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2009/3/26 TEMPOS INQUIETOS [Carlos Vardasca]Tempos inquietos Os próximos tempos continuarão de facto a serem difíceis. São tempos inquietos onde não se vislumbra nada de bom para quem apenas vive do seu magro salário, ou de uma mísera reforma que mal dá para pagar os medicamentos, obrigando todos eles, em especial os mais idosos, a vegetar numa agonia que se torna um verdadeiro acto de sobrevivência. Como o ano de 2009 vai ser um ano repleto de actos eleitorais, aí os portugueses irão ter mais uma oportunidade para sancionar as políticas até aqui em vigor e que tão mal trataram a sua condição de vida, embora o partido do poder já há muito venha oleando a sua máquina de propaganda para tentar minimizar ou abafar o descontentamento. Desde a distribuição dos “Magalhães” que prontamente foram logo retirados assim que as câmaras de televisão se desviaram do objectivo; das inaugurações efectuadas em duplicado para parecerem muitas mas que se tratavam das mesmas mas inauguradas meses antes; dos 150 mil postos de trabalho prometidos e que não foram criados, até à recente medida do governo que anunciou ajudar ao pagamento das rendas de casa a quem esteja no desemprego, cuja contrapartida é, terem que pagar mais tarde a verba resultante da ajuda mas acrescida de juros, aumentando o encargo familiar de quem vier a recorrer a essa manhosa medida propagandística, meramente eleiçoeira. Os tempos são de facto difíceis, e, quem deles mais sofre, é natural que se deixe facilmente fascinar e recorra a todas as ajudas possíveis (venham elas de onde vierem pois as necessidades assim o obrigam) sendo apenas vergonhoso que o partido do governo se aproveite da situação que ele próprio criou para, explorando as necessidades de cada um daí tentar retirar dividendos políticos, em proveito de uma elite bem instalada que nunca se compadeceu com as condições sociais dos mais necessitados, que apenas são lembrados em ciclos eleitorais para logo serem esquecidos após a tomada de posse dos governos. É sabido que em Portugal as desigualdades sociais aumentam enquanto as fortunas se acumulam em paraísos fiscais; que as empresas encerram todos os dias e colocam no desemprego milhares de trabalhadores, sendo uma das formas que alguns empresários encontraram para alivar os encargos com os salários dos trabalhadores e reorganizar as suas empresas, agravando as já precárias condições de vida de quem trabalha, aumentando o numeroso exército de desempregados e consequentemente a instabilidade social. É neste clima de crise generalizada (embora dela estejam isentos os membros do governo, banqueiros, administradores de empresas públicas, privadas e outros quadros e elites que lhe estão próximos, muitos deles lá colocados pelos sucessivos governos e que auferem várias e avultadas pensões) que se pedem sacrifícios aos trabalhadores em nome de uma crise que se instalou apenas nos seus bolsos e que está a ser gerida à sua custa. É em nome desta crise “que não bate à porta de todos”, que muitos trabalhadores nas empresas, com receio do desemprego, se vêm obrigados diáriamente a ceder à chantagem das multinacionais e abdicar de alguns dos seus direitos para salvaguardarem os seus postos de trabalho (que lhes dizem estar ameaçados) ajudando, indirectamente, à recomposição e organização da economia capitalista e das políticas neoliberais dessas multinacionais, cujos lucros e riqueza (apesar da crise) nunca pararam de aumentar. A nível internacional, não deixa de ser preocupante que o recém eleito presidente do EUA, Barack Obama tivesse colocado um grupo de conservadores judeus como responsáveis pelos assuntos do Médio Oriente, entre os quais Rahm Emanuel e George Mitchell (alguns deles vindos da Administração Clinton), o que não se augura nada de bom daquelas nomeações para as aspirações da luta dos palestinianos na construção do seu estado independente; para que lhes sejam devolvidos os territórios ocupados e se ponha cobro à política expansionista de Israel. Não deixam também de ser preocupantes as declarações do Papa Bento XVI quanto ao que diz ser “os malifícios causados pelo uso do preservativo” e que, ao serem proferidas sem qualquer rigor científico baseando-se apenas em dogmas religiosos, irão decerto (oxalá que as populações africanas não lhe dêem ouvidos) contribuir para a propagação do virus da SIDA, declarações que contrariam as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e o esforço que as organizações humanitárias têm desenvolvido no terreno, com resultados positivos, para debelar aquele drama que tem dizimado populações inteiras em todo o mundo e em particular no continente africano. De regresso ao nosso país e mais concretamente ao que se relaciona com as eleições a realizar em 2009 (Europeias, Legislativas e Autárquicas) não deixa também ser preocupante que já se assista também por parte de algumas câmaras a actos de pura propaganda eleiçoeira, publicitando até à exaustão obras construídas ou a construir mas com verbas vindas do Orçamento Geral do Estado ou da União Europeia, mas que fazem constar que são obra sua, com o objectivo de criarem uma opinião pública que lhes seja favorável para se eternizarem no poder autárquico, continuando a degradar as condições de vida dos seus munícipes devido ao excessivo endividamento a que sujeitaram as câmaras que dirigem, impedindo o desenvolvimento sustentado dos concelhos que administram, apesar de governarem (beneficiando da elevada abstenção e da dispersão dos votos pelas outras forças políticas concorrentes) sem que a maioria das populações lhes tivesse confiado o voto. São de facto tempos inquietos os que se vivem e os que se aproximam, competindo a cada cidadão quando for chamado a pronunciar-se tomar as decisões mais correctas, abandonando de vez a fidelidade partidária, cujos valores já foram bastas vezes traídos mas que os partidos tradicionais ainda dizem defender mas que já não correspondem à realidade, e confiar naqueles que de uma forma coerente, humilde, e que sem pedirem nada em troca se têm colocado verdadeiramente do lado dos mais fracos, defendendo um novo conceito de cidadania, batendo-se por valores e não por meras engenharias eleitorais, denunciando, com frontalidade, a violação por parte dos mais poderosos dos direitos dos que mais precisam e sofrem com a crise, de onde, aliás, verdadeiramente nunca saíram ao longo da sua existência.
Carlos Vardasca 25 de Março de 2009 Aparecida Bezerra escreveu:
Muito bom comentário. Amei, espero sempe abrir a telinha e ver algo assim esclarecedor obj
2009/3/25 COM ESTA SENSIBILIDADE... [João Leitão]Com esta sensibilidade a musica NUNCA poderia ser escolhida pelo Barroso....
Esse tipo é ..... Obrigada, João Leitão Para ver todo o texto e comentários, click::
JOVITA LADEIRA: CANDIDATA A VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO [Ana María Passos Pazos]
Deputada Jovita Ladeira apresentou candidatura a VRSA A deputada, Jovita Ladeira, apresentou, no passado dia 21 de Março, a sua candidatura à Câmara Municipal de Vila Real de Santo António (VRSA), após aprovação – unanimidade e aclamação – dos órgãos da concelhia local e posterior ratificação da Federação do PS Algarve. A apresentação pública da candidatura da deputada, Jovita Ladeira, foi o culminar de um largo processo de auscultação de opiniões, realizado no interior do partido e junto da população do concelho vila-realense, sobre o perfil do candidato que o PS deveria apoiar nas eleições autárquicas que se avizinham. Este processo determinou, claramente, que a pessoa que recolhia o consenso generalizado dos auscultados era a actual Presidente da Concelhia do PS de VRSA: a deputada, Jovita Ladeira. Honrada, pela expressividade do apoio recebido, mas, absolutamente, consciente do grau de exigência a que o seu percurso político e profissional obriga, Jovita Ladeira, assume, desde já, o compromisso de lutar para que VRSA imprima uma atitude dinamizadora do sotavento algarvio e implemente um conjunto alargado de parcerias com os seus vizinhos espanhóis, na procura constante de novas condições que garantam um desenvolvimento sustentado do concelho. Sem prejuízo da posterior apresentação detalhada do seu programa eleitoral, que será um CONTRATO com os cidadãos eleitores, a deputada, Jovita Ladeira, está já emcondições de avançar as linhas que orientarão o seu mandato no município vilarealense, afirmando que as pessoas estarão sempre em primeiro lugar e no centro das suas politicas: • Combate ao desemprego, através de políticas activas de apoio à formação profissional e de apoio concreto alargado ao tecido económico e empresarial.• Políticas sociais, com especial incidência nas problemáticas ligadas às famílias e ao amparo dos mais desfavorecidos.• Educação, dando prioridade ao melhoramento e aumento das infra-estruturas de ensino, desde o pré-escolar, e contribuir para a qualidade do ensino ministrado, ajudando e estimulando todos os agentes intervenientes.• Economia, compromisso de gestão criteriosa e rigorosa dos recursos financeiros e empenho na captação de investimentos diversificados para o concelho.• Ambiente, implementação de políticas de ordenamento do território e ambientais que sejam compatíveis com os valores actuais da sociedade e não prejudiquem as gerações vindouras.Esta é a candidatura que melhor serve os interesses dos eleitores do concelho de VRSA porque não vai pactuar com atitudes de imobilismo, nem vai enveredar por políticas populistas que conduzem ao arrastar das soluções para resolver os problemas das populações, numa altura em que não há margem para manobras dilatórias de nenhuma natureza. Jovita Ladeira terminou referindo que o tempo não está para aventuras, demagogias e irresponsabilidades afirmando que não se pode viver olhando apenas para a próxima eleição. Um Concelho com melhor Presente e melhor Futuro e uma Governação Responsável são o rumo.
2009/3/21 19 DE MARÇO [Marceano Vasconcelos]
19 de Março – Dia do pai Lembro-me. Da frente para trás, lembro-me. Lembro-me de ser bebé, num berço, no mesmo quarto da avó materna, bonita, de olhos de safira azul água e tranquila, lembro-me do colo do meu pai que me levou para casa da tal avó num ciclone, dia escuro cinzento e cheio de vento, lembro-me dos candeeiros a petróleo, então já uma alternativa da electricidade, conduzida pelas paredes com dois fios enrolados, lembro-me que antes disso o acto de mamar na minha mãe e o seu colo protector que nunca mais esqueci, a primeira memória de sempre, destas, lembro. Lembro-me, numa cavalgada permanente, a vida que depois decorreu. Muito os colegas da primária, descalços no Inverno,… era normal… “pobrezinhos”… dito da época. Lembro-me dos pobres pedintes que tinham várias classificações: Os fiéis. Vinham receber em dia fixo a esmola: os mais “queridos” recebiam 5 tostões, outros a seguir 2 tostões, alguns, por interferências.. 1 tostão e, muitos mais, sem querer, à época…”tenha paciência”… Tanto acontecia à porta de trás da nossa casa - só os escolhidos podiam bater à frente - como também no adro da igreja, ao domingo, depois da missa. Onde a mãe nos levava, em traje domingueiro, devoções da época. Lembro-me que quando saía da escola, antes de chegar a casa passávamos pelo (desaparecido) jardim João Serra, herói de Olhão morto na 1.ª Guerra, onde frondosas palmeiras, grandes canteiros de flores, bancos de madeira verdes, o corete, os bancos em azulejo pintados em azul, e nas poças da chuva patinhávamos todos, uns descalços, outros com sapatos, outros com o luxo das já, botas de água. E todos brincávamos juntos, fosse o que fosse da época. E depois de ver os peixes vermelhos, já mais velhos que nós, no lago circular do corete, íamos então para casa, saciados do prazer dum dia preenchido. Lembro-me que, o ir para casa, poderia merecer a desaprovação da mãe, molhados, sujos, mas… alegres por dentro. Normalmente… bem aceite, com paciência… Lembro-me dos sábados à noite ver as mulheres acenderem o fogão com “bolas” de carvão de onde, de manhã, surgiam os melhores guisados do mundo… a festa do almoço do domingo. Lembro-me de ver embebedarem o peru com vinho branco na goela por um funil lá enfiado, para ser assado no forno de lenha da cozinha no dia 24 de Dezembro. Desviava a cara quando depois lhe cortavam o pescoço… médico, nunca..! E sendo esta a tarefa das mulheres, o pai era o rei natural da casa. Normalmente carinhoso e justo, imponente, incontestável, as más que faria ficavam sempre escondidas… era o chefe do clã. Lembro-me dos caracóis de Maio, dos perceves de Sagres, coisa moderna… do escuro e consistente azeite das Beiras em bilhas de zinco, dos trigais onde corríamos, ali… escondidos, dos poços com noras com mula - os burros eram mais sofredores, - coitados -, dos vizinhos que com carinho nos tratavam, dos girinos nas poças do campo, das abelhas e das papoilas, das ervas com flores azuis doces que chupávamos, dos regatos que ansiávamos ver se tinham água, dos caminhos com pitas e outros arbustos, tudo parte total do nosso mundo. E das lagartixas que tratávamos com doçura, alguns pardais caídos do ninho que nos transtornava, o milheiral grande e seco onde já fumávamos as suas barbas secas com papel de jornal…, os morros de barro e calhaus onde rolávamos, as sebes que conhecíamos cheias de vida, geral. E os cheiros respectivos…! Lembro-me, finalmente, do “terror” – que não era…- da escola… onde nos ensinaram a ser responsáveis, longos anos de esforço de famílias que exerciam o ensinamento, com o coração e singeleza, tal devoção. Gentes maravilhosas que guardamos cá dentro… e… a cores…! E com som! Tempos que duraram tanto… e continuam cá dentro enchendo a saudade, hoje sorridente, de carinho acumulado. Nessa fase dos 6 aos 10 anos, é disto que me lembro. Essencialmente alegre, carinhosamente. De tudo, de todos, da família, do pai. O pai. O farol. Foi isto que aprendi, vivi e não esqueci. Por isso lembrei-me hoje destas memórias guardadas cá por dentro. Pensava ter esquecido. A TV no seu comércio, o Ricardo no seu exercício… Guardei nos actos o que me ensinou, o meu pai. Terá tido razão… deu o que tinha. Assim ficasse o mundo do clã, nós trataríamos da evolução… foi o que fizemos. Seguramente os nossos filhos guardarão as suas próprias memórias. E vão seguramente continuar. E um dia, tentarão explicar aos seus que gostaram do viver, com as suas histórias, destas. Cada um no seu estilo, na sua forma, no seu fazer. Nas suas sensações que guardam. Os tesouros que não esquecemos. Nunca. Ever. É bom dizer. Ter um pai é bom. Bjs 2009/3/14 QUO VADIS PREVIDÊNCIA SOCIAL? [José Prudêncio Mendes]Quo vadis Previdência Social Dantes chamava-se Caixa de Previdência e Segurança Social, hoje dá pelo nome de Segurança Social mas continua a ser uma caixa de previdência. O objectivo de uma qualquer caixa de previdência é dar protecção aos seus beneficiários no âmbito da segurança social. Uma Caixa de Previdência deve ser sábia na administração das políticas sociais estabelecidas. Uma Caixa de Previdência deve ser justa na aplicação dessas políticas sociais de modo a amparar e assistir o cidadão e a sua família em situações como a velhice, a doença e o desemprego. No actual regime, o suporte financeiro para o funcionamento deste tipo de empresa, provem das contribuições dos beneficiários e do patronato. Per si, as contribuições sociais não são suficientes para suportar o custo dos cada vez mais reduzidos benefícios para uns e dos cada vez mais perdulários benefícios para outros. O que muitas vezes é questionável é a justeza da distribuição de alguns benefícios, exageradamente excessivos, para alguns privilegiados (pensões elevadas com tempo de desconto reduzido). Para complemento das contribuições sociais, existem outros rendimentos que são somados à receita social, tais como rendimento e venda de património, participações financeiras, transferências pontuais do orçamento do estado sob as mais variadas “capas” etc. etc. Esse equilíbrio desequilibrado das finanças da segurança social é sempre alvo de críticas e de discussões inférteis. O Governo, para camuflar a sua incompetência na gestão dos negócios públicos distribui dinheiro a torto e a direito por quem não devia. Talvez pense que com isso possa ainda salvar o ano eleitoral. Com a diminuição da receita contributiva e o aumento cada vez maior da despesa social, que porá em causa o desequilibrado equilíbrio financeiro geral, o estado terá que injectar dinheiro neste sistema. Mas como? Todos sabemos que quando a receita fiscal não é suficiente o governo recorre ao financiamento através da emissão de dívida pública. Também todos sabemos, ou deveríamos saber, que a dívida pública actual está já acima dos 80% do PIB. Como é que é? Vamos todos assistir passivamente à banca rota? Ou vamos ajudar o governo a reconhecer os seus erros e a retratar-se das suas políticas impensadas e insensatas. Isto já era previsto vir a acontecer e é fácil de entender. Senão vejamos: Com o advento dos automatismos e das novas tecnologias (não a do Magalhães, que já é velhota) e com a implementação, nos centros de produção, de uma política correcta de engenharia de produção, será criada cada vez mais riqueza com cada vez menos trabalhadores. Isto está já a acontecer e irá agravar-se num futuro próximo. Esta tendência começou a desenhar-se em 1985 com o aparecimento de técnicas de robotização mais eficientes, quer em software e hardware, quer em ciência mecânica. Aliás foi essa a razão do aperfeiçoamento japonês em novas técnicas de engenharia de produção, razão do enorme sucesso industrial daqueles pais, na década de 90. Mas ao contrário do ocidente, as empresas japonesas não dispensavam os seus colaboradores. O aumento da produtividade fabril com o mesmo número de pessoas, proporcionava um certo conforto porque aumentava a riqueza produzida e as despesas e encargos sociais não eram alterados. No ocidente o processo inverteu-se. Surgiu uma nova raça de imbecis, os chamados “yuppies”. Estes radicais desenvolveram, introduziram e implementaram uma nova teoria. O LUCRO. O lucro a qualquer preço. O fundamento da nova teoria, cuja essência se baseava na redução de custos, principalmente os encargos com pessoal e apoio social e na venda exagerada da produção com o auxílio de técnicas de venda e marketing baseadas na sua imagem e semelhança, o egoísmo o radicalismo e o narcisismo. Não tiveram capacidade ou não quiseram avaliar o descalabro que futuramente iriam provocar com esta atitude. Descuidarem completamente o estudo e implementação de uma nova forma de cobrança de um imposto social justo e adequado. Aliás, para se entender melhor, basta analisar o que se passa em Portugal. As empresas que com 100 trabalhadores (por exemplo) produziam uma unidade de riqueza, entregavam à segurança social uma contribuição correspondente a cerca de 35 % do salário desses trabalhadores. Hoje uma empresa que produza a mesma unidade de riqueza, mas que graças ao automatismo e outras técnicas, necessita só de 10 trabalhadores para a produzir, irá entregar à segurança social uma contribuição igual à décima parte (1/10) do que entregava antes. Deste modo os encargos sociais da Segurança Social aumentaram 90 % (pagamento do fundo desemprego aos trabalhadores dispensados) e a receita diminuiu 90 % devido à dispensa dos mesmos trabalhadores. Isto é o cerne do descalabro e do desequilíbrio de qualquer sistema que se diga solidário. Mas apesar de tudo, a riqueza produzida foi a mesma. Facilmente se conclui que o sistema de arrecadação do imposto social está viciado. A cobrança do imposto social deverá incidir sobre a riqueza produzida e não sobre o valor do salário. Isto é, um valor percentual justo. Só assim se poderá equilibrar um sistema que se diz democrático e solidário. Com o actual sistema político de desenvolvimento, cada vez irão irrevogavelmente surgir mais cidadãos desempregados e dependentes da Segurança Social. É urgente proporcionar a todos os cidadãos a possibilidade de sobreviverem e, já nem digo sobreviverem condignamente, só digo sobreviverem, se isso não acontecer iremos todos ao fundo. Para terminar só um lembrete. A receita do Iva arrecadado é equivalente em valor à actual contribuição social. Todo o mundo paga e ninguém reclama. Mas se for a produção a pagar o imposto…. Coitadinhos dos patrões, que se vão desgraçar.
José Prudêncio Mendes 2009/3/13 NOVO GOVERNO SÓCRATES [Rogério Barroso]Se queres um novo governo com SÓCRATES, vota PAULO PORTAS
Secretamente, o líder da direita José Sócrates Pinto de Sousa e o líder fascista Paulo Portas, já combinaram uma estratégia pós-eleições legislativas de 2009 em Portugal. Qualquer deles é empregado obediente do capitalismo. O actual primeiro ministro é o representante legal do capitalismo norte-americano e das suas filiais em todo o mundo ocidental O outro representa actualmente o capitalismo bacoco português, depois de o partido de extrema direita (PPD/PSD) ter sossobrado às mãos da «démodée» Manuela Ferreira Leite. Qualquer destes dirigentes tem, para além do seu eterno desejo de poder absoluto (ou, como se chama em democracia, poder com maioria absoluta), a obrigação de o ter, obrigação essa que lhes é imposta pelos seus ofuscados patrões. Se o partido de direita (PS) não conseguir a maioria absoluta, o que não é crível vir alguma vez a acontecer com o partido falangista do Portas, o capitalismo junta «o útil ao agradável» com uma aliança pós-eleitoral entre estes dois partidos. Já aconteceu antes, aquando do segundo governo constitucional, dirigido pelo meu «primo» Mário Soares. E, a seguir, está-se sempre a tempo de fazer cair o PS por meio da traição de Portas, como o fez, nessa altura, o Freitas do Amaral ao meu «primo». Como é que os cidadãos eleitores (ainda por cima os que se dizem socialistas) vão nisto, é assunto para estudar na disciplina de medicina mental. Mas não só eles correm o risco de se eternizar neste país o capitalismo e a sua crise. Faça-se a vontade da maioria, por mais burra que ela seja.
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