não vos tem dado o “pão do conhecimento” da mesma forma que eu fiz? Os socialistas respondem: - Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim! - Não é verdade que, assim como eu multipliquei os pães e os peixes para dar de comer a todos, este homem inventou os aumentos de 5 e de dez cêntimos nas pensões, para que todos se possam alimentar? - Siiiiiiiiiiiiiiiiiiim!, - responderam os militantes. - Não é verdade que este homem, José Sócrates, reformulou o Serviço Nacional de Saúde, assim como eu curei os enfermos e tratei os pobres e desfavorecidos? O povo grita: - Siiiiiiiiiiiiiiiiiim! - Não foi, também ele, traído por companheiros de partido, assim como eu fui traído por Judas? Os socialistas gritaram ainda com mais força: - Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim! - Então, do que é que estão à espera para pregar o gajo na cruz e mandá-lo p’ró pé do pai do céu???!!!
2008/7/18 VOTEM NELES! {Rogério Barroso]Esta é uma história de filhos de puta: o Alberto João "manda" e o Jaime "gama".
Mas não se esqueçam, portugueses que votam!, que só vós sois os culpados, se alguma culpa existir.
É a vós, portugueses que votam!, que dedico estes dois piquenos extractos cinematográficos.
VOTEM NELES!
Na impossibilidade de utilizar, por direito, o "direito" que comprei à Vodafone, amanhã irei trocar o direito que adquiri assinando um contrato por um ano, por uma incapacidade que aprendo: Quem manda, gama. Quem gama, manda. Nos outros talvez, em mim não.Aqui onde moro, a PT é melhor..fuck!!! Só se deixa mandar, pelos vistos, quem quer gamar. Será que, para falar, ter direitos, terei de mandar ou gamar? Podre país que é o meu! Não vale hoje um gamador nem um mandante! Votar será bom se não fôr nos que mandam mal, gamando mais.! Para quando a multiplicação dos pâes?? Velhos que não valem uns cães doentes. Mas estão. De pedra e cal... Se calhar não votar vai eternizar os predadores, porcos, feios e maus. Serão assim tanto estalinistas?? Se calhar são. Esqueceram, tão depressa, a democracia. E esta malta anda a dormir. Querem mandar, querem gamar? Querem continuar? Pauvre pays qui est le mien. 2008/7/6 ORAÇÃO [Graça Arrimar]Prezada Ana Maria;
Há muito que não lhe dizia nada! A parte final de todos os anos lectivos é complicada. Mas esta foi, particularmente, trabalhosa e continua sendo, pois ainda não terminou. Como terminei há pouco o relatório da Coordenação do Departamento, achei que estava na hora de lhe desejar bom trabalho e/ou boas férias, deixando-lhe mais um dos meus poemas em agradecimento pelas coisas bonitas que aqui vai trazendo. Um abraço no meu poema de hoje que é também para os amigos Rogério Barroso e Marceano Vasconcelos. Oração As cantigas de manhã são molhadas e saborosas. Ao tombar o entardecer doura-as adocicando cada verso. as letras essas crescem e soltam-se resplandecendo com o luar. Ah! As cantigas de embalar de aquietar os corações de rodopiar sim... as cantigas são mais têm mais. Podem ser se eu quiser as minhas orações. (Graça Arrimar, "Viagens de sal e de mel) Comentários (1)2008/7/5 ESCREVER FARO [Bellis]Boa tarde Há sempre uma explicação para tudo, mesmo que a não conheçamos. E a explicação pelo interesse inusitado dos Farenses por esta questão foi dada por Kafka em 1917: ..."Leopardos irrompem no Templo e bebem até ao fim o conteúdo dos vasos sacrificiais. Isto repete-se sistematicamente. Finalmente torna-se previsível e é incorporado no Ritual”...
Tais são agora em 2008 os rituais dos meus queridos conterrâneo (a) s.
Há de facto demasiados anónimos nestes locais. Uma pena. A propósito, deixo-vos a minha visão sobre o anonimato em Faro:
O verdadeiro perigo esconde-se sempre por trás das máscaras. E se há cidade mascarada, é a minha. Faro. O ser humano usa inúmeras máscaras e por vezes mais do que uma num só dia, numa só hora. Acaba por usar uma mais vezes do que as outras. E essa torna-se tão banal, tão real, que por fim se transforma no seu verdadeiro rosto. E o ser humano deixa de reconhecer o seu verdadeiro Eu. Transformou-se definitivamente. Em Faro há vários tipos de máscaras, mas como sempre, comecemos pelo princípio. A máscara mais utilizada é a que cobre a indiferença. Muitos falam, até escrevem e muito sobre os problemas da cidade, os seus defeitos, as suas limitações. Mas o objectivo esgota-se na escrita. Uma vez publicada, esquece-se o tema e passa-se para outro. É a indiferença mascarada de preocupação. Indiferença pelas pessoas com valor, as que nos podiam estimular. Como Elviro da Rocha Gomes ou Joaquim Magalhães, ignorados pela falsa preocupação. E se nós nos preocupássemos connosco, para variar? Mais tarde ou mais cedo, vamos ser obrigados a isso. À primeira vista parece impossível (estamos tão preocupados em denunciar, em escrever, em ser lidos....) Deixar que nos levem, a nós, na mesma carrada que os outros? Dizer que vemos isto, que sentimos aquilo, tememos, esperamos, ignoramos, saberemos? Sim, dirá o nosso verdadeiro Eu. Impassível, imóvel, mudo, segurando o queixo, a máscara (o blogador) gira, alheia para sempre às nossas fraquezas. Deitamos-lhe uns olhos suplicantes, uma necessidade de ajuda. Não olha para nós, não nos reconhece, não lhe falta nada, à máscara. Só nós é que somos humanos. As máscaras, imensamente perigosas, são divinas.
Bellis 3 de Julho de 2008
Rogério e Marceano são pessoas despertas. Atentas, com maturidade. Para os outros, que ainda estão adormecidos, vou falar da lentidão da cidade de Faro (nos anos 50).
Lentidão – uma palavra para a qual descobrimos um novo sentido, como se nunca a tivéssemos conhecido. Assim, de repente, parece-me evidente que falar de lentidão significa falar de memórias. E falar de memórias é falar de tudo. De tudo e de nada. Desses pequenos nadas que compõem o todo intangível da nossa memória. Memória, essa pequena consolação que no fim sobra, de uma vida inteira de sobressaltos. Desse tudo que em si encerra o drama do ser humano que habita Faro. O de ter consciência da inutilidade de todos os seus esforços, e no entanto repeti-los incessantemente. Todos os dias. Todas as horas dos mesmos dias. Ou serão diferentes? Caroline vem instalar-se a meu lado, na cadeira do café, sobre a doca de Faro. Doca onde nadei várias vezes na juventude, e onde o corpo do meu bisavô foi retirado sem vida em Julho de 1949, ainda eu era um pensamento. "Olha ali, digo-lhe eu. "Onde? "Ali, é o Luís. Não o reconheces? "O Neto? O teu colega? "Sim, mas receio que vá depressa de mais. "Ele gosta de andar depressa? Também ele, tão calmo no passado. "Espera um segundo. Quase dormito sob o calor abrasador que me aconchega e relembra as longas tardes da infância. Quero contemplar um pouco mais o barco que lentamente se dirige par a ria, antes que a maré suba demasiado e não possa passar sob a ponte do combóio. Quero saborear o ritmo do seu avanço: quanto mais se aproxima, mais lento é o seu navegar, como se receasse sair do porto. Nessa lentidão reconheço um vago sinal de felicidade. Alguém passa e cumprimenta-me, a medo, receoso de não ter acertado na pessoa. Pára, pergunta, esboça um sorriso e parte. A doca fervilha de excitação. Em breve repousará. A noite aproxima-se e com ela os seus mistérios. Noto que já não há pardais nas palmeiras do jardim, atrás de mim. Fugiram para outras paragens Tornaram-se mais rápidos? A noite de Faro cai. Sem ouvintes. Sem espectadores. Sem amanhã. Por favor Luís, sê feliz. Um moço do meu tempo. Tenho a vaga impressão de que da sua capacidade de ser feliz reside a nossa única esperança. O empregado vem, pago e depois arranco.
Bellis 4 de Julho de 2008
Detesto ter de falar de política e políticos, mas uma vez que parece ser este um assunto apetecível em Faro, hoje, abro uma excepção.
E não gosto de falar dos políticos porque eles já falam demasiado de si próprios.
E porque hoje, contrariamente ao que se passava na Grécia antiga, onde o bom político era aquele que melhorava a cidade e o cidadão, ao contrário desse conceito, hoje o bom político é aquele que consegue ser reeleito.
E nós andamos tão distraídos que até reelegemos o PR (Presidente da República) de 5 em 5 anos!
Falemos então de Mendes Bota e Macário Correia, ao que parece os grandes adversários nas próximas autárquicas em Faro.
O primeiro licenciado em Economia e o segundo engenheiro e arquitecto.
Devo notar em seu abono que nenhum exige ser tratado por Doutor, que de facto não são.
Conheci-os pessoalmente, não muito inteligentes, mas suficientemente espertos para perceberem que o poder apenas lhes poderia advir por meio da política nacional.
Com um ego enorme, que é sinónimo de infelicidade, tiveram que se tornar manhosos, começaram a ser calculistas e eficazes a explorar os outros. Em suma, mais políticos e mais diplomáticos.
Não é preciso ser brilhante a matemática, ou mesmo a aritmética, para se chegar à conclusão que, se um ego pequeno traz uma pequena infelicidade, um ego poderoso trará uma infelicidade monumental.
Uma pequena regra de três simples basta para lá se chegar.
E mesmo que cheguem como já chegaram, a cargos públicos de alguma relevância local, já terão passado por tanta infelicidade que esta passou a fazer parte deles.
A tensão enraizou-se e a ansiedade passou a ser o seu modo de vida.
Mas este até é o menor dos males.
O principal problema, pois afecta os meus concidadãos, é o de eles serem imaturos. Mendes Bota e Macário Correia dependem da opinião dos outros. Não conseguem fazer nada com autenticidade, não conseguem dizer o que querem dizer com honestidade – dizem o que os outros querem ouvir.
De facto é uma atitude comum a todos os políticos.
As pessoas, perante situações complicadas, como é a actual no nosso país (e esperemos até o “Barril” chegar aos €400), agarram-se a quem lhes prometer o futuro.
Mendes Bota e Macário Correia dirão aos Farenses as coisas que eles querem ouvir.
Farão as promessas que os Farenses querem ouvir.
Eles sabem perfeitamente que não poderão cumprir essas promessas.
Que não têm qualquer intenção de as cumprir.
Mas se eles dissessem aos Farenses com exactidão e com verdade qual a situação em Faro e no Algarve, e já agora no País, e tornassem claro para os Farenses que muitas coisas que eles querem nunca se realizarão, seriam corridos da rota do poder.
Os Farenses e as Farenses nunca escolheriam um político honesto.
O mundo tornou-se um local estranho.
Faro também.
Só Farenses muito atentos e vigilantes disto se aperceberiam.
E Mendes Bota e Macário Correia servem-se desta espécie de hipnose colectiva.
Mendes Bota e Macário Correia e todos os outros. Entenda-se.
Sinceramente, preferia os dois quando ainda não eram licenciados e passavam o verão na Praia da Rocha, Albufeira ou Faro, a cantar o conto do vigário às sílfides nórdicas que nos visitavam regularmente.
Nota: isto aplica-se a qualquer político. Pode dizer-se que eles acabam por ser vítimas do eleitorado. Por favor não nos dêem os políticos que nós queremos ter.
Bellis
5 de Julho de 2008
HOMENAGEM A FARO
Apesar de sucessivamente ignorada, usada, prostituida, maltratada, Faro continua intocável no meu imaginário.
Cidade onde nasci e vivi até aos 17 anos, cidade da minha família materna desde o século 16 (freguesia de S.Pedro), continua intocável no meu coração.
__________________________________
FARO – O nome muitas vezes utilizado pela população do Concelho de Faro – Ossónoba – deriva da expressão fenícia Osson Êba, armazém no sapal e reporta-se ao período VIII a.c., período em que se estabeleceu uma área comercial no morro da Sé. Durante a ocupação árabe o nome Ossónoba prevaleceu, desaparecendo apenas no séc. IX, dando lugar a Santa Maria do Ocidente. Após o governo de Said Ibn Harun na taifa de Santa Maria, no séc. XI a cidade passa a designar-se Santa Maria Ibn Harun. Depois da conquista por D. Afonso III os portugueses designaram a cidade por Santa Maria de Faaron ou Santa Maria de Faaram. No séc. XVI a XVII o nome evoluiu para Farom, Faroo e Farão. O nome Faro surgiu no séc. XVIII e permaneceu até aos dias de hoje.
[In http://www.portugalvirtual.pt/_tourism/]
__________________________________
A água é igual ao tempo e fornece à beleza o seu duplo.
Parcialmente feitos de água, nós também servimos da mesma forma a beleza.
Aflorando a água, Faro apura as feições do tempo, embeleza o futuro.
Nisso consiste o papel desta cidade no Universo.
Porque a cidade é estática, ao passo que nós nos movemos.
A lágrima é disso a prova.
Porque nós passamos e a beleza fica.
Porque nos dirigimos para o futuro, enquanto a beleza é o eterno presente..
A lágrima é a nossa tentativa de permanecer, de ficar para trás, de nos fundirmos com a cidade.
Mas isso é contra as regras.
A lágrima é um retrocesso, um tributo do futuro ao passado.
Ou então é o resultado que se obtém quando se subtrai a maior da menor parcela: a beleza, do homem.
O mesmo vale para o amor, porque também o nosso amor é maior do que nós.
Pela cidade.
Faro.
Até sempre
Bellis
6 de Julho de 2008
Proponho ao Pedro Cabeçadas (o apelido não me é desconhecido de todo) que em vez de uma votação absolutamente impessoal, se faça uma escolha com base na "história de vida "de cada um dos candidatos".
O que é evidente, mente. Evidentemente.
Começo pelo "Francisco", nome mascarado, como convém a uma cidade mascarada.
_____________________________
"Francisco" nasceu prematuro no seio de uma família abastada do Algarve; a mãe, "Quitéria", nunca se conformou com a ideia de ter gerado um filho de um homem que a abandonou duma forma miserável antes da feliz hora.
Quanto mais o pequeno florescia, mais ela se afundava num abatimento obstinado.
Desde o dia em que soubera da fuga do seu amado, agravara-se a estranha moléstia do período de gravidez, recusara resposta a todas as questões, falava apenas quando estava sozinha, mas de forma tão incompreensível, que mais parecia outro idioma.
Nem olhava para o filho quando o traziam para mamar ao peito mirrado e quase seco, apesar do leituário que lhe haviam posto ao pescoço, um amuleto de ágata engastado em prata, retirado do espólio da sua bisavó "Cremilde".
Quando fez um ano, Francisco viu-se pela primeira vez sobre um cavalo, um lusitano de grande mansidão, nado e criado na propriedade de Quarteira, indiferente às alturas e às mãos femininas estendidas na prevenção da queda, apesar das pragas do avô "Domingos", indignado com os terrores do mulherio inconsciente.
Aos três anos, tentando substituir um ganhão na rabiça do arado, escorregou e bateu com a cabeça no ferro, abrindo no sobrolho um lanho que lhe deixaria a primeira e mais feia das futuras cicatrizes.
Francisco foi enviado para um colégio no Porto onde deveria aprender tudo aquilo que lhe seria indispensável para poder estar a um nível intelectual apreciável; a sua perspicácia era inata, e como tal deveria ser potenciada. Durante esses anos, a sua presença nas terras familiares apenas era notada em períodos de férias e servia para se percepcionar a sua evolução quer em termos físicos quer de carácter.
Finalmente regressado dos estudos, Francisco regressa a Casa, e depressa começa a praticar aquela que seria uma das suas vocações – as mulheres.
Com efeito, das de menos de trinta anos, rara era a que não lhe sentira ainda o peso do corpo, fosse no campo ao entardecer, na sombra de umas rochas à beira mar, ou no conforto de uma cama, sendo tão violento o seu apetite que não olhava à beleza ou perfeição de formas, mas somente ao viço natural da idade jovem.
Revelava-se assim um autêntico garanhão e pouco prudente nos afectos clandestinos, a ponto da sua mãe dizer, com azedume amenizado por discreto orgulho, que deixara de haver mulheres sérias no Algarve desde o regresso do filho…
Se não era homem de afectos prolongados, tão-pouco a sua volubilidade se poderia considerar leviana.
Para ele, possuir uma mulher diferente todos os dias, embora pouco tempo depois devesse voltar às já suas conhecidas, pois o seu número limitado não permitia uma constante renovação, era apenas um ritual, mais devedor de obrigação do que do prazer, idêntico ao de se aperaltar nos fins de tarde, ou de fazer um discurso político…
Começou então, paralelamente à actividade de correr as mulheres da região, a fazer discursos políticos nas Festas de Verão, na Pontinha ou no Pontal, que eram música para os ouvidos atentos dos proprietários algarvios, e onde Francisco rapidamente vislumbrou a possibilidade de saciar um segundo prazer, que lhe abriria as portas não dos flancos dourados do gineceu, mas das bolsas recheadas por décadas de exploração……
Ele anda por aí...
Votem bem...
Bellis
7 de Julho de 2008.
2008/7/4 POEMA DE AMOR [Joan Manuel Serrat]Na próxima semana vou matar saudades com um amigo de longa data, que foi proibido de cantar, pelo regime capitalista do Bahamondez Franco, por mais que uma vez , pelo singelo motivo de que queria cantar na sua língua natal. Como se fosse possível proibir alguém de cantar!...
«Arriba Franco!
Más alto que Carrero Blanco!»,
gritávamos nós pelas ruas de Barcelona, "a republicana"...
ELOISE - [Barry Ryan]Passam hoje 33 anos sobre a data de lançamento de um sucesso que eu e o Hugo Lourenço editámos em Portugal, para uma editora de uns ingleses, de uns sul-africanos e de uns moçambicanos, chamada "Teal Records". Esse sucesso chama-se «Eloise», e foi composto e interpretado por Barry Ryan.
Aqui vo-lo deixo.
2008/7/3 MY SWEET LORD [George Harrison]2008/7/2 NÃO É SIMPLESMENTE UM MURO - [Carlos Vardasca]Não é simplesmente um muro Nem tudo o que fica de fora da classificação do Instituto Português do Patromónio Arquitectónico (IPPAR) deixa por isso de ter interesse para as populações locais. A afectividade às coisas da terra e a vontade de preservar vestígios do que fora o seu passado, leva por vezes as populações a reivindicarem a sua preservação mesmo que a estrutura em causa não seja uma obra arquitectónica de relevo, mas que, pela sua beleza e pela história que ela própria representa, pensam que deveria merecer o interesse das autoridades autárquicas, nomeadamente da Junta de Freguesia de Alhos Vedros e da Câmara Municipal da Moita. Refiro-me ao muro que fica na rua António da Silveira, junto às antigas instalações da fábrica BORE e onde actualmente se situa uma fábrica de cortiça dos Caiados. De facto, actualmente é apenas uma fábrica de cortiça cuja insdustria se encontra em fase de decadência por estas paragens, mas quem perder algum tempo a contemplar a parte frontal daqueles muros, decerto que lhe virá à memória vestígios de alguma antiga quinta senhorial, pois só alguém com alguma abastança se preocupava em exibir aqueles portais, destinguindo-se assim daquela forma das pequenas quintas sob a posse de pequenos proprietários rurais. A exemplo do que se fez com a fachada da antiga fábrica Corchera Portuguesa e da Silcork em Alhos Vedros, que nos recordam a importância do passado da industria corticeira desta vila, a parte frontal daquele muro podia perfeitamente ser salva da sua demolição e, com esse acto que seria de uma importância cultural para quem aqui vive, não se deixava apagar mais um marco do passado desta vila com cerda de 500 anos de história, sendo uma das estruturas a preservar dada a sua beleza, cujos vestígios lembrariam às gerações vindouras o passado rural da vila de Alhos Vedros. Sabendo-se que ali vai nascer uma urbanização assim como novos acessos ao centro da vila, e sem querer interferir no seu ordenamento, sou da opinião de que com alguma sensibilidade cultural por parte da Junta de Freguesia de Alhos Vedros e da Câmara Municipal da Moita, se poderia evitar a demolição daquela estrutura, recomendando-se ao arquitecto responsável pela urbanização daquela área alguma imaginação, com o objectivo de enquadrar aquela estrutura rural na modernidade do complexo habitacional ali a construir. Seria de facto enriquecedor para Alhos Vedros, para aquela área envolvente e seus moradores, uma vez que e ao abrirem as suas janelas se sentiam próximos e de paredes meias com aquele portal, cuja beleza, se devidamente recuperado e enquadrado no meio urbano, pintado de branco e adornado com tons de azul, decerto que lhes lembraria uma outra realidade há muito em decadência e relacionada com o passado e a vida rural desta vila, assim como lhes recordaria (apesar de cercado pelas muralhas de betão que cada vez mais a envolvem), uma outra faceta da sua história que já vai ficando esquecida no tempo. Carlos Vardasca 30 de Junho de 2008
|
|||||||||||||
|
|