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2008/4/29 "AS PUTAS AO PODER... QUE OS FILHOS JÁ LÁ ESTÃO!" (frase popular) [Rogério Barroso]A 25 de Abril de 2008, um bacoco de Boliqueime leu na Televisão uns papéis que ele encomendou à Universidade Católica - papéis esses a que o bacoco chamou estudo -, os quais papeis falam do desinteresse dos jovens portugueses pelas manigâncias da seita do poder - a que o bacoco chamou políticos -, encomenda a qual teve como única finalidade dar dinheiro do Estado - dinheiro esse que os chamados políticos costumam dizer que pertence ao povo - dar dinheiro do Estado, dizia eu, à universidade que paga um chorudo salário à mulher desse bacoco, papeis esses que não traziam nada de novo a quem anda na política nem à população em geral.
Poucos dias volvidos, veio às televisões outra santinha - a única mulher do mundo que é mais feia do que eu - e fez um discurso de apresentação da sua candidatura a "Madrinha" do PPD, o qual discurso não foi mais que a continuação da tola faladura do mencionado bacoco, em 25 de Abril.
E querem estas gentes respeito!...
2008/4/20 A ASAE E OS ADVOGADOSComunicado do Bastonário > A ASAE e os Advogados17-04-2008
Caros (as) Colegas DESEJOS DE TERNURA + GUERRA [Graça Arrimar]Olá amigos; Obrigada pela presença, pelas palavras, imagens e pela delicadeza da música que me oferecem. Aos melhores, o meu melhor, num abraço.
Desejo de ternura
Os braços... ternura de seda nas pétalas de seus dedos aconchegam silenciosos como brisa ondulante. Os braços... apertados de desejo transpiram canções em jeito de promessa.
(Graça Arrimar, "Viagens de sal e de mel")
Olá amigo Barroso!
Há um tempinho que não nos falamos, mas tenho sabido de ti, quer visitando a tua página, sempre muito viva, quer através do nosso amigo Marceano. Aproveito esta tarde de domingo, depois de uma "arejada" pelas ruas estreitas da cidade velha, onde sorvo história e poesia, para te dizer umas palavras, mesmo que elas não tenham sido criadas nesta viagem de hoje. É sempre numa escapadela à vida que as palavras tomam corpo e alma e deixam derramar os sentimentos que foram presos ao nosso íntimo. Gosto de partilhar contigo e isso é o que basta. Depois de ler o texto sobre o racismo, apeteceu-me deixar-te estas palavras. Um abraço com o meu poema.
Guerra
Aquela noite... esventrada pela raiva dos mal-amados apagou as silhuetas de luar gravadas em cada rosto. aquela noite... morreu abandonada no abismo dos sonâmbulos.
(Graça Arrimar, "Nos braços dos vento") 2008/4/14 O PRINCÍPIO E O FIM [Fernando Velez]
É de lá que eu vim e é para lá que vou Só não sei onde é que estou Sei que passei de mão dada que me indicava O caminho Só que a estrada serpenteava Em volta da Montanha da Penha E o fim do caminho nunca chega Lá longe a luz vai-se esvaindo Transformada em Poente…
Linda-a-Velha, 5 de Abril de 2008 Fernando Velez
2008/4/13 MOSAICO [Graça Arrimar]Graça Arrimar
Obrigada pelas suas palavras tranquilizadoras, pela ideia e pelo carinho.
O meu abraço neste poema, em que faço alusão à mescla de culturas que nós somos!
Mosaico
Neste chão
habitado
de túmulos
e oferendas
de azeite e pão
alfamas frescas
bebendo
em lençol
de levadas
banharam
gente de Alá
derramando
alcatruzes
num tamaramá
pacificado.
(Graça Arrimar, "Tomar, um rio de vida")
2008/4/11 DECLARAÇÃO DE CARACAS [Rogério Barroso]Declaração de Caracas aborda terrorismos (mediático, militar e económico) [Rogério Barroso – 31 de Março de 2008]
O terrorismo mediático esteve em pauta durante quatro dias – de 27 a 30 de Março – em Caracas no "1º Encontro Latino-americano contra o Terrorismo Mediático", que se opôs ao encontro da Sociedade Inter-Americana de Imprensa (SIP, sigla em espanhol). Os intelectuais e jornalistas de mais de 14 países que estiveram presentes ao encontro divulgaram a "Declaração de Caracas", na qual disseram que esse tipo de terrorismo é a primeira expressão e condição necessária do terrorismo militar e económico, que o Norte industrializado emprega para impor à humanidade a sua hegemonia imperial e o seu domínio neocolonial. Eles denunciaram que as empresas de comunicação transnacionais utilizam informações falsas para realizarem "uma agressão massiva e permanente contra os povos e governos que lutam pela paz, pela justiça e pela inclusão". Nesse sentido, deu-se como exemplo a campanha para sabotar qualquer acordo humanitário ou saída política para o conflito colombiano, e para regionalizar a guerra na zona andina. A luta de Equador, da Bolívia, da Nicarágua, do Brasil, da Argentina, do Uruguai e do México "confirma a vontade política de nossas sociedades para desbaratar a agressiva e simultânea campanha de difamação das transnacionais informativas e da SIP. Cuba e a Venezuela representam com clareza os pontos mais vigorosos dessa batalha ainda inconclusa". A liberdade, a democracia nos países latino-americanos vêem-se ameaçadas pelos oligopólios de comunicação que manipulam a verdade. Assim, os participantes consideram fundamental criar uma Plataforma Internacional contra o Terrorismo Mediático. Essa Plataforma convoca para a realização de um novo encontro, em até dois meses. Para esse encontro serão convocadas organizações como a Federação Latino-americana de Jornalistas (Felap), "que, no crescimento da consciência dos povos latino-americanos e caribenhos, defendeu exemplarmente o direito à verdade e à divisa que sustenta os seus princípios". Os signatários da Declaração responsabilizaram a administração do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pela sistemática agressão terrorista dos últimos anos contra os meios de comunicação alternativos, populares, comunitários e alguns empresariais. A SIP e a organização Repórteres Sem Fronteiras foram apontadas como obedientes aos ditados de Washington "na falsificação da realidade e na difamação globalizada". No sábado (29), durante a realização do encontro, uma marcha, acompanhada por representações teatrais, foi às ruas de Caracas, onde passou em frente a hotel no qual foi realizada a reunião da SIP, para protestar contra esses meios. 2008/4/9 ESTRAL'Á BOMBA [Rogério Barroso]SOU HEMOFÍLICO [J. Malveiro]SOU HEMOFÍLICO [J. Malveiro – 2 de Março de 2008]
Sou hemofílico, uma condição física que me coloca em risco acrescido permanente e que aprendi a relativizar de modo a viver uma existência não condicionada pela ameaça da doença. Ontem de manhã tive uma hemorragia. O sabor férreo do sangue na boca começou de manhã, pelas 8 horas, após o pequeno-almoço. Como estava a mais de 100 km de distância do Hospital Distrital de Faro e porque já sabia o que me esperava (este verbo é o verbo certo – esperar), tomei precauções e adiei o inevitável: bebidas geladas, gelo triturado, repouso e a esperança que os 20% de Factor VIII que a genética me concedeu fizesse o seu trabalho de coagulação. Não fez. Pelas 17 horas, já farto de me sentir um Drácula de mim mesmo, fiz-me ao caminho, sozinho de carro, até ao Hospital Distrital de Faro. Durante a viagem, pela Via do Infante, telefonei para o Hospital e pedi para falar com a Hematologia, porque sei que geralmente nestas situações o especialista administra 1000 unidades de factor VIII: “ah, Hematologia não temos, só Serviço de Sangue. Vai ter que vir até às urgências.”… senti um arrepio, agradeci e desliguei o telefone. Continuei a viagem temeroso do tormento antecipado. No atendimento inicial, às 19 horas, tudo foi muito bem. Explicado ao funcionário do guiché a minha condição e estado, fui encaminhado para o atendimento de triagem dentro da Urgência. E pronto, havia chegado ao purgatório. A enfermeira da triagem, criatura inexpressiva perante a minha informação de que era hemofílico e sangrava desde das 8 horas da manhã, atribuiu-me uma fita amarela (Método de Triagem de Manchester – do menos grave para o mais grave: verde-amarelo-laranja-vermelho) e fui para uma sala denominada apropriadamente de “Sala de Espera”. Lá dentro as pessoas sofriam, o que é espectável num hospital. E sofriam com dores? Sim, também, mas não só. Desesperavam com a espera e a ausência de informações. No final de tudo, às 00:15 minutos do dia seguinte, conclui que a espera desesperante, desde a cor verde até à cor laranja inclusive, não foi para todos eles inferior a 5 horas. Assisti, entre o purgatório da sala e o inferno da Urgência própriamente dita, a algumas cenas verdadeiramente deploráveis e inaceitáveis. Os corredores estavam apinhados de macas com doentes, dezenas, quase todos idosos. Vários gritavam e choravam sem que lhes fosse dada qualquer atenção digna desse nome. O cheiro a fezes e urina era impressionante. Da sala de (des)espera até à sala de atendimento havia apenas uma estreitíssima passagem por entre as macas amontoadas de doentes. São cerca de 50 ou 60 metros que percorri 8 vezes, ida e volta: às 20 horas, perplexo, quando fui atendido por um médico extenuado que estava de banco desde o dia anterior; depois, horrorizado, às 21horas quando me fizeram análises ao sangue entre macas e uma confusão de gente; novamente às 22:00 quando me administraram o Factor VIII; e às 00:15, quando finalmente me foi dada alta sem quaisquer outras recomendações. A brutalidade das condições físicas do espaço e principalmente a desumanidade com que alguns dos funcionários se dirigem aos doentes merece este comentário: observei gritos de funcionários para com alguns doentes perante o olhar impávido dos médicos presentes, vi gestos de humilhação pública - entre outros, a prática da mudança das fraldas aos incontinentes à vista de toda a gente. Também assisti, como todos os utentes que passam pelo longo corredor por entre as macas até ao balcão de atendimento, ao banho sem condições de privacidade e reserva da intimidade, tudo desnudadamente feito entre discursos de contenção pseudo-técnicos que infantilizam os enfermos que se queixam, uns entre gritos lancinantes, outros entre queixumes ininterruptos. Um horror inaceitável. Faz-me recordar, infelizmente, os meus tempos de estágio em Coimbra, quando numa visita do então Ministro da Saúde - não aquela personagem ilustre de má memória para os cidadãos com hemofilia e para as famílias dos hemofílicos contaminados com VIH – os doentes que estavam depositados como meros objectos nos corredores das urgências foram retirados pelos elevadores para os pisos superiores de modo a esvaziar o Serviço até passar sua Excelência e a comitiva de jornalistas que o acompanhavam, tudo para efeitos de propaganda. Ninguém me contou, eu assisti. Ontem, tal como outrora, ninguém me relatou seja o que for, eu vi e sobrevivi à situação, não sem sair dela outra vez com desgosto profundo e memórias visuais do absoluto sofrimento e da miséria
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