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RB-Estudos SA - RogerioBarroso

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- Estudos jurídicos
- Estudos jurìdico-políticos
- Estudos sòcio-políticos
- Estudos polìtico-económicos
- Traduções em Português - Espanhol - Francês
- Edições

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7/2/2009

A COSEC [Marceano Vasconcelos]

A COSEC

 

A cambada de chulos estão a levar na cabeça...pensam que a corrupção é eterna.

Essa cambada de chulos, chulos... Porra vá lá o Sócrates lá reconheceu, "humildemente" os seus capangas, muchachos.

Mas já é tarde para ele. As pmes precisam de trabalhar,..as que sobram...

Vai perder, TUDO.

E o resto, se verá.

Nem o Marinho lhe irá valer...este revela-se agora, após tantas dúbias declarações.

Nós queremos, Justiça.

Abrz

 
7/1/2009

AFINAL, QUE QUER O PS? [Baptista Bastos]

 

Afinal, que quer o PS?

Baptista Bastos

 

            Não é de estranhar que uma sondagem recente atribua "empate técnico" ao PS e ao PSD, nas legislativas. A prática governamental, nestes últimos anos, é um empreendimento de confronto com sectores sociais decisivos, e uma construção de poder (direi pessoal) que repousa em imprevisíveis decisões individuais. O modelo não se rege por princípios; obedece a reflexos. Chamado de "reformas", foi elogiado pelas faixas mais retrógradas da nossa sociedade. E a sociedade está em fanicos.

            Notoriamente, o orgulho de Sócrates foi amolgado com a derrota nas "europeias". Até hoje engole em seco, mas continua a combinar os mesmos elementos modulares que têm feito a sua perdição. Parece que não consegue definir o corpo social português e delimitar as fronteiras entre as classes. Sabe-se que nada tem a ver com "socialismo" como instância histórica, ideológica e ética. Também se sabe que conseguiu domesticar aqueles dos seus camaradas que, tenuemente embora, ainda agitavam as bandeiras de uma específica identidade política. A derrocada de 7 de Junho alarga-se em vergonhosas cumplicidades. Nenhum "socialista" se rebelou. Talvez porque já não haja socialistas. Talvez porque o socialismo nunca existiu. Talvez. Uma única certeza: José Sócrates nunca foi socialista.

            Ele próprio dá vivo testemunho dessa evidência. Há dias resolveu convidar um grupo de pessoas para o ajudar a reflectir sobre o País, e procurar as soluções adequadas. Os vigorosos pensadores não eram gente de Esquerda, ou afins. Nada disso. T'arrenego, Satanás! Alguns pertenciam àquele agrupamento de estilistas conhecido pelo Compromisso Portugal. A notícia correu fértil. Logo a seguir, o dr. Carrapatoso, corrigindo o que semelhava ser a natureza dos signos, veio afobadamente dizer que nada tinha a ver com os desígnios da amena reunião. Uma selecta jantarada, de duvidosa eficácia.

            Cada vez mais desarvorado com os sucessivos dislates, José Sócrates decidiu, agora, consultar os "magos" que ajudaram Barack Obama a conquistar o poder. Uma mistura de marquetingue e de Alvin Tofler. E, embora um técnico português de publicidade, altamente qualificado, tenha dito que não há nenhum génio que consiga, hoje, vender fruta bichada, Sócrates não abdicou de escutar os americanos. Atingimos a era do desequilíbrio e da alucinação. O Estado é entendido como uma empresa, não como a configuração de um corpo político, social e administrativo.

            Afinal, que deseja de nós o secretário-geral do PS? Ambiciona os votos de quem? Enquanto esta espessa mediocridade sem alma e sem valores campeia infrene, que nos espera? Manuela Ferreira Leite? Dá que pensar.

 
6/27/2009

SOBRE UM BILHETE DE MÁRIO QUINTANA [Rogério Barroso]

 
«... que a saudade é o revés de um parto... a saudade é como um barco que aos poucos descreve um arco e volta a atracar no cais!» (Chico Buarque d'Hollanda).
 
 
6/26/2009

O TRUQUE DO CALENDÁRIO [Mário Quintana, por Maria Gizeli]

 

Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça....

 


 
 
O truque é um duque.
Manda quem gosta.
Se gostas, avança.
Não fiques velho...
nem pesado no dinheiro.
Abrz


6/24/2009

QUEM NÃO TEM NAMORADO [Carlos Drummond de Andrade, por Maria Gizeli]

 A Maria Gizeli mandou-nos esta preciosidade...
 
Quem não tem namorado  
 
     Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namoro de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.
     Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas, namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda, decidida ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. Quem não tem namorado, não é que não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode não ter um namorado.
     Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa é quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugida ou impossível de durar.
     Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas: de carinho escondido na hora em que passa o filme: de flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
     Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer cesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d'agua, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos e musical da Metro.
     Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não chateia com o fato de o seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo, e quem tem medo de ser afetivo. Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo, ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras, e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada, e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo da janela.
     Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uam névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteira: Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. Enlou-cresça.

Carlos Drummond de Andrade
 
 
 
6/23/2009

ERA UMA VEZ UMA MENINA MUITO RICA [Rogério Barroso]

 
 
       Era uma vez uma menina... chamada Gizeli.
     Esta menina era muito rica.
     Tinha uma filha chamada Elisa (Elisa aué!).
     A Elisa era muito bonita.
     A Gizeli também tinha um colar de algas e de coral, para usar caindo dos ombros por sobre o peito.
     E tinha um filho chamado Samir, o qual, entre outras coisas, era do Benfica, do glorioso!...
     E tinha uma sobrinha chamada Isa, filha do Jorge.
     A Elisa tinha uma amiga chamada Mariana, com quem tirava fotografias que faziam lembrar um candelabro de velas para alumiar os caminhos nas longas noites de «serração».
     A Isa tinha um cavalo chamado Boby, que costumava correr de crinas ao vento.
     A Gizeli costava muito da Elisa... e também gostava muito do Samir e da Isa, que também tinha um peixe.
     Foi então que combinaram todos ir à Aldeia Nova, que fica entre Portugal e a Espanha (na Europa).
     A Isa vai brincar com a Rufinhas... com o Puppy... com o Marco... com a Zita... com o Turbulento... tratar dos bébés... e do Gunguinha, que tem a mania de se pôr por cima do pai Marco.
     Depois, um dia, íamos a Sevilha num carro sem tecto... ver passar a procissão dos meninos.
     E à noite, quando viesse a hora de adormecer, a gente sonhava sempre com colares de madrepérola e estalactites de coral, para acendermos fogueiras e fazermos sinais...
     Era uma vez uma menina muito rica, que tinha estas coisas todas. Porque a vida é uma grande aventura...
    
 
 
 
 
   
 
 
ALFONSINA Y EL MAR
 
Poema de Felix Luna
Música de Ariel Ramírez
 

Por la blanda arena
Que lame el mar
Su pequeña huella
No vuelve más
Un sendero solo
De pena y silencio llegó
Hasta el agua profunda
Un sendero solo
De penas mudas llegó
Hasta la espuma.

Sabe Dios qué angustia
Te acompañó
Qué dolores viejos
Calló tu voz
Para recostarte
Arrullada en el canto
De las caracolas marinas
La canción que canta
En el fondo oscuro del mar
La caracola.

Te vas Alfonsina
Con tu soledad
¿Qué poemas nuevos
Fuíste a buscar?
Una voz antigüa
De viento y de sal
Te requiebra el alma
Y la está llevando
Y te vas hacia allá
Como en sueños
Dormida, Alfonsina
Vestida de mar.

Cinco sirenitas
Te llevarán
Por caminos de algas
Y de coral
Y fosforescentes
Caballos marinos harán
Una ronda a tu lado
Y los habitantes
Del agua van a jugar
Pronto a tu lado.

Bájame la lámpara
Un poco más
Déjame que duerma
Nodriza, en paz
Y si llama él
No le digas que estoy
Dile que Alfonsina no vuelve
Y si llama él
No le digas nunca que estoy
Di que me he ido.

Te vas Alfonsina
Con tu soledad
¿Qué poemas nuevos
Fueste a buscar?
Una voz antigua
De viento y de sal
Te requiebra el alma
Y la está llevando
Y te vas hacia allá
Como en sueños
Dormida, Alfonsina
Vestida de mar.


maria Gizeli Elias Cabete C...escreveu:

muito obrigada.....vc me faz muito feliz.....
beijos
Gizeli


SERÁ QUE SE CONTARAM AS ESPINGARDAS TODAS? [Carlos Vardasca]

 

      

Será da maior importância tentar perceber o que se passa na Autoeuropa. Rejeitado o recente acordo pré estabelecido entre a Comissão de Trabalhadores e a sua Administração pela mínima expressão de apenas 129 votos (1381 contra e 1252 a favor do acordo), importa de imediato perguntar aos trabalhadores que votaram contra se de facto pensaram nos trabalhadores contratados a prazo que proximamente serão despedidos com a recusa deste acordo, se “contaram as espingardas todas” ao decidirem de tal forma, ou se reflectiram no que será o seu futuro se quem tem todas as armas (a Administração) decidir utiliza-las em seu favor, aplicando o Lay Off com a respectiva redução do salário mensal líquido, equivalente até a um máximo de 25% em cada trabalhador.

           Eu compreendo, quem habituado a respeitar os princípios pela defesa dos direitos adquiridos e cumprir à letra a lógica (muitas vezes esquecida) da luta de classes, se veja agora confrontado com uma realidade que pode passar pela redução de alguns direitos para o qual alguém intencionalmente não lhes alertou para tal eventualidade, e deliberadamente continua a esconder dos trabalhadores da sua necessidade, tentando desta forma aproveitar-se politicamente do descontentamento que resultar do fracasso das negociações.

           É inquestionável, e apesar de todas as teses que nos querem fazer querer o contrário, a luta de classes continua sempre presente em todas as relações laborais, continuando os patrões a utilizar todas as estratégias para retirar cada vez mais dividendos (aproveitando-se da crise) apoderando-se da mais-valia resultante da exploração da mão-de-obra assalariada.

Apesar de esta realidade conviver connosco diariamente, penso que os trabalhadores da Autoeuropa terão que ter em conta o momento presente, avaliar as consequências da rejeição de um acordo negocial e aproveitar a situação que lhes seja mais favorável, mesmo que momentaneamente não lhes pareça ser a mais aceitável.

           A salvaguarda dos postos de trabalho é no momento presente um bem a preservar (não necessariamente a todo o custo, pois nem tudo o que os trabalhadores nas fábricas da Alemanha já aceitaram poderá ser bitola para Portugal) mas que implica fazer uma avaliação daquilo que pensamos ser mais valioso no momento presente defender e sabermos “com que espingardas poderemos contar a nosso favor”.

 

6/22/2009

QUANDO EU ERA MIÚDO... [Rogério Barroso]

     Quando eu era miúdo, também era assim.

     Comecei a cantar na Amieira Cova, terra do meu pai, António Barroso, e, com a canção «Alentejo», ganhei um corvo. Depois, cantava muito, nas «Portas de Sol», em Santarém, minha terra-natal, para os turistas, a maior parte deles franceses, grupos nos quais sempre havia uma francesinha para namorar dois ou três dias. Depois foi o conjunto «Os Kossacos», e etc., a vida militar, incluindo a guerra de Angola (mde me estreei com a cançoneta «Adieu jolie Candy», até terminar no «Portofino» e no «Zé do Gargalo», em Faro.

     Actualmente, canto sòzinho, quando me dá a gana, mais para espantar tristezas...

 

 

6/20/2009

MENSAGEM PARA GRAÇA ARRIMAR [Celina Bittencourt]

 
     Amiga, enfim consigo te encontrar!
     Estava com saudades...
     Belas as fotos, a poeta linda, as poesias eu já as conhecia e sabia que tudo o que vem da lavra de Graça nos leva a querer ler mais e mais.
     Beijos, Graça, meu grande abraço de admiração.
Celina.

 
6/18/2009

MAIORIA ABSOLUTA PARA PORTUGAL? [comentários]

 
Falar de maioria "absoluta" faz-me lembrar um Moussolini, um Hitler, um bigodes russo ou outro qualquer, poderá ser, na sua apoteose, um Staline eterno...foram todos pró lixo, pró néant.. caminho do actual combóio português..pena que não vá prá Sibéria...este, num tgv polaco ou checo..., que não o querem...poça, outra vez ????? 
 
Tema que esta experiência portuguesa, ainda vigente, demonstra, uma vez mais, que uma coisa é confiar, outra é o ser-se enganado, redundantemente.!!! E eu a ver, ainda por cima...!!!
 
O termo "absoluto" poderá querer dizer 100 %,= nada maior que tal.. segundo a nossa capacidade humana.
Grande mas não infinita.
Absoluto, no meu entender é o top dos tops, impossível estado mental ou material para qualquer humano conseguir, poder atingir.
Tal como o infinito, melhor e mais, o + infinito da matemática definidora.
É um dogma dessa ciência,  é indefinível. Ao absoluto podemos também chamar : infinito, tout court.
Depois, imaginativamente, conseguimos criar a fórmula :  1/infinito= 0. !
Que contudo funciona, esta incompreensão, aceite nos cálculos dos voos galácticos.
Daqueles que estão preparados para mandar os teraliões de dinheiro para Marte, poderão fazer falta no futuro tais reservas. Em naves baseadas nos fractais, indestructíveis, tal como os B2..!
Esses dinheiros terão de ser, não em papel, apenas em metal nobre ou em pedra. Porque não, também, oxidados?
Materiais com cuja inércia natural nunca poderão ser afectados pelo "vazio" do espaço. ??
Ou pelo frio que lá existe.
Mas esse frio será apenas para nós, seres dos 36,1º C.
Porque para o universo cada temperatura tem a sua razão de ser. Diz a lógica humana que, na impossibilidade de se perceber, aceita-se, "estupidamente".
 
Poderei sugerir que as certezas tecnológicas que agora já temos poderiam canalizar já para a Lua alguma água que aqui vai sendo demasiada pelo derretimento dos gelos. Em vapor, mais leve, em dissociação atómica, porventura.
Poderemos preencher crateras vazias com a água que sobra aqui -e depressa senão afogamo-nos !!...- para reservas futuras. Já agora os adns todos e algumas sementes essenciais. Eternamente congelados para sonhos futuros.
No zero "absoluto", 0º Kelvin=  - 273,14º C.
Isto será uma necessidade absoluta. Pela nossa sobrevivência. Aqui é radical, a base da definição do absolutismo.
 
Mandarão contudo quadros valiosos, resultados de qualquer guerra, notas de dinheiro em breve desvalorizadas, e alguns cd's do Paco de Lucia. E do Paco Bandeira, também merece. Coisas relativas. Cada uma para o seu destino, infinito.
 
Maioria absoluta nos humanos ? : Coisa tão ridicula..!!!
 
"Se queres ver o vilão põe-lhe o pau na mão" e depois não te queixes...!!!
Vão dar banho ao cão... pelo menos estes bichinhos ficam sem pulgas...!
E bem merecem, as pulgas e os cães.
E com as grilhetas dos absolutismos criem-se pesos para atar aos pés dos pensadores..absolutistas.
Salvem lá os cães, já agora nós, também. Porque não somos absolutamente nada ambiciosos em excesso, nada...!
 
Abrz

19-06-2009

Oi Bill. Obrigado por teres publicado. Este é um tema que me preocupa, sou humano e racional. Nada, nunca, pessoal.

Somos amigos.

Poderia fazer uma útil multinacional, apenas.

Mas, as penas são as dos pássaros.

Ficou, aqui, neste nosso País, a pena de não estar a voar noutros lados..

Aqui, sendo romano, serei de Cesar... se merecer.

 

 

Pelas ondas onde se navega, abri o Camões, puz-lhe o olho.., transcrevo, a página que abri, a estrofe que olhei:

 

"Mas, que de todo se fartou,

O pé que tem no mar a si recolhe

E pelo céu, chovendo, enfim voou,

Porque co'o a água a jacente água molhe;

As ondas torna as ondas que tomou,

Mas o sabor do sal lhes tira e tolhe.

Vejam agora os sábios na escritura

Que segredos são estes da Natura.

Canto V.

 

Marceano Vasconcelos


6/16/2009

EL CUMPLEAÑOS DE ROGELIO [Ana María Passos Pazos]

 Nosotros, en RB - Estudos, SA., seguimos en la fiesta de cumpleaños de Rogélio.
 
 
 
 
 
6/13/2009

PARABÉNS [Graça Arrimar]

 
 
 
Olá amigo Rogério Barroso!
 
Os dias... frios ou quentes, deslizam velozes, tentando viajar pelas quatro estações!!!
E nós, sujeitos, desejos de correr mundo, nem damos pelas manhãs, muito menos pelos  crepúsculos.
Nada de estranho nisto, não fora a nossa inconsciente mania de eternidade.
As auroras não são nada mais do que a nossa meninice,nas diabruras feitas rajadas de frescura e pôr do sol, a última jogada daquele bilhar russo num qualquer bar de passagem, mesmo assim, ganho entre uma nuvem de despedida.
Continuava por aqui...mas estou à espera que o champanhe refresque para levá-lo aos lábios num tufo de bolhas em tua homenagem.
 
Um grande abraço de parabéns e que o novo ano seja alegre e com saúde!!!
 
Até breve para a comemoração rsssss
 
Beijinho
 
Graça Arrimar
 

Marceano Vasconcelos escreveu:
É bom, agradável, enche a alma.
É tão bonito haver pessoa inteligente, sensível e que escreve bem o que bom pensa.
É pacificante e tranquilizador receber o testemunho de gente que vale e faz por isso.
É tão bom ler estas mensagens abertas que não se condicionam aos curtos limites da auto-imposição.
Guardamos pássaros quando deveriam voar, livremente.
Prendemos animais, uma vida inteira à parede, para "guardar"...
Destroem-se pessoas que nos atrapalham...
Matam-se povos, pela ganância.
Destrói-se a Terra pela ambição.

É bom ler das pessoas, o coração.
Vale.
Hasta quando ??
6/9/2009

PARA ESTARMOS VIVOS, TEREMOS DE PAGAR [Marceano Vasconcelos]

 
 
Mesmo que gostemos de viajar num moderno avião, teremos de ter que apostar num "toto" qualquer.
Poderíamos andar em camelo ou numa mula, já Moisés lá passou....
O meu filho está na Arábia e sente-se bem, no deserto quente.
Ainda hoje recebi fotos dele. Em paz.

Mas temos de "voar". Temos, seguramente.

E num "loto" de andar, com prazer e pleno direito, num avião, é um direito, que se paga, na sequência da máxima tecnologia, feita por nós, para todos nós, tranquilamente, voar.
Quando, por portas e travessas nos apercebemos que sensores, económicamente adiados, gpsss alterados, segundo instintos guerreiros, alterando os objectivos militares, quando há zonas inertes na comunicação, onde circulamos, perguntemo-nos:
Aquela zona não está coberta pela radio telecomunicação?

Parece que, segundo argutos e honestos profissionais, os satélites, fáceis hoje, na comunicação, estão interditos para as férias de um cidadão. A teoria da estatística: Morrem poucos, ganhamos nós, os guerreiros da poluição.

Gostaria de dizer à moda de Olhão, : vão dar banho ao cão...!!

Parece que algures em 2014 teremos "problemas" com um meteorito com 1200 metros de comprimento que está em rota de colisão com o nosso planeta Terra.
Parece que Hollywood... terá de resolver esta questão.
É que esta... é real.
Aí, haverá solução?
Veremos, esperemos que não falhe aí a comunicação.
Veremos a tecnologia guardada, escondida, capaz que é, para uma nova guerra, morta, vivida ??

O asteróide não tem sentimento.
Estarei vivo, porventura para ver morrer o Cesar, ou não.
Mais, tenho sido pró-americano.
Serão eles, esses decisores, terráqueos, capazes de "desarriscar" ???

Boas férias, num avião.

Então parece que viajar de avião será mais uma ilusão, da não protecção.
Num planeta onde o espaço já não falha,
onde apenas, por especial situação,
se fará um atentado ou não ??

Terei de regredir prá Grécia de há 2.000 anos, a ver se aprendo alguma coisa. outra vez ..??
Ou irei participar no transporte de teraliões para Marte, transporte esse que já não falha ???
Mesmo que sejam em golden doll. conforme disse hoje o New York Times?

Parece que agora, para se estar vivo, teremos de pagar..
Falta só definir em que moeda....
Cumprimentos.
MARCEANO VASCONCELOS
6/8/2009

O MERGULHO MISTERIOSO [Rogério Barroso]

 
 
6/7/2009

'O SOLE MIO [Rogério Barroso]

Quando eu era miudo, também era assim...
 
 
 
6/5/2009

DIA DE REFLEXÃO [Ana María Passos Pazos]

 
Amanhã, sábado 6 de Junho, é dia de reflexão.
Reflitemos.
 
                  
 
6/4/2009

GRIPE DOS PORCOS AMERICANOS NO MÉXICO [Ignacio Ramonet]

 
La gran amenaza A(H1N1)
Los culpables de la gripe porcina

Le Monde Diplomatique
Colaboração a RB - Estudos, SA. de Manuel Reis, Marceano Vasconcelos e Rogério Barroso


No se trata de una maldición del cielo ni de un azaroso dictado del destino. La epidemia de gripe A(H1N1) surgida en México tiene responsables concretos: el primer nombre propio es el de la empresa estadounidense Smithfield Foods Inc., la productora de carne porcina más importante del mundo. Varias investigaciones apuntan a los gigantescos criaderos de cerdos que esta transnacional posee en el pueblito mexicano de La Gloria –cuyas condiciones higiénicas y de hacinamiento son espantosas– como el origen del flagelo.

En la ribera texana del ancho Valle del Río Grande, a dos pasos de la frontera con México, se halla Harlingen. En esa pequeña y coqueta ciudad estadounidense, el pasado 5 de mayo falleció Judy Trunnell, una joven maestra de escuela de 33 años que acababa de dar a luz, por cesárea, a una niña radiante y saludable. “Era una persona maravillosa, cálida. Se consagraba a la educación de niños discapacitados”, declararon sus familiares y amigos, que acudieron a su vivienda, situada en una luminosa calle de esa localidad, para expresar su pésame en el funeral (1).
El destino quiso que Judy fuese la primera estadounidense fallecida a causa del virus de la nueva gripe que la Organización Mundial de la Salud (OMS) llama ahora A(H1N1). Un nombre aséptico para evitar el uso de “gripe mexicana”, que contraría a las autoridades aztecas, o de “gripe porcina”, que enfada a los grandes industriales de carne de cerdo.

Sin dejarse distraer por esa astucia terminológica, el marido de Judy, Steven Trunnell, presentó ante un juez, el pasado 11 de mayo, una demanda contra la empresa productora de carne porcina más importante del mundo: Smithfield Foods Inc. Esta multinacional detenta –vía su filial mexicana Granjas Carroll– unos gigantescos criaderos de cerdos cerca de un pueblito de tres mil habitantes, La Gloria, perteneciente al municipio Perote, en el Estado mexicano de Veracruz.

El abogado de Steven Trunnell, Marc Rosenthal, reveló que esa compañía posee más de un millón de cerdos hacinados en las 200 porquerizas situadas en los alrededores de La Gloria. Añadió que los habitantes locales se quejan de la hediondez y de las pésimas condiciones higiénicas de las cochiqueras. La demanda tratará de reclamar daños y perjuicios por “la muerte injusta de Judy, provocada por Smithfield Foods”, y reclamará “unos mil millones de dólares”. Marc Rosenthal (2) se propone denunciar el horror de los insalubres criaderos industriales de puercos y aportar pruebas de que la gripe A(H1N1) tuvo su origen en esas inmundas pocilgas de La Gloria, desde donde se está propagando a todo el planeta.

Paraísos para virus
 
Aunque la empresa Smithfield Foods niega cualquier relación entre sus instalaciones y la aparición de un foco de nueva gripe a las puertas de sus granjas (3), un informe reciente de GRAIN (4) parece confirmarlo. Los expertos de esta organización no gubernamental alertan que el aumento en gran escala de zahúrdas industriales ha creado las condiciones perfectas para el surgimiento y dispersión de nuevas formas de gripe altamente virulentas. Tales criaderos constituyen bombas de tiempo listas para desencadenar epidemias mundiales. Ya en 2006, unos investigadores del Instituto Nacional de Salud (NIH, por su sigla en inglés) de Estados Unidos habían declarado: “La alta concentración de enormes cantidades de animales apretujados en muy poco espacio facilita la rápida transmisión y mezcla de los virus” (5).

Tres años antes, en marzo de 2003, la revista Science (6) ya había advertido que la gripe porcina estaba evolucionando en fase rápida a causa del aumento del tamaño de los criaderos industriales y del uso generalizado de antibióticos y vacunas. Los virólogos alertaban precisamente a México y a Estados Unidos del peligroso cóctel vírico que estaba por venir (7). Afirmaban lo siguiente: “Parece que después de años de estabilidad, el virus de la gripe porcina de América del Norte se halla en una fase de rápida evolución y cada año produce nuevas variantes”.

Achacaban la fulgurante mutación de los virus a dos causas: el hacinamiento en criaderos insalubres de un número cada vez mayor de cerdos, y la práctica de vacunar a las hembras, ya que la vacuna actúa seleccionando nuevos virus mutantes. Esos dos factores, avisaban los expertos, “aumentan la probabilidad de que emerja un nuevo virus transmisible entre humanos”. Luego, ya sea por los excrementos, el alimento, el agua, o incluso las botas de los trabajadores, el virus se disemina de modo imparable.

En ese mismo artículo, el Dr. Christopher Olsen, virólogo molecular en la Facultad de Veterinaria de la Universidad de Wisconsin, en Madison, hasta se atrevió a profetizar: “Ahora debemos buscar en México la granja donde va a aparecer la próxima pandemia”. (8)

Aunque la OMS, en sus últimos comunicados, no haya confirmado que el brote tuvo ahí su origen, todo indica que esa granja se ha localizado. Y que el infierno de la actual epidemia empezó en La Gloria, a escasa distancia de los criaderos de cerdos de la empresa Smithfield.

Gigante productor de carne porcina, Smithfield Foods Inc. es una de las mayores empresas agroalimentarias del planeta y el número uno mundial de la carne de cerdo. Su sede se encuentra en la ciudad de Smithfield, Virginia, y posee filiales en nueve países a través del mundo. En España, Smithfield Foods controla el 24% del capital de Campofrío, líder español de la producción de carne de cerdo. Campofrío se fusionó, en junio de 2008, con la filial europea Smithfield Holdings (9) del gigante norteamericano para formar una nueva empresa: Group Campofrío (10).

Con una cifra de negocios de casi 12 mil millones de dólares, Smithfield Foods es la tercera compañía estadounidense más poderosa en la producción de alimentos, después de Archer Daniels Midland y de Tyson Foods. En 2008, ocupó el lugar número 222 entre las 500 firmas más importantes del mundo, según la revista Fortune (11). Pero esta compañía, que abastece a las cadenas de comida rápida McDonald’s y Subway, ha sido frecuentemente acusada de contaminar agua, suelo y aire, y de no respetar los derechos de sus trabajadores. En su informe de 2005, Sangre, sudor y miedo. Derechos de los trabajadores en las plantas cárnicas y avícolas de Estados Unidos, la organización no gubernamental Human Rights Watch denunció duramente sus abusos (12). También fue multada, en 1997, con 12.300.000 dólares por violar la Ley de Aguas Potables (13).
 
Contaminar el Tercer Mundo

Para evitar esas acusaciones, Smithfield Foods trasladó parte de sus criaderos a países como México, Rumania y Polonia, en los que las leyes en favor del medio ambiente son más relajadas o inexistentes, y donde algunos políticos están más dispuestos a dejarse corromper (14). Mediante su filial Granjas Carroll, Smithfield se instaló en la remota zona rural mexicana de La Gloria en 1994, aprovechando el Acuerdo de Libre Comercio entre México, Estados Unidos y Canadá. Allí, gracias a la complicidad de políticos locales, no tiene que preocuparse de ser acusado de violar ley alguna sobre el medio ambiente.

En el interior de barracas con ventilación deficiente e iluminación constante para estimular su crecimiento, los cochinos viven encerrados en jaulas que impiden su movimiento. Son engordados hasta alcanzar unos 120 kilos. Los criaderos son verdaderas ciudades de cerdos, rodeadas de mares de heces y bazofias.

La contaminación provocada y su impacto en la salud de los habitantes vecinos, así como las lagunas en que depositan los desechos animales, propiciaron a partir de 2004 el surgimiento de un movimiento ecologista de protesta. Granjas Carroll respondió reprimiéndolo.

Muchos vecinos de La Gloria y de una decena de comunidades, que viven desde hace años con esa hediondez y respiran día y noche una peste infernal, se unieron para protestar en contra de la expansión de la trasnacional. Organizaron asambleas y marchas, y la empresa los demandó por difamación. Varios activistas fueron reprimidos y procesados, otros detenidos y obligados a pagar una fianza para salir de prisión.

Un corresponsal del diario La Jornada (15), Andrés Timoteo, se desplazó al poblado para describir el ambiente en el que viven los habitantes: “Nubes de moscas emanan de las lagunas de oxidación donde la empresa Granjas Carroll vierte los desechos fecales de sus granjas porcícolas; y la contaminación a cielo abierto ya generó una epidemia de infecciones respiratorias (…) El vector epidémico serían las nubes de moscas que despiden las granjas porcícolas y las lagunas de oxidación donde la empresa mexicana-estadounidense arroja toneladas de estiércol”.
Los habitantes atribuyen la aparición de infecciones a esa polución y al envenenamiento de las aguas y de la atmósfera.

Otro reportero, Jorge Morales Vázquez, contó en Milenio (16) cómo los pobladores llevan años protestando contra la expansión indiscriminada de la empresa porcícola y cómo han sufrido persecución policíaca, represión y amenazas. A su vez, durante su recorrido, el periodista constató “el fétido olor proveniente de las granjas de cerdos que se respira durante todo el día en la pequeña comunidad de apenas tres mil habitantes, así como la existencia de enjambres de moscas que infestan los domicilios de las familias”. Verificó asimismo la proximidad de las “lagunas de oxidación” en las que se someten a un proceso de descomposición aéreo los desechos fecales de los cerdos –que se convierten en gas metano–, responsables del nauseabundo hedor que inunda la zona. El reportero transmitió que se sospecha, además, que haya problemas de filtración a los mantos freáticos. Y pudo observar los llamados “biodigestores”, fosas cubiertas con una puerta de metal, en donde se arrojan los cadáveres de cerdos enfermos o muertos por peleas en las pocilgas.

“En esos agujeros cavados en el suelo –relató– los cadáveres se descomponen, lo que representa una fuente más de contaminación y proliferación de moscas del tamaño de abejas que llaman ‘muerteras’, las cuales, empujadas por el viento, viajan en enjambres hasta La Gloria e invaden los domicilios…” Muchas familias declaran haber sido afectadas por frecuentes dolores de cabeza, enfermedades gastrointestinales y de las vías respiratorias, y han desarrollado diarreas, tos, infecciones de garganta, vómitos y fiebre.

Ocultamiento diplomático

En este lugar, presumiblemente, el virus A(H1N1) saltó de los cerdos a los humanos en algún momento entre noviembre de 2008 y enero de 2009. Y pudo haber comenzado a infectar a grandes cantidades de personas a partir de principios de marzo (17)..

Las autoridades federales mexicanas no difundieron públicamente la información. Pero, a fines del año pasado y principios de 2009, el número de enfermos fue tan insólito que varios organismos internacionales de salud empezaron a preocuparse por lo que estaba ocurriendo en La Gloria.

De tal modo que el pasado 6 de abril –o sea, 18 días antes de que el Gobierno mexicano alertara a la OMS de la aparición de un nuevo virus de gripe humana–, la web de Biosurveillance, que pertenece a Veratect (18), Centro del Gobierno estadounidense encargado de la información epidemiológica, reportó que en La Gloria se estaba produciendo una serie de extraños casos de “infecciones respiratorias parecidas a la bronquitis neumónica, con fiebre y fuerte tos” y que “el 60% de los habitantes” padecía de una nueva y atípica enfermedad.

Es probable que el Ejecutivo azteca supiera pronto que un foco infeccioso grave de una gripe desconocida se había producido en el valle de Perote y que, sin que los tratamientos habituales pudieran impedirlo, el mal se estaba difundiendo rápidamente a través del país. Pero no dio la alerta, ni movilizó seriamente a sus servicios de salud y a sus investigadores científicos. Tampoco informó, en ese momento, a la Organización Mundial de la Salud de la gravedad de una situación que se le estaba yendo de las manos.

¿Por qué actuó de ese modo el Gobierno mexicano? Según algunos analistas locales, esa “discreción” se puede explicar porque, cuando surgieron los primeros casos, se acercaban las vacaciones de Semana Santa. Período crucial, en tiempos de recesión, para la industria turística del país.

Pero todo indica que la causa principal de semejante silencio fue diplomática. Se trataba de evitar a toda costa que, por razones de seguridad sanitaria, se pospusiese la visita oficial de Barack Obama, prevista para los días 16 y 17 de abril, que representaba la segunda salida al extranjero del Presidente estadounidense tras su estancia en Canadá en febrero pasado. Para el presidente Felipe Calderón, cuya elección en julio de 2006 fue muy controvertida (19), la visita del mandatario estadounidense era una consagración definitiva. Nada –ni siquiera la amenaza de un nuevo virus devastador– debía retrasarla.

Prueba de lo avanzada que estaba ya por esas fechas la epidemia es que ya había llegado al propio entorno de Felipe Calderón. El arqueólogo Felipe Solís, quien recibió –con Felipe Calderón– en el Museo Nacional de Antropología de México al Presidente de Estados Unidos, estaba contaminado y murió seis días después de la visita del mandatario estadounidense. Un asesor del secretario estadounidense de Energía, Steven Chu, que había ido a México para preparar el viaje del presidente Obama, se contagió también con la nueva enfermedad. El portavoz de la Casa Blanca, Robert Gibbs, reconoció que la esposa, el hijo y hasta el sobrino del funcionario también presentaron síntomas de la nueva gripe (20).

Ante la amplitud que tomaba la pandemia, los servicios mexicanos de salud decidieron por fin actuar enviando muestras médicas tomadas de algunos enfermos de La Gloria a laboratorios de Estados Unidos y Canadá. Fue el Laboratorio Nacional de Microbiología de la Agencia de Salud Pública de Canadá, en Winnipeg, el que detectó el 24 de abril el nuevo virus que contiene elementos de la gripe aviar, de la porcina y de la humana juntos, al analizar una muestra tomada en un niño de cinco años que se había enfermado en marzo pasado.

Ese niño, hoy ya curado, identificado como el primer ser humano infectado por la virulenta cepa de la nueva gripe porcina –el “paciente cero”–, se llama Edgar Hernández y su historia, narrada por The New York Times (21), lo ha hecho famoso en el mundo entero. Edgar ha contado los severos síntomas que sufrió cuando todo empezó en La Gloria el 9 de marzo pasado: su cabeza le ardía, tosía, le dolía la barriga, la garganta y no tenía ganas de comer (22).

Según la revista Science (23), en su artículo difundido el pasado 11 de mayo, se estimaba que el 24 de abril, fecha en que México hizo pública la pandemia, ya presumiblemente había en ese país entre 6.000 y 32.000 casos de gripe porcina, o sea, muchos más que los confirmados por los laboratorios.

Hay poca evidencia de que este brote de gripe A(H1N1) sea, por el momento, más peligroso que las infecciones rutinarias de las cepas usuales de los virus estacionales, que cada año causan la muerte de entre 250.000 y 500.000 personas en el planeta. Sin embargo, según Science, el virus A(H1N1) parece mucho más contagioso que el de la gripe común. Otro elemento preocupante: ataca más a los jóvenes sanos. Por ejemplo, en La Gloria hubo el doble de niños de menos de 15 años contaminados, en comparación con los adultos. Según datos publicados en la web del New England Journal of Medicine (24), el 40% de los afectados tiene entre 10 y 18 años; y apenas el 5% tiene más de 50..

Por su parte, la Organización Mundial de la Salud ha advertido que el nuevo virus aún puede mutar, hacerse mucho más virulento y causar una pandemia que se podría propagar hasta tres veces. La OMS señala que “la gravedad de esta gripe está influida por la tendencia de las pandemias a dar la vuelta al mundo en al menos dos y quizás tres oleadas”.

Actualmente, en el hemisferio austral empieza el período habitual de la gripe, y el virus A(H1N1) podría allí foguearse con los antivirales (Tamiflu) y proceder a una nueva mutación para regresar al hemisferio boreal en octubre próximo en condiciones mucho más virulentas, como lo hizo la terrible “gripe española” en 1918. Todo indica sin embargo que la nueva epidemia será menos severa que la de 1918, aunque algunos expertos estiman que será tan letal como la de 1957 (la “gripe asiática”), que causó más de dos millones de muertos ... Otro riesgo es que el virus se combine con el de la gripe aviar, el temible H5N1 asentado en varios países, y produzca un letal mutante asesino de masas…

Para proteger a sus ciudadanos, los gobiernos del planeta están ahora adquiriendo cantidades importantes del medicamento antiviral Tamiflu (oseltamivir), uno de los pocos tratamientos eficaces (se toma en cápsulas por vía oral) para combatir el virus mutado H1N1, y recomendado incluso por la OMS.

Rumsfeld se enriquece


La historia del Tamiflu, en estas circunstancias, no deja de ser sugestiva. Fue descubierto por la firma biofarmacéutica Gilead Sciences Inc., cuya sede se encuentra en Foster City, California. Gilead cedió los derechos de fabricación y de comercialización a la empresa multinacional suiza
Roche, la cual le revierte el 22% de los beneficios anuales por las ventas de Tamiflu.

Es interesante notar que Donald Rumsfeld, el ex-secretario de Defensa del presidente George W. Bush y uno de los principales instigadores de la invasión ilegal de Irak (25), fue presidente de Gilead Siences Inc. desde diciembre de 1997 hasta hacerse cargo del Pentágono en 2001, y conserva un importante paquete de acciones.

Una de las primeras medidas de Rumsfeld cuando asumió su cargo en el gobierno fue declarar el Tamiflu de uso obligado en el seno de las fuerzas armadas (26).. Las ganancias de Roche y de Gilead –y por consiguiente el enriquecimiento personal de Donald Rumsfeld– se dispararon. Las acciones de la empresa se vieron también altamente beneficiadas en Bolsa a partir de 2003, cuando surgieron en Asia las amenazas de epidemias del Síntoma Respiratorio Agudo Severo (SRAS) y del virus H5N1 de la gripe aviar.

Fascinados por la teoría del complot, algunos han llegado a deducir que el detestado Rumsfeld debe estar implicado, de una manera u otra, en el surgimiento de estas epidemias y en particular en la aparición del nuevo virus mutante A(H1N1).

Es poco probable. La principal responsabilidad de esta grave amenaza sanitaria reside en la industrialización delirante de la producción pecuaria. El despiadado sistema de cría intensiva ha transformado radicalmente el sector. Hoy se parece más a la industria petroquímica que a la feliz granja familiar que aún describen los manuales en las escuelas (27). En 1965, por ejemplo, había en Estados Unidos 53 millones de cochinos repartidos entre más de un millón de granjas; ahora hay 65 millones de cerdos concentrados en sólo 65.000 explotaciones. En España hay actualmente 25 millones de cerdos (más de medio cerdo por habitante…), el 92% de ellos criados en explotaciones intensivas semejantes a las de las mexicanas Granjas Carroll de La Gloria. Se ha pasado en poco tiempo de las porquerizas caseras a infiernos concentracionarios en los que se hacinan, en medio de la hediondez y bajo calores asfixiantes, decenas de millares de animales que intercambian virus patógenos con gran intensidad.

Ese tipo de ganadería inhumana, intensiva y productivista, que desanimaliza al animal y lo considera como un mero “producto industrial”, un simple “material” que da carne y procura beneficios financieros, es el culpable de la pandemia en curso (28). Cuando, por los propios excesos de empresarios insensatos, ese depravado modelo revienta, el desastre sanitario amenaza con afectarnos a todos…




1 AP, 6-5-09.
2 Austin American-Statesman, 13-5-09.
3 “Smithfield Foods Reaffirms No Incidence of A(H1N1) In Any of Its Herds or Employees”, http://investors.smithfieldfoods.com/releasedetail.cfm?ReleaseID=381309
4 “Influenza porcina: un sistema alimentario que mata. La industria de la carne desata una nueva plaga”, www.grain.org/articles/?id=49
5 http://cruzrojoepidemiologia.wordpress.com/
6 Bernice Wuethrich, “Infectious Disease?: Chasing the Fickle Swine Flu”, Science, vol. 299, n° 5612, marzo de 2003.
7 La Organización Mundial de la Salud también alertó, en 1999, de un posible brote de gripe porcina en México y recomendó crear laboratorios para desarrollar tratamientos de inmunización, con el objetivo de garantizar la disponibilidad de vacunas. A pesar de esas advertencias, México sigue sin poseer la infraestructura para desarrollar y producir vacunas contra el virus de gripe porcina. Peor aun, el Gobierno federal desmanteló dos institutos especializados y dejó de invertir en la creación de productos biológicos.
8 www.agenciamn.com/index.php/De-Pe-a-Pa/Mexico-sabia-de-la-amenaza.html
9 Esta firma opera en Francia, Portugal, Bélgica, Holanda y Alemania. En Francia controla los grupos Aoste (marcas Calixte, Cochonou, Justin Bridou) y Jean Caby.
10 Sus principales accionistas son: Smithfield Foods (37%), Oaktree Capital (24%), Pedro y Fernando Ballvé (12%), la familia Díaz (5%), Caja Burgos (4%), QMC (2%) y el grupo Fuertes (2%).
11 Fortune, 28-5-08, http://money.cnn.com/magazines/fortune/fortune500/2008/snapshots/728.html
12 www.hrw.org/reports/2005/usa0105/resumen_sp.pdf
13 F. William Engdahl, “Cerdos voladores, Tamiflu y granjas industriales”, 3-5-09. (Traducido del inglés por Felisa Sastre, www.lahaine.org/index.php?p=37648)
14 Luis Hernández Navarro, “Las ciudades de cerdos de Smithfield”, La Jornada, México, 12-5-09.
15 La Jornada, México, 5-4-09.
16 http://impreso.milenio.com/node/8559659
17 “Pandemic Potential of a Strain of Influenza A (H1N1): Early Findings”, Science, 11-5-09.
18 www.veratect.com/media.html
19 Ignacio Ramonet, “México fracturado”, Le Monde diplomatique, ed. Cono Sur, Buenos Aires, agosto de 2006.
20 www.rtve.es/noticias/20090430/miembro-del-sequito-obama-muestra-sintomas-gripe/273070.shtml
21 The New York Times, 29-4-09.
22 www.abc.es/20090430/nacional-sociedad/todo-empezo-edgar-20090430.html
23 Véase nota 17.
24 http://healthmap.org/nejm/
25 Véase Ignacio Ramonet, Irak, Historia de un desastre, Debate, Madrid, 2005.
26 Ernesto Carmona, “La influenza porcina ¿beneficia al Tamiflu de Donald Rumsfeld?”, www.rebelion.org
27 Mike Davis, “La gripe porcina y el monstruoso poder de la gran industria pecuaria”, www.sinpermiso.info/textos/index.php.?id=25258
28 Carlos Martínez, “Una multinacional americana es denunciada como culpable del brote de la gripe porcina”, http://www.rebelion.org/noticia.php?id=84566
 
6/2/2009

A EUROPA ESTÁ DESGRAÇADA [Marceano Vasconcelos]


 
Pois.
Quando escrevo e ninguém me entende, chamam-me de louco.
Quando, sabendo, ...não sei nada, ...nem pouco...?
 
Pois.. Nada melhor que entender a ternura dos 60.as.
 
Pois, pensam que neste tema nada mais haverá a fazer...dizem..
Pela permanente cobardia dos portugas..serão.. no tacho, representação do nosso País.
Mamando grandes DINHEIROS, LOBBIES, gabinetes e subsídios.
 
Afirmo que, tachos e mordomias farão parte dos portugueses que já nada valem..já valeram alguma vez  ???
Conheço bem as ruas de Bruxelas.
Teria vergonha, hoje, de me cruzar com tais personagens, nessas ruas pequenas e bonitas, numa cidade escolhida, bem vivida.
Mas só para europeus.
Os portugueses, esses não, não o são.
Oriente com eles, essas gentes. Colhendo, negociando pimenta prá Flandres..! mercenários sem valor.
Nem Camões quiz saber deles.
Gente cinzenta que, nada valendo, vendem o nosso digno Portugal.
Estará este nosso País sempre em leilão...sempre.!!! País de socretinos. !!! E não só, ..há mais, meu senhor...
 
Mas se um dia nos cruzarmos no restaurante do Manel, na Rue des petits bouchers, onde há 45 anos, ...ontem ao solposto..., a chamávamos, la petite rue des bouchers, ou vice versa, transversal da Grand Place, ali perto da esquina, le Roi d'Espagne,taverne do séc. XVI, onde se estava bem, em paz, com bela moças, tranquilas (?) e olhando...com classe, ou nos "Cousins",ali ao lado, onde havia matinées com cerveja barata, no 1º andar...então ali ao lado, antes de chegar ao Man kan piss..tanta história viva..!!
Se um dia voltar, por  meios meus  a esta Mãe cidade, onde dormem ainda, vivas, alguns amores meus... verei nesses sítios, locais da m/história, os borregos solicitados pela abstenção dos portugueses ???
Os labregos das cóvinhas...na areia..??? Lá pelos arredores há areia, mas nem lá vão chegar, falta de tempo...
Gente que está sujando a calçada de tempos eternos, onde nós portugueses,já avôs da escumalha, brilhávamos, polindo, lavando com cerveja e com carinho tais solos tradicionais, tal chão sagrado..na guindaille e nas serenas tardes latinas, tranquilas..!! Quando os Beatles apareceram? E Bécaud, e Aznavour cantavam, já mais velhos que nós, senhores da alegria e do bem apaixonar?? Mas o que é isso ?
Sinto-me violado.!!!
Porque, essa gentalha, murcons de certeza,cartõres numerados dos seus partidos, irão fazer alguma excursão,a pé,  babada,  e ver a História da Europa, empurrados...por um profissinal do turismo, que falando na treta, os põe a olhar para simbolismos europeus, perto do Palácio da UE. Ficarão embasbacados.!! Ah oui annn ???
Deverá haver alguma herege cruzada da fácil política portuguesa.?? Porquêa ??
Mas, na Europa, perguntemos:
Falarão a lingua da Mãe europeia??o bruxellois ???
  Estou mesmo a ver...bla, bla, nem sabem o que isto quer dizer...
Nasci calado e morro mudo.
Sinto-me violado.
 
Ou iremos pagar aos cruzados do séc. XII a ajuda tesa que nos deram,  com estas hordas sem cultura, sem beleza ??
Com promessas, com rezas, sem ardores, assim sinto-me violado na minha vida.
O povinho é que sabe como é, disse e bem, o Paco Bandeira.
Já se vê ao longe a portugalidade, limpa ...depois, muito depois..nessas calçadas.
Onde derramámos carinho, amores e sorrisos.
Onde deixámos a nossa verticalidade assumida.
Isto é verdade.
Àos "eleitos", cuidado, não sujem a nossa casa. A Grand Place.
E já agora, levem un petit dictionnaire. Ça vous fera du bien.
E a melhor cerveja será, porventura, a Stella Artois.
Gostos não se discutem.
Invasores da intelectualidade alheia.
 
De facto e real, vim dali praqui por causa de Portugal.
E agora vai essa gente daqui pralí. Por causa da democracia.
Serei algum palhaço ??
Penso que sou. Um palhaço.
Penso mesmo.
E nunca mais darei vivas a nada nem a ninguém. Só ao Benfica, se merecer... Vá lá...!!! Se merecer...
 
 
6/1/2009

ESTA EUROPA É DELES [Carlos Vardasca]

 
 “Esta Europa é deles”

Sim. De facto já não há remédio. Atolaram-nos nesta Europa das grandes nações, (que tão mal têm tratado os países menos influentes e que delas dependem) onde fingimos ser tão iguais, mas mendigamos subsídios que nos estrangulam as expectativas de sermos uma nação de facto, e onde a nossa soberania à muito vai sendo posta em causa.

Apesar de tudo, e não vendo qualquer vantagem nisso, voltar ao Escudo nem pensar. Para quê? Se parecemos tão felizes com os Euros a escorregarem-nos dos nossos bolsos sem que nos apercebamos, e com a maior das facilidades em relação à moeda Lusitana, que parecia render outros trocos até que a pobreza nos recordasse a nossa condição de assalariados.

Vivia-se melhor com o Escudo? Talvez não, mas, pelo menos, esta moeda que nos roubaram sem nos perguntarem se queríamos abdicar dela, demorava mais tempo nas nossas carteiras enquanto não lhe déssemos outro destino, parecendo que com ela comprávamos mais mercadoria e a nossa alcofa parecia ficar mais recheada.

O Euro? Esse metal mercantilista que nos foi imposto sem sermos consultados, pelo contrário, dissipa-se por entre os nossos dedos com uma velocidade vertiginosa, sem que isso represente algo de novo nos nossos bolsos que cada vez sentimos mais vazios.

Temos melhores estradas? É claro. Mas elas não foram construídas a pensar no cidadão comum que nelas se passeia quando lhe sobram alguns trocos do seu magro salário, mas nos camiões TIR das grandes empresas distribuidoras vindos do resto da Europa, para que mais facilmente escoem os seus produtos, produtos esses que essa mesma Europa (a mais rica) nos proibiu de produzir impondo-nos cotas, para que sejam os seus a serem consumidos de preferência, enquanto a nossa fruta apodrece nas árvores; as nossas sardinhas são devolvidas ao mar; a nossa frota pesqueira é queimada a troco de subsídios para que sejam eles a dominarem os nossos mares; o nosso tecido industrial é desmantelado e o nosso leite “coalha na barriga das vacas”, ou é despejado nas ruas do nosso país, em sinal de protesto por parte dos agricultores que vêm o futuro da agricultura portuguesa cada vez mais nas mãos das grandes quintas que Bruxelas beneficia.

Mas este drama não se vive “numa outra Europa”, naquela Europa por onde vagueiam as elites a quem aquela instituição serve “como fato feito à medida”.

Convencidos de que os povos apenas servem para votar, recusando-lhes qualquer oportunidade de se pronunciar sobre que modelo de Europa não querem pois sabem muito bem a que lhes está a ser imposta, esta elite instalada no Parlamento Europeu vive uma outra realidade (bem mais confortável financeiramente) que indigna qualquer reformado que viva com 300 Euros mensais, sendo por isso mesmo que a estes ainda lhes restam forças para mostrar a sua indignação mas que a maioria dos destinatários finge não ouvir.

Ao passarem a receber um vencimento único (devido à harmonização salarial entre todos os deputados europeus, impondo o critério de trabalho igual salário igualcritério que na generalidade das empresas não é aplicado aos seus trabalhadores) os próximos deputados portugueses eleitos para o Parlamento Europeu vão passar a ganhar (apesar da crise) o dobro do que ganhavam, passando de 3.815 para os 7.665 Euros para já não falar dos vários subsídios que acumulam com o vencimento; subsídio de estadia (287 Euros diários) acrescidos de mais 143 Euros se a comparência for fora da União Europeia ou outros subsídios para viagens, enquanto que a generalidade dos povos (que alimentam os privilégios desta elite e lhes proporciona um nível de vida bem faustoso e uma reforma bem confortável a que nenhum daqueles terá acesso mesmo que trabalhe uma vida inteira) vão agonizando de crise em crise, sem perspectivas de que o seu futuro lhes traga algo de diferente do que aquilo que até agora esta Europa lhes tem proporcionado: desemprego, aumento das desigualdades sociais e redução substancial das suas soberanias nacionais.

Sim. Esta Europa, tal como foi construída, nunca foi a nossa Europa mas sempre foi a Europa deles; daqueles que nunca nos pediram a opinião sobre que rumo queríamos que ela tivesse e que nos parlamentos dos seus países vão legislando em seu proveito (como no caso de Portugal, com o direito à reforma vitalícia ao fim de 12 anos de deputado) garantindo-lhes um futuro mais tranquilo, o que é uma verdadeira afronta à generalidade dos trabalhadores que se vêm privados dos seus direitos, e que têm que trabalhar cerca de 40 anos para receber umas parcas migalhas que têm que ser contadas, cêntimo a cêntimo, “para que não lhes falte para a bucha”.

É devido a estes privilégios, à arrogância com que se privam os cidadãos europeus de participar nas decisões mais importantes da União Europeia (essa instituição tão distante que não respeita a vontade dos povos) e às políticas neoliberais que tem sido seguidas, que se tem assistido a um alheamento das populações em relação às políticas e às questões relacionadas com esta Europa que cada vez sentem ser menos sua, mas daqueles que entre si repartem um manancial de privilégios e se pavoneiam entre as ruas de Bruxelas e de Estrasburgo, transportando nos bolsos bastas frustrações de quem neles tem confiado.

Nas eleições para o Parlamento Europeu a realizar no próximo dia 7 de Junho é tudo isto e muito mais que vai estar em causa. Ou seja, se vamos confiar e dar mais força àqueles que recusam o modelo económico e político seguido pela União Europeia, e querem mudar as suas políticas respeitando as aspirações, a diversidade e a soberania dos povos que a compõem, dando voz à Europa das Nações sempre que for necessário decidir questões importantes para os seus países ou para o futuro da Europa, ou se continuamos a confiar naqueles que nos atolaram nesta crise e que por isso mesmo não podem nem sabem como sair dela, e que há muito têm nas suas mãos os destinos dos governos nacionais desta Europa que tem amordaçado a voz dos cidadãos, privando-os de participar nas grandes questões que a todos deviam dizer respeito e das quais tem sido afastados, deliberadamente.

 

                                                                      

 

                                                                      Carlos Vardasca

                                                                      26 de Maio de 2009

5/31/2009

A VERGONHA DOS CAVACOS [Rogério Barroso]

 
356,9 mil euros

Cavaco e filha lucraram com acções da SLN

[in DIÁRIO DE NOTÍCIAS]

 

Cavaco Silva foi accionista da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) detentora do Banco Português de Negócios (BPN) entre 2001 e 2003, altura que ainda não era Presidente da República. Ao sair teve um ganho de 147,5 mil euros. A sua filha Patrícia também teve acções da SLN e lucrou ainda mais ao sair: 209,4 mil euros.

De acordo com o jornal 'Expresso', que publica cópias das ordens de venda emitidas por Cavaco Silva e pela filha, endereçadas ao então presidente do conselho de administração da SLN, José Oliveira e Costa. Cavaco detinha 105378 acções, adquiridas a um euro cada, que foram depois vendidas a 2,4 euros cada (a SLN não estava cotada na Bolsa e por isso não havia preço de referência, mas, segundo o jornal, este valor estava em linha com outras transações de acções do grupo naquela altura). A filha era detentora de 149640 acções.

As acções de Cavaco e da filha foram vendidas, por ordem do presidente da administração, à SLN Valor, principal accionista da SLN, que agregara os maiores investidores individuais da empresa, entre eles Oliveira e Costa.

O 'Expresso' contactou Cavaco, mas fonte oficial da Presidência da República disse que o Presidente nada tem a acrescentar em relação ao comunicado emitido em Novembro de 2008. Nessa altura, Cavaco disse que “nunca exerceu qualquer tipo de função no BPN ou em qualquer das suas empresas; nunca recebeu qualquer remuneração do BPN ou de qualquer das suas empresas; nunca comprou ou vendeu nada ao BPN ou a qualquer das suas empresas”.

Sobre a participação como accionista da SLN, a detentora do BPN, Cavaco Silva nada disse.


«Bocezes» já percebem agora porque é que se anda a brincar aos polícias na Assembléia da República?

É que, assim, o tempo passa, a prescrição aproxima-se, branqueia-se a actividade criminosa deste figurões, e os pobres morrem à fome, diminuido-se os números estatísticos da pobreza.

 

VOTEM! VOTEM NELES!...

JÁ PERCEBI TANTA ABSTENÇÃO [Marceano Vasconcelos]

 
 

Rogério Barroso, em 1969, no sul de Angola

Dos 700.000 homens ainda vivos que estiveram na Africa portuguesa, apenas umas centenas se inscreveram no site TERRAWEB, o site da malta que lá bebeu milhões de litros de cerveja... e onde 15.000 lerparam.
No mesmo país que somos, já ninguém vota.
Quererá dizer, para mim, que vivemos num cobarde limbo do pensamento.
Nós já não vamos...em princípio.Mas se formos será, no meu ponto de vista,(nada com a mira da G3) para ficarmos ainda mais ..livres.. destes cabelos brancos, manhosos, gatunos, ladrões da Pátria.
Já percebi tanta abstenção.
Compreendido.
Mas não me satisfaz..!!
5/28/2009

HIER ENCORE (CHARLES AZNAVOUR) [José Henriques]

 

FGTS - RESPOSTA A VITOR SÉNICO [José Prudêncio Mendes]

 

Prezado Vítor Sénico.

 

Grato pelo seu tempo na leitura das minhas linhas.

Já trabalhei no Brasil, numa multinacional americana, e fui beneficiado com esse fundo quando me ausentei do país. Ainda hoje capitaliza.

A lei é simples e antiga. Consultando os dois endereços abaixo, poderá informar-se melhor do seu funcionamento. Um e-mail para a caixa federal deverá ser suficiente para lhe darem a informação onde a lei está publicada (no diário da república lá da terra, com certeza!) e como a obter.

A palavra-chave é FGTS

 

Sempre ao dispor

 

José Mendes

 

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fundo_de_Garantia_do_Tempo_de_Servi%C3%A7o

http://www.caixa.gov.br/fgts/perguntas_frequentes.asp

 

5/27/2009

SALÁRIO MÍNIMO VALE CADA VEZ MENOS [Nuno Guedes]

Salário mínimo vale hoje menos do que há 35 anos

Nuno Guedes [quarta-feira, 27 de Maio de 2009]

 

O Salário Mínimo Nacional vale actualmente menos do que em 1974 quando foi criado. Se tivesse evoluído ao ritmo da inflação deveria ser hoje de 584 euros, mais 30 por cento do que os 450 definidos no início do ano.

            Se tivesse evoluído ao ritmo do crescimento dos preços, o Salário Mínimo Nacional podia valer hoje mais de 580 euros.

            Nascido em 1974, faz hoje 35 anos, o decreto-lei então publicado explicava os objectivos de criar uma retribuição mínima mensal: garantir a correcção dos desequilíbrios sociais e económicos, melhorando os «níveis de vida muito baixos».

            Na altura, a decisão iria beneficiar 50 por cento da população activa. Era esse o objectivo escrito no decreto-lei assinado pelo primeiro governo provisório, liderado por Adelino da Palma Carlos. 3.300 Escudos (ou 16 euros e meio) era o salário mínimo de então.

            As contas feitas pela TSF com a ajuda de João Loureiro, professor da Faculdade de Economia do Porto, mostram como rapidamente nos anos seguintes o crescimento do salário mínimo ficou abaixo da inflação.

            Nos últimos três anos o governo socialista aumentou a retribuição mínima acima do crescimento dos preços, mas a medida contínua no entanto longe de compensar a perda de poder de compra das décadas anteriores.

            Os dados mais recentes do Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social apontam para 6,3% dos trabalhadores a ganhar em Abril de 2008 a retribuição mínima mensal garantida. A diferença entre sexos é clara: 5% dos homens recebem o salário mínimo, contra quase 10% das mulheres.

            Dados do Eurostat mostram que o salário mínimo português é o segundo mais baixo dos países da Zona Euro, ficando apenas à frente dos ordenados que se encontram na Eslováquia. 

5/24/2009

MARINHO FOI ÀS PUTAS [Rogério Barroso]

 
 
Marinho Pinto foi às putas.
 
   
 

 
O Hitler nos anos 20 e 30 geriu uma sociedade original, tal como esta de Portugal.
Não se queixem depois,
Antes, aqui,ontem, já depois do Heil !!, ficou por aqui uma sombra, que permanece. Que continua: a sanha do poder.
Tenham juízo.
Leiamos a história. Apenas, não tenham pena dos "patrões" da política.
Guardem-se.
MARCEANO VASCONCELOS