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2008/11/30 A WALK IN THE CLOUDS [Rogério Barroso]2008/11/28 JANELAS DE ORVALHO [Graça Arrimar]JANELAS DE ORVALHO
Dia 22 de Novembro foi um dia Pleno.
A apresentação do meu livro "Janelas de orvalho" foi um sucesso. O espectáculo que foi criado à volta do livro resultou muito bem.
Os Jovens músicos brilharam, tanto ao piano,como à guitarra portuguesa e à viola. A voz de uma linda jovem de 23 anos tornou-se maior quando os meus poema soaram com alma e génio.
Quanto à poetisa Ana Paula Tavares, apresentou "Janelas de orvalho" como quem faz um retrato. Com delicadeza e profundidade.
O contador de histórias João Patrício, fez a articulação entre a pessoa, a professora, a mediadora de leitura e a poetisa Graça Arrimar.
Foi uma tarde dos deuses. Deixo-vos alguns registos desse momento.
celina bittencourt escreveu:
Amiga, enfim consigo te encontrar! Estava com saudades...
Belas as fotos, a poeta linda, as poesias eu já as conhecia e sabia que tudo o que vem da lavra de Graça nos leva a querer ler mais e mais. Beijos, Graça, meu grande abraço de admiração. Celina. 2008/11/27 DE PIRES VELOSO A CONSTÂNCIO [António Barroso]Terça-feira, 25 de Novembro de 2008Instantâneos da História: de Pires Veloso a ConstâncioAlgumas notas do dia: Pires Veloso, oficial general na reforma, com 82 anos, em duas palavras (entrevista ao DN) sintetizou mitos e lendas do PREC (do 25 de Abril de 74 ao 25 de Novembro de 75): Costa Gomes (então Presidente da República) e Cunhal (então líder do PCP) evitaram a guerra civil em Portugal. Pondo de lado os antagonismos (que eram enormes), não deixa de ser relevante ver inimigos a pacificar a História. Tanto a de Costa Gomes como a de Álvaro Cunhal. Nem o primeiro foi um presidente fantoche nem o segundo comia criancinhas, cedendo aos ventos democráticos, contrários ao seu sovietismo. Ainda no mesmo jornal leio que Marcelo Rebelo de Sousa prefere um dia tentar ser eleito para Belém do que voltar a liderar o PSD. Quem não prefere? Independentemente da "LaPalissada", o professor manda dizer que não vai estar nas barricadas do pós-Ferreira Leite para não assustar eventuais eleitorados de centro-esquerda, centro-direita, centro-centro... Valha uma palavra a Vítor Constâncio: estou em crer que sim, que qualquer defesa de qualquer gestor-banqueiro às fintas com a Justiça teria que atacar, nesta fase, o fiscalizador-mor. Acho que o presidente do Banco de Portugal tem razão. E as questões processuais têm um poderoso inimigo: os efeitos mediáticos de um qualquer conselheiro aconselhado por experientes conselheiros de comunicação (repetições propositadas...). Os mesmos que defendem que inocente é o que acusa primeiro... Espero, a propósito, que o Estado (Governo e instituições) se ponha ao lado de Constâncio. No caso do BPN e no caso do BPP. Não vá eu e outros 9 milhões como eu pagar a incompetência (para não lhe chamar outra coisa) de tanto colarinho branco! 2008/11/25 OBAMA TRAIDOR? [Marceano Vasconcelos]25-11-2008 1:25:49
Conheço amigos, sem os ver.
Escrevo nos espaços abertos, ávidos de opiniões.
Participo em situações úteis.
Obama traidor?
Discordo, a menos que fosse outro republicano... que não concordo.
Por tal o povo americano votou nele..
O povo americano, votando nele, milhões de milhões de seres iguais a nós, escolheu.
Escolheu uma viragem.
Não são filhos do Bush e afinal, fizeram cumprir a profecia de Nostradamus...
A América continuará com o seu poder bélico, ninguém duvida.
O BIRC será o poderio económico do futuro: Brasil, India, China, Russia.
Não vale a pena odiar.
Mais vale construir.
Nunca mais radicalismos.
Viva o Obama.
Pelo menos é democrata.
Pelo menos vai tentar ajudar o seu país a ser reconhecido, capaz, por todos nós. 2008/11/23 BRASIL-PORTUGAL: COMPARAÇÕES [António Barroso]Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008Brasil-Portugal: comparaçõesEsperei quase 24 horas e tentei não ler nada sobre a derrota de Portugal no Brasil.
Pontos importantes: - O Brasil fez uma das melhores exibições dos últimos tempos; - Portugal entrou a jogar de igual para igual com o Brasil; - Este foi um jogo amigável e de ensaios; - O Brasil procurava encontrar-se e levou a coisa muito a sério; - Portugal procurou encontrar-se, mas não se levou muito a sério; - As vedetas brasileiras não amam mais o seu país que as nossas. Mas dão mais à sola em campo; - Kaká mostrou porque carrega, até Janeiro, o estatuto de Melhor do Mundo; - Cristiano Ronaldo carrega o estigma do sebastianismo, se bem que com menos névoa e mais dinheiro no bolso que o rei desaparecido. Voltou - sim, mais uma vez - a jogar mal e a embirrar com perdas de bola. Ao contrário de Kaká, que quando perdia as jogadas não insultava o azar nem pontapeava a relva: vinha para trás para carregar de novo... Posto isto, Portugal nem jogou mal. Levou foi com o melhor Brasil dos últimos 20 anos, se olharmos à exibição e eficácia do seu conjunto. 2008/11/21 SIN FRONTERA [Rogério Barroso]Na próxima 2.ª feira, 24-11-2008, é gravado, na Escula de Hostelería de Islantilla, o programa «SIN FRONTERA» da Lepevisión, com o Prof. António Pina, presidente do Turismo do Algarve. O programa será transmitido no dia 2 de Dezembro de 2008, pelas 19 horas e pelas 21 horas e 30 minutos, em www.lepevision.com.
No próximo dia 25 de Novembro, 3.ª feira próxima, no mesmo horário, será transmitido o programa «SIN FRONTERA», sobre Castro Marim, com a presença do Dr. José Estevens: www.lepevision.com.
2008/11/20 SANCIONADOS EN PORTUGAL 3 PESQUEROS ESPAÑOLES [Antonio Suárez Candilejo]sábado 15 de noviembre de 2008Sancionados 3 pesqueros por la 'Guardiña' lusa, que los acusa de pesca ilegal y desobediencia Sigue el conflicto en la 'raya' hispano-lusa', según ha revelado Lepevisión. La Policía Marítima de Portugal identificó días atrás a tres embarcaciones onubenses cuando pescaban "ilegalmente" en aguas bajo juridicción del vecino país, por lo que podrían enfrentarse a sanciones que oscilan entre los 2.500 y 49.000 euros, ha informado el canal de tv local líder de la Costa.De dichas embarcaciones, que fueron interceptadas a la altura de la localidad lusa de Vila Real de Santo Antonio, en el Agarve, una está acusada además de un presunto delito de desobediencia a la autoridad, según añadió la información de Lepevisión. Según explicaron fuentes próximas al caso, los efectivos policiales se encontraban junto a la 'raya' marítima entre Ayamonte y el vecino país, en una acción de fiscalización, cuando fueron localizadas tres dragas hidráulicas (embarcaciones conocidas vulgarmente como 'chuponas'), dedicadas a la captura de bivalvos del fondo del mar. Estas artes de pesca, que según añadieron dichas fuentes provocan importantes daños medioambientales, están prohibidas en Portugal. En ese momento, la Policía Marítima intentó abordar a los tripulantes de una de las tres embarcaciones, concentradas en la misma zona, pero cuando se percataron de la presencia de las autoridades, se dieron a la fuga hacia aguas españolas. Por ello, los responsables de dichas embarcaciones se enfrentan a una multa que podría oscilar entre los 2.500 y 49.000 euros y, la que desobedeció la orden de parada, está acusada del delito de desobediencia a la autoridad. Aunque los incidentes entre la también conocida como 'Guardiña' portuguesa y pesqueros españoles se han reducido en los últimos años, el clima sigue siendo tenso en la 'raya' hispano-lusa y en su entorno. Así, según h atrascendido ahora, el pasado año fue apresada una embarcación onubense en aguas algarvías por parte de la Policía Marítima, acusada de capturar 'pescada branca', especie protegida por la Unión Europea (UE). Tras abonar la fianza, de 2.000 euros, la tripulación fue liberada. MANUELA [António Barroso]Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008Manuela, no mínimo sorria quando quiser ser engraçada Manuela Ferreira Leite não tem só azar. Tem mesmo uma quantidade de gente à sua volta que não percebe que o Mundo já não é bem redondo e não rola como antes... É certo que há um certo exagero nas acusações à senhora. As palavras foram infelizes, mas o seu ar de museu de cera (com todo o respeito, mas tem-no) impede que se vislumbre no seu rosto um único esgar de troça, humor ou ironia. Tenho a certeza que foi - mais uma - tentativa de ser engraçada. Digo eu: não seria melhor os seus conselheiros (políticos e de imagem) mudarem de manuais e de "manuéis"? PS. A propósito de jornalismo... Todas as claques já andam a ser investigadas há muito. Só há pouco é que essa investigação se estendeu a Lisboa e, mais concretamente, à mais expressiva do clube da Luz. Dizer que "outras claques vão ser investigadas" é atirar areia para os olhos e branquear violência e criminalidade, independentemente da cor da nossa paixão! 2008/11/18 E SE OBAMA FOSSE AFRICANA? [Mia Couto]E SE OBAMA FOSSE AFRICANO? Mia Couto [15 de Novembro de 2008]
Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África. Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos. Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo. Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: "E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.
E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana? 1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular. 2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-lhe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-lhe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia. 3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor. 4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?). 5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas – tantas vezes no poder, tantas vezes com poder – a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos. 6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado – a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.
Inconclusivas conclusões Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte. Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos. A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos – as pessoas simples e os trabalhadores anónimos – festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa. Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público. No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo. Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, venceremos com esses Obamas e celebraremos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia. 2008/11/13 FALTA CORAGEM NO NOSSO FUTEBOL [António Barroso]12 de Novembro de 2008
Falta coragem no nosso futebol A propósito da crise no Estrela da Amadora, onde há salários em atraso e o futuro do clube parece estar condenado...O futebol é uma das principais indústrias do País. Gere, directamente e indirectamente, milhares muito largos de empregos (jogadores, treinadores, alguns dirigentes, funcionários dos clubes, e muitos outros envolvidos em negócios que gravitam em torno do jogo ou dos campos, estádios e equipamentos desportivos, sem esquecer as centenas muito largas de jornalistas afectos à especialidade). Como grande indústria, é responsável por importações e exportações, gera receitas e tem despesas. Tem gente da Finança e do Direito nos clubes, na Federação, nas associações distritais e na associação patronal que é a Liga dos Clubes - ou melhor, Liga Portuguesa de Futebol Profissional. O caso do Estrela pode tornar-se paradigmático. Não por ser inédito no que diz respeito a salários em atraso, mas porque, neste caso, pode mesmo fechar o seu futebol profissional. E aqui é que a porca torce o rabo... No fundo, vai pagar um pequeno quando o vírus desta "doença" alastrou por exemplos que vieram de cima! Nenhum clube, como nenhuma empresa, devia meter-se em despesas quando não tem receitas. É verdade, porém, que nenhuma empresa tem milhares de adeptos a exigir resultados desportivos... Na minha opinião, é precisamente neste ponto, nesta grande diferença que deviam residir esforços, imensos esforços, de todos os agentes do futebol para tentar resolver os graves problemas de uma indústria que tem tudo para florescer em Portugal. De uma forma muito linear, era importante que a Liga, enquanto órgão representativo dos clubes - é verdade que não o parece - reunisse em concílio e colocasse em cima da mesa todas estas questões. Era importante que todos os agentes do futebol português se unissem numa campanha - e em atitudes consequentes e sistemáticas - que pacificasse, que criasse plataformas de entendimento globais, ao nível da gestão do futebol no seu todo. E que essa pacificação funcionasse como redutor imediato de extremismos, os mesmos que levam dirigentes a comprar jogadores quando não os podem pagar, apenas porque têm que prestar contas aos adeptos e aos sócios. Mas também era importante que os regulamentos fossem feitos com critérios credíveis sob o ponto de vista fiscal, concorrencial e clareza inequívoca de procedimentos. Ou seja, que não bastasse um documento-recibo a comprovar uma entrega qualquer numa repartição fiscal para que os clubes sejam acreditados em competição como cumpridores e com tudo em dia... Ou que as punições aos clubes com os salários em atraso fossem exemplares... E que os organismos de fiscalização - quer os da Liga, quer de agentes do futebol como as associações profissionais e pró-profissionais, sindicatos, etc... - funcionassem de forma independente e continuamente avaliados por organismos certificados e externos ao futebol. E que houvesse coragem, sobretudo. Porém, algumas vaidades teriam que ser afastadas, algumas soberbas teriam que ser abafadas e, sobretudo, ter-se-ia que acabar com muito direito adquirido. Coragem, neste caso, é saber que a equipa tem que atacar e marcar, em vez de passar para o lado... 2008/11/12 O LABIRINTO DO ATUM [Antonio Suárez Candilejo]El documental 'O labirinto do atum', próximamente en Lepevisión Costa de la Luz'O labirinto do atum' es el título de un documental dirigido por los realizadores portugueses Joao Romao y Vico Ughetto que recorre las costas del Algarve y la provincia de Huelva, especialmente localidades como Tavira, Vila Real de Santo Antonio o Isla Cristina, y que Lepevisión Costa de la Luz presentará en sus informativos así como en el programa 'Surco y Marea' la próxima semana. 2008/11/7 A SOLIDARIEDADE REBELDE [Rogério Barroso]... e se, de repente, fossemos todos transformados naqueles que foram nossos avós?
Trata-se da ternura de ser solidário e da coragem de ser rebelde.
Mas é apenas comovente e longínquo.
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EM PROTESTO CONTRA O ESTADO [Marceano Vasconcelos]Falar sobre Empresário que entregou chaves da empresa nas Finanças em protesto contra acção do Estado
Marceano Vasconcelos http://marceano1942.spaces.live.com/
De facto estamos numa democracia portuguesa, especial atitude deste país. Nada tem a ver com a Europa. Apenas ao fim de 34 anos, aqueles que elegemos continuam a olhar para dentro, embora recebendo os subsídios da Europa. Estes, todos, os que elegemos, desde há 32 anos, continuam o percurso do narcisismo. Egoístas. Neste ou em qualquer outro Estado similar ao nosso será necessário ensinar a esses jovens parlamentares e ministeriáveis, e aos já velhos aproveitadores do esforço nacional a respeitarem um povo. Europa… qual delas?... Que somos, humildes., bem formados, mas já sem esperança. Outra vez a mesma bagunça de protecção, apenas, aos grandes empregadores...perdão, Grupos!!! E o povo tem a fome de tudo a que aspirou... E a desculpa. Agora é da crise. Qual delas? Sempre estivemos nelas. Sou de Olhão. Assim, a modos da minha terra digo, afirmo: Vão dar banho ao cão…!!! E o tempo, constante física, não pára, contudo. Mistérios… Citar 2008/11/3 MEXICANIZAÇÃO PODE PERPETUAR SÓCRATES [António Barroso] Com os neoliberais em marcha penitente para maravilhosas reformas nas ilhas onde há mais off-shores que tubarões nas margens, uma Nova Ordem (outra...) poderá estar a formar-se nas bolhas do tsunami provocado pela crise do sistema financeiro com epicentro em Wall Street. Uma reorganização social que advirá não de novas políticas (sim, era sonhar de mais) com impacto positivo, mas de uma reorganização das forças políticas tal como as conhecemos. Ou melhor, um limar de posições que, mesmo fazendo-se num período entre cinco a dez anos, mostrará os actuais partidos políticos perfilados todos um pouco mais à direita. Sobretudo os de Esquerda, cada vez mais próximos do que nem sempre reclamam: a responsabilidade de governar. Um cenário que provará a existência da Europa enquanto berço de evoluções políticas, mas que a distanciará do maniqueísmo típico de países-continente, como os EUA, Rússia, China e Índia. Em termos práticos, o meu palpite é que em Portugal surja um movimento provocado por esse mesmo tsunami e que se sintetize numa espécie de mexicanização do Poder na nossa sociedade político-partidária. Nesse caso, o Partido Socialista reuniria - tal como aconteceu no México - fatias consideráveis de todos os movimentos do Centro-Direita (a contar com uma eventual debandada do PSD), enquanto à sua esquerda crescem o PCP e o BE. Quase como se pudessemos, com uma mão só, rodar a meia-lua do hemiciclo de S. Bento da esquerda para a direita. Disso beneficiaria José Sócrates e o PS, que têm mostrado algum saber na gestão do impacto económico-financeiro que alastra à velocidade do magma: devagar, mas incinera! Mas isto é só o meu palpite. E é para o longo prazo. É verdade que as sondagens para isso têm apontado. É pouco crível, dirão todos os que lerem esta prosa meia louca. Apenas digo: atenção aos "radicais livres": para que tal aconteça - embora ainda muito improvável - basta que no PSD continuem todos a espetar facas uns nos outros. 2008/11/2 ARISTIDES DE SOUSA MENDES - UMA MISTIFICAÇÃO DOS SIONISTAS [Hall Themido]"Um mito criado por judeus"
Um dos capítulos do livro do embaixador Hall Themido, porventura o mais polémico, chama-se "A mitificação de Aristides de Sousa Mendes". O embaixador acusa o cônsul de "actuação irregular". "De forma totalmente irrealista, fala-se em 30 mil" o número de vistos "concedidos em apenas alguns poucos dias pelo cônsul e seus familiares, de forma cega, no consulado e até nos cafés da vizinhança". Themido sublinha "a necessidade de manter disciplina nos serviços que de forma directa ou indirecta pudessem, com a sua actuação, afectar o estatuto de neutralidade" do país. Para o embaixador, Aristides foi um "mito criado por judeus e pelas forças democráticas saídas do 25 de Abril". E mais à frente: "quando a família" do cônsul, "grupos judaicos e forças da esquerda ressuscitaram o assunto, procurei saber mais sobre o ocorrido". Observa que Aristides apenas "pertencia à carreira consular, considerada carreira menor em relação à carreira diplomática". Por outro lado, o processo disciplinar ao cônsul em Bordéus "foi o último de vários de que foi alvo ao longo da carreira, quase sempre por abandono do posto ou concussão". Nota que a maioria dos processos "desapareceu misteriosamente" do MNE e que o de Bordéus está "incompleto". Assim, considera "incompreensível criticar" o Ministério, "incluindo o ministro, por ter aplicado a lei nas circunstâncias da época". |
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