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2007/12/29

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2007/12/23

CONTAR A UM AMIGO: O MEDO [Marceano Vasconcelos]

Contar a um Amigo: O medo.

(Este é o poema do Marcenao sobre o qual ele me acusa de não ter publicado, por "isto, aquilo e aqueloutro") RB - jovial

 

 

O medo existe.

O medo é angustiantemente real.

Nós, parece, somos filhos do medo.

Tive medo dos bufos.

Tive medo em África.

 

Depois, perdi tal, não muito cedo.

 

Voltou, vorazmente, tal sensação incómoda.

Leva-nos, aparentemente, para onde nada vai, nem o vento.

 

Tenho agora mais medo do que o medo que realmente tenho.

O que não é bom.

 

Lembram-me os tempos de uma vida já vivida, o medo foi uma coisa já esquecida.

Vivo agora um pesadelo, donde quer volver esse desesperante sentimento.

E não concordo.

 

Mas basta contar a um amigo.   

Hasta.

Marceano Vasconcelos

ALÔ MENINA SENHORA [Marceano Vasconcelos] para a Graça Arrimar

Alô menina senhora, companheira desta barca!
 
Fiquei "atónito" de querer que me junte ao seu space.
(Disse bem? estou aprendendo)
Os espaços são restritos, Íntimos e pessoais.
Mesmo que se viva para fora...
Agradeço a confiança humana, cultural e porque não, social.
 
A sua poesia é fabulosamente bonita. Ah!!!
 
Para além dos Natais,
até quando for, ( lindo pensamento escrito)
 -porque já vêm, saudosamente, de muito longe...-
vivi todos estes tempos de aprendizagem, tempos de fazer, nesta, para a o conhecimento,
projectando um destino, saindo-me outro, que não parou ainda.
Sei lá para onde?
Curioso...
Não escolhemos o caminho.
Apenas surge. Mistérios!!
E dou comigo, nestes ciclones de viver, a querer dizer, expor, refilar, e "sem medos"...avançar.
O Rogério Barroso "escolheu" não publicar um texto sobre o medo.. que lhe enviei. Num momento de verdade.
Ele há-de ler-lhe essas linhas...  
É meu Amigo e então, seguramente, quiz" proteger-me".
 
Porque me estou esforçando?
Porque certamente será a sensibilidade "atingida" por um  carinho humano que me destruiu esta capa que em vão,
me proponho.
Que é o que mais prezo, em defesa...
 
Tanta prosa.!!
Vivamos com a alegria que temos, a saudade, o presente e porque não, um futuro
Natal que gostamos.
 
Velha barca esta que persiste em nos carregar, eternamente..?
Que calor sufocante! E, ao mesmo tempo, esperançoso!
 
Pergunto-me, cada vez mais, se será a "senilidade" própria da idade.
Ou se será a necessidade de deixar alguma ideia vivida.
 
Ou a inconstancia terrena do entender.
 
Esta quadra, onde queremos estar "afastados", leva-nos à manifestação da ternura humana que,
por cá, anda cada vez mais fugida.
 
Hoje não há adjectivos.
Só paz.
 
A paz do Natal que saudamos, com saudade e uma ténue esperança, alegre, a bem dos jovens que vão herdar tais preceitos.
Pouco mais herdarão.
...Não pude "controlar" esta saída...
 
Sorrindo, lhe desejo este Natal vivo e bem presente.
O Natal saudade ficará para o próximo.
 
Continuaremos.
 
Boas Festas.
Marceano 
 
 
 
22-12-2007 23:47:17
(http://marceano1942.spaces.live.com/)Marceano Vasconcelos
2007/12/22

NATAL ATÉ QUANDO FOR [Graça Arrimar]

Natal até quando for

 

 

O Natal…

é saudade

do tempo da meninice

velejando fantasias.

O Natal…

tristeza e distância

onde o frio se despedia

e a noite brilhava

clara de estrelas douradas.

O Natal…

chilreio de meninos

despertando

sapatos adormecidos

no regaço da chaminé.

O Natal…

chegava lentamente

nos embrulhos coloridos

e cartas ao pai - natal

que o luar descobria.

Ah! Tanto Natal

vivido a correr

fustigando renas

em areais quentes

no desejo sem fôlego

de mais um sonho.

Natal saudade…

Natal calor…

Natal despedida…

até quando for.

 

(Graça Arrimar, 27 de Novembro de 2006)

 

 Graça Arrimar

 

APAGA... [Marceano Vasconcelos]

Apaga, por favor, o que estiver a mais.
Afinal os porcos estão melhores que nós.
Pelo menos deixam-nos morrer à fome.
E quem vem atrás, fecha a porta.
 
Passa bem por essas civilizações.
Às vezes, não os deixam morrer, matam-nos primeiro.
Nunca houve 2 sem 3.
Sans rancune, pour personne.
Bom natal.
21-12-2007 0:36:14
2007/12/9

ALÔ, GRAÇA [Marceano Vasconcelos]

Alo Graça. Bom dia, alegria!
Se soubesse escrever com a sua sensibilidade, não faria outra coisa.
A alma está cheia, o saber é curto.
Cordiais cumprimentos
Graça Arrimar                                                                                                                                      Marceano Vasconcelos
2007/12/7

INCURSÕES [Graça Arrimar]

Olá amigo Rogério Barroso;
 
   Lendo - te  e aos teus amigos, que tenho o privilégio de conhecer através desta página, apetece-me dizer que todos são atentos e interventivos. Gosto de quem não tem medo de dizer o que lhe vai na "alma". Aqui, tenho visto com agrado registos bem diferentes de opinião que vão ao encontro do que eu penso.
   Como é bom sentirmos que as palavras podem ser ditas ou escritas e que há sempre alguém que as entende e as partilha. Como é triste e vergonhoso sabermos que, ainda hoje, há seres humanos que não tiveram contacto com o ensino/aprendizagem  e não conhecem a força destes símbolos, na construção da nossa Identidade.
   Escrevi este poema e dediquei-o aos estudiosos de Tomar. Faz parte do Livro "Tomar, um rio de vida"
   Deixo-o, agora, nas tuas "mãos",  com um abraço.
   Graça
 
 
Incursões...
 
No serpenteado
de becos e vielas
os passeios
apenas definem
o rigor
de nova esquadria.
vencida a viagem
da solidão
dos que partiram
um gesto animou
o monge perdido
entre frascos e relógios
e um sorriso
acordou as cores
de uma ou outra
natureza morta.
A viagem
invadiu outras idades
entornando emoções
sob tectos seculares
onde a frescura
apenas redobrava
a intensidade
de cada olhar.
a viagem
continua devagar
na longa estrada
do pensamento
inquieto.
 Graça Arrimar
(Graça Arrimar)