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2008/6/25 COMO ISTO MUDOU!... [Ana María Passos]
Situação: Rui, 19 anos, uma fama de playboy ganha à base de andar a comer gajas muito mais velhas que ele, veste roupa de cabedal justinha e cheia de picos metálicos, conduz um Toyota Corolla Van todo fodido ; Manda uma foda na Carina, miúda de 15 anos, hiperdesenvolvida, que se destaca já das outras gajas do bairro.
Ano 1978: O Rui é um FILHA DA PUTA DUM MESTRE Ano 2008: Depois de um linchamento público a nível nacional, com especial destaque por parte de alguns tertulianos televisivos e ministros podres. José Sócrates consegue instaurar a pena de morte em Portugal. Rui tem o horror de ser o primeiro condenado à morte por esta lei nova com carácter retroactivo. Passem bem. Caro tio. A coisa é mesmo muito grave. Tão grave que até um texto como este, que pretende ser uma pedrada no charco, já foi retalhado e censurado por um qualquer filho da puta moralista. Chamo a atenção para a parte do “playboy”, do Rui de 19 anos, lá para o final. Alguém já tirou esta parte do texto original, com medo sabe-se lá do quê… Recordo que o meu avô Ângelo começou a namorar com a minha avó Aurora quando ele tinha quase 18 anos e ela apenas 14. Hoje estaria preso e eu seria um mero espermatozóide no lençol da cela.
O texto que foi censurado algures já está reposto no seu local, sem censura.
Grande Toninho!
2008/6/22 Música2008/6/17 CAMPEÃO DE REFORMAS [Informação da PIDE]Viva o Presidente da República?
O EXEMPLO PRESIDENCIAL: ANÍBAL CAVACO SILVA
Actualmente recebe três pensões pagas pelo Estado:
4.152,00 - Banco de Portugal.
2.328 ,00 - Universidade Nova de Lisboa.
2.876,00 - Por ter sido primeiro-ministro.
9.356,00 - TOTAL ( 1 875 709 $ 60 escudos)
(Podendo acumulá-las com o vencimento de Presidente da República). Porque será que, o Expresso, o Público, o Independente, o Correio da Manhã e o Diário de Notícias não abordaram este caso, mas trataram os outros já conhecidos, elevando-os à categoria de escândalos?
Não será por isto que a Segurança Social está na falência? A RAÇA E O SISTEMA [Rogério Barroso]
2008/6/15 NOS MEUS SONHOS [José Prudêncio Mendes]Nos meus sonhos, Vejo que o azul do mar Muda de cor quando quero.
Nos meus sonhos, Sinto que o calor do sol Não me queima como espero.
Nos meus sonhos, As vagas da tempestade E o vento sempre a soprar, Vão se acalmar num instante Se julgam ser importante P’ra quem está a sonhar.
Mas as vagas desta sorte Que não param de crescer Nem o vento de açoitar,
Só terminam com a morte Ou com alguém…, que a viver Já se esqueceu de sonhar.
Albufeira, 14 junho 2008 2008/6/14 ANIVERSÁRIO, OU O PRINCÍPIO DE UM CONTO... [Graça Arrimar] Olá amigo Rogério Barroso,
...Só agora, quando já adormece a luz, meu pensamento correu relâmpagos de tempo e viajou até aos campos do pensamento profundo. Depois, a imagem clareou e um vulto moreno irrompeu em carinhosos gestos...dois animais, pequenos, mas imensos na sua gravidez, de olhos lânguidos lambiam os pratos de barro rasos de água fresca, mesmo ali por debaixo do varandim ao virar da sala, aquela onde nos encontramos todas as tardes, quando regressamos ávidos por um recato e um recanto. Ah! os frutos maduros de côr rosada faziam cachos de sombra colorida e de fragrâncias adocicadas. De soslaio, reparei no sorriso matreiro de um amigo de gente simples e de gente de alma generosa, quais bichos de outro ser imenso das nossas escritas, por cá...por este monte de famintos em tropel, que jamais se demitem de suas alturas para caminharem de mãos dadas. Sim, com a normalidade das coisas simples e demasiado singelas para serem vistas por qualquer um.
Sinto -me cheirosa, neste campo de roseirais. . .
Abrigo-me da cobiça e da vaidade e vou deixar-te a flor mais fresca do teu quintal.
Colhi-a pelo cair da noite, quando o pensamento aí chegou.
O abraço imenso da amizade, neste dia de aniversário.
Muitos parabéns e continua assim combativo.
Graça Arrimar
2008/6/12 OS PUTOS DA ASSEMBLÉIA [Marceano Vasconcelos]Os "putos" da A.R. hoje tentaram ver o jogo de um modo cábula...telemóveis, pcs portateis, vozes vindas do bar. Porque não pararam? Prás leis que produzem, maioria dixit, mais valia irem beber uma fresquinha e ver o futebol. Talvez, depois,com a alegria, recusassem mais qualquer uma lei opressiva, copiada de qualquer outro sistema, talvez fossem, a meu ver, mais nacionalistas. E negociassem o gasoleo com as industrias portuguesas. Enquanto essas perdem, eles ganham, olhando de lado pró futebol. Sim so professora. Sim!!! Lembram os putos da primária: sim, so professora, sim!!! Os homens da maioria, os sim sim!! Paga o Patrão!! 2008/6/4 À MÃE [Rogério Barroso]
À Mãe!
[Rogério Barroso, depois do meio-dia, na Aldeia Nova, vai o sol alto, qu’até parece já o Verão, dedicado aos manos Raposo, António Feliciano]
… e, vestida de pobreza, trajada de esperança, o Feliciano ao colo e o António pela mão, lá vai ela p’ró Monte. Um filho tinha três anos, o outro seis. Lá vai ela p’ró Monte, qu’a escola já aí vem para o mais velho.
Leva anseios de felicidade, de paz e de pão. E leva o encargo de tudo trabalhar, de tudo fazer p’lo “home” e pelos rapazes. A vida dá muitas voltas! Oh! Se dá!... Aos trinta e quatro anos, ainda mulher no despontar da vida, fica viúva. E viúva, fica mãe, que já era, e pai, que passa a ser.
Vestida de negro, regressa ao Cercal, p’ra casa dos pais. É um apeadeiro, para descansar e refazer-se das tristezas e das surpresas. A vida dá muitas voltas. Oh! Se dá!...
Mas o futuro não espera. Há que fazer-lhe frente! Há que pegar o touro p’los cornos! Há que chamar os bois p’los nomes! Há que prantar-lhe o charco, p’ra qu’os patos cresçam, voem e se fixem!
… e lá vai ela, p’ra Évora, sòzinha com os dois miúdos. A estrada é pedregosa e poeirenta, por esses caminhos velhos do Alentejo, debaixo do sol tórrido, à mercê das muitas sedes que por ali se nos dão. A vida dá muitas voltas. Oh! Se dá!...
A aposta é longa, sabe a fel e a pobreza e a dificuldades. Há que dar edução aos moços, não vão eles ficar como os demais, à mercê de senhores e da exploração. “Só o povo sobe a cheia num barco de muitos nomes, sempre parado!”. Mas, com o tempo a passar, os rapazes lá se fazem aos cursos da agricultura e às outras coisas da vida, às piquenas, aos touros, à caça… É a alegria dela, uma das poucas que sempre teve: vê-los medrar felizes, fazendo-se homens com’ó pai deles.
Há-de regressar ao Cercal, a casa do pai dela, já o António vai p’rá guerra, por conta de Salazares e de outros bandidos: os que lhe deram só a pobreza, querem agora levar os filhos. Que Deus lhes dê sorte e saúde, já que o Salazar lhes tirou a paz!... A vida dá muitas voltas. Oh! Se dá!...
O Feliciano faz-se pegador de toiros: “Tentam-se toiros, pegam-se pegas, rompe o fandango pelas sossegas, canta o marialva, canta a tradição, mas ninguém diz da fome nem da exploração”.
E assim, como que de repente, já estão os dois formados. A vida dá muitas voltas. Oh! Se dá!...
… e, ainda trajada de esperança, já é avó, avó extremosa. Já não vê outra coisa que não sejam os netos. Sempre a ajudar, sempre a labutar, sempre a cirandar. É a nova vida que nasce, que desponta, e que se amanha.
A vida dá muitas voltas. Oh! Se dá!... mas só dá voltas até à morte. Por vezes com grande sofrimento, mas sempre só até à morte.
… e lá vai ela de barquinha, rio abaixo… “barquinha vai, barquinha vem”. Até um canavial onde a barca se detém, onde se espera pelos que virão depois, ao fresco da brisa nos canaviais, entre o murmurar das águas que correm, que correm sempre… 2008/6/1 TEMPOS CINZENTOS... [Marceano Vasconcelos]Tempos cinzentos… [Marceano Vasconcelos – 29 de Maio de 2008]
Bom dia, tristeza!
Chove no reino do Prestes Sócrates. Finalmente. Nuvens cinzentas não arredam. Pudera! Chegou o tempo de forte vento. Tudo que sabem pesporrâncias do poder vamos lá ver entretanto quando despem o casaco a gravata sem lamento.
Perderam 30 anos de liberdade perderam 20 anos de oportunidade saberão eles, agora cozer um pão ?
Fórmulas mágicas tentarão de bolsos vazios trágicos reformular o milagre da multiplicação ?
E este povo esta nação ? mãos vazias buscando o quê ? um permanente
não ??
Gingas e Jogos
[Marceano Vasconcelos, no dia 3 de Junho de 2008, pelas 4,13 horas da madrugada]
Num europeu
jogos difíceis
se verão, o meu
pão, aí, onde
por aí estará?
O futebol que
então veremos
se entenderá
como prazer
de gladiadores
de Roma, terá
entretanto, valor
honra, saber, ter?
Frotas de pesca,
entretanto abolidas
barcos parados,
pescadores,
almas sofridas?
Venha o futebol
a seguir, olimpíadas
dizia Camões, ao sol
da Malásia,
onde naufragou,
almas sofridas,
ardores,
cantores e outros,
almas vencidas.
Viva a Selecção.
Não mudem a questão,
Não virem o nome
P’rá perspectiva
dada, la Selection!
Será um valor
turístico
No Funchal,
La admiración?
que tal
se estar
em
Portugal?
Vistos e
registos,
chips
prós cães,
um dia, breve,
antes de nós,
nas nossas mães?
Viva a selecção.
Viva Portugal.!
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