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RB - ESTUDOS, SADirectora Executiva: ANA MARÍA PASSOS PAZOS [rbestudos@gmail.com] ESTA PUBLICAÇÃO É GRATUITA |
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11/20/2009 VOMITO [Marceano Vasconcelos]VOMITO Marceano Vasconcelos [20-11-2009]
Quando Mário Ruivo, funcionário da FAO em Itália, voltou a Portugal, depois do 25 de Abril, apesar da sua vermelhidão política, houve uma lufada de esperança no meio da indústria piscatória, bom, pode ser...vamos tentar. Segundo me lembro ainda fez parte de algum governo de então. Não levou muitos meses a chegar a desilusão. Porque, quando se quer alguma coisa, quando se quer construir um positivismo, as bandeiras não são importantes – desde que não haja um pérfido ódio… Mas tal presença redundou numa profunda desilusão. E esse senhor passou à história. Antes, contudo, filosofou muito, coisas, detritos residuais desse organismo da UN. Nada fez e quis politizar mais ainda o sector, quando o problema a resolver era não social mas construtivo. Então todas classes do sector das pescas queriam soluções, racionais, industriais, sociais, benefícios para todos. Um par de anos depois, continuando a saga das pescas, houve muito trabalho no sentido de pôr a indústria na sua dignidade própria, europeia. Nunca a FAO participou, respondeu, colaborou: gentes, organismos de largo ventre que nem os pés conseguem ver... Lembro-me que tal personagem continuou, depois, por detrás da cortina, a ser um "embaixador" da dita organização. Para mim, uma atitude criminosa. Porque nada fazem, filtram, depois vêm imbecilmente falar da fome… Uma questão apenas, a FAO ainda existe e se sim, não será mais um antro de elites parvas, vivendo à custa da fome real do ser humano? Tipo unescos e outras? Até o Guterres por aí anda… e a fome vai crescendo, assustadoramente. Envergonho-me com tais pensamentos. Com tal gente. Dá-me vómitos tanta traição social, humana. Até ao fim. Vomito. 11/19/2009 A SOCIEDADE DO ÓDIO [Baptista-Bastos]
A SOCIEDADE DO ÓDIO Baptista-Bastos [18 de Novembro de 2009]
A sociedade dos homens, tal como a conhecemos e no-la ensinaram, desmorona-se, ou, pelo menos, os seus modos de construção estão a ser seriamente abalados. Nada resiste às novas imposições de outras identidades e o sistema saído da globalização vigia e determina a totalidade da nossa existência. Há quem aprecie e defenda esta forma de redução do ser humano. Como pertenço a outra herança, combato a desapropriação social, moral e ideológica. Confesso, porém, que estou a ser derrotado. Não vencido: derrotado. Quando Saint Just, na Convenção, proclamou que "a felicidade era possível entre os homens" e que "a liberdade era uma ideia nova na Europa", desfraldou uma bandeira sob a qual a esperança aqueceu o coração da humanidade. O poder das palavras incitou a novas relações de civilidade. A partir daí, o mundo modificou-se. Transformá-lo, como ambicionava Marx. Mudá-lo, no desejo de Rimbaud. As coisas são o que são e à euforia sucedeu-se a nostalgia da história. Diariamente somos confrontados com notícias que ilustram as teses da não pertença, tão caras aos defensores da ideologia dominante. Agora, os dirigentes da FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations) resolveram abandonar o compromisso de erradicação da fome no mundo, até 2025. Para acalmar os espíritos, serviram-se de uma locução evasiva: "Acabaremos com a fome o mais cedo possível", e foram jantar, cheios de boa consciência, enquanto, cheia de fome, uma criança morre, a cada seis minutos, no planeta. A cartografia das boas intenções, exposta na cínica retórica dos discursos, esconde o que temos vindo constantemente a adiar: o coração - para lembrar o poema de António Ramos Rosa. É isso: deixámos a generosidade desempregada, atirámos a solidariedade para o esquecimento, depredámos o oiro de um legado que nomeava o reconhecimento do homem como significado essencial. Esta brutal decisão da FAO coloca em risco de morte milhões de seres humanos. E, novamente, a cupidez impôs a sua força: apesar de as colheitas de cereais serem "muito boas", os preços não baixaram: pelo contrário. A reunião da FAO primou, também, pela ausência dos líderes mundiais. Os Estados Unidos, o Canadá, a Alemanha, a França, a Inglaterra, Japão e Rússia, entre outras nações, desconheceram o conclave, como se não fossem responsáveis pela tragédia que se ignora. Enquanto uns tantos passam na televisão, convertendo em banalidades as causas do que nos fere, milhões e milhões vivem na sombra e na tragédia do silêncio. Ao privá-los do reconhecimento de si mesmos despojamo-nos do reconhecimento de nós próprios. Não sabemos muito bem o que queremos porque abandonámos a afirmação dos laços sociais. 11/18/2009 VOCÊ CONHECE CORA CAROLINA? [Maria Gizelli]Você conhece Cora Carolina? É uma poetisa maravilhosa!
Saber Viver
Não sei... Se a vida é curta Ou longa demais pra nós, Mas sei que nada do que vivemos Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: Colo que acolhe, Braço que envolve, Palavra que conforta, Silêncio que respeita, Alegria que contagia, Lágrima que corre, Olhar que acaricia, Desejo que sacia, Amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, É o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela Não seja nem curta, Nem longa demais, Mas que seja intensa, Verdadeira, pura... Enquanto durar 11/17/2009 NÃO AO DESEMPREGO [José Saramago]NÃO AO DESEMPREGO José Saramago [16 de Novembro de 2009]
A gravíssima crise económica e financeira que está convulsionando o mundo traz-nos a angustiante sensação de que chegámos ao final de uma época sem que se consiga vislumbrar o que e como será o que virá de seguida. Que fazemos nós, que assistimos, impotentes, ao avanço esmagador dos grandes potentados económicos e financeiros, loucos por conquistar mais e mais dinheiro, mais e mais poder, com todos os meios legais ou ilegais ao seu alcance, limpos ou sujos, regulares ou criminais? Podemos deixar a saída da crise nas mãos dos peritos? Não são eles precisamente, os banqueiros, os políticos de máximo nível mundial, os directores das grandes multinacionais, os especuladores, com a cumplicidade dos meios de comunicação social, os que, com a soberba de quem se considera possuidor da última sabedoria, nos mandavam calar quando, nos últimos 30 anos, timidamente protestávamos, dizendo que não sabíamos nada, e por isso nos ridicularizavam? Era o tempo do império absoluto do Mercado, essa entidade presunçosamente auto-reformável e auto-regulável encarregada pelo imutável destino de preparar e defender para sempre e jamais a nossa felicidade pessoal e colectiva, ainda que a realidade se encarregasse de desmenti-lo a cada hora que passava. E agora, quando cada dia aumenta o número de desempregados? Vão acabar por fim os paraísos fiscais e as contas numeradas? Será implacavelmente investigada a origem de gigantescos depósitos bancários, de engenharias financeiras claramente delitivas, de inversões opacas que, em muitos casos, mais não são que massivas lavagens de dinheiro negro, do narcotráfico e outras actividades canalhas? E os expedientes de crise, habilmente preparados para benefício dos conselhos de administração e contra os trabalhadores? Quem resolve o problema dos desempregados, milhões de vítimas da chamada crise, que pela avareza, a maldade ou a estupidez dos poderosos vão continuar desempregados, mal-vivendo temporariamente de míseros subsídios do Estado, enquanto os grandes executivos e administradores de empresas deliberadamente conduzidas à falência gozam de quantias milionárias cobertas por contratos blindados? O que se está a passar é, em todos os aspectos, um crime contra a humanidade e desde esta perspectiva deve ser analisado nos fóruns públicos e nas consciências. Não é exagero. Crimes contra a humanidade não são apenas os genocídios, os etnocídios, os campos de morte, as torturas, os assassinatos selectivos, as fomes deliberadamente provocadas, as contaminações massivas, as humilhações como método repressivo da identidade das vítimas. Crime contra a humanidade é também o que os poderes financeiros e económicos, com a cumplicidade efectiva ou tácita dos governos, friamente perpetraram contra milhões de pessoas em todo o mundo, ameaçadas de perder o que lhes resta, a sua casa e as suas poupanças, depois de terem perdido a única e tantas vezes escassa fonte de rendimento, quer dizer, o seu trabalho. Dizer "não ao desemprego" é um dever ético, um imperativo moral. Como o é denunciar que esta situação não a geraram os trabalhadores, que não são os empregados os que devem pagar a estultícia e os erros do sistema. Dizer "não ao desemprego" é travar o genocídio lento mas implacável a que o sistema condena milhões de pessoas. Sabemos que podemos sair desta crise, sabemos que não pedimos a lua. E sabemos que temos voz para usá-la. Frente à soberba do sistema, invoquemos o nosso direito à crítica e ao nosso protesto. Eles não sabem tudo. Equivocaram-se. Enganaram-nos. Não toleremos ser suas vítimas.
11/15/2009 É TÃO BOM... [Maria Gizelli]É tão bom viver para sentir tudo isto....não é?.....
beijos Gi «O que faz você feliz? A lua, a praia, o mar. Uma rua, passear. Um doce, uma dança. Um beijo ou goiabada com queijo? Afinal, o que faz você feliz? Chocolate, paixão Dormir cedo, acordar tarde Arroz com feijão, matar a saudade O aumento, a casa, o carro que você sempre quis Ou são os sonhos que te fazem feliz. Dormir na rede, matar a sede Ler ou viver um romance O que faz você feliz? Um lápis, uma letra, uma conversa boa Um cafuné, café com leite, rir a toa Um pássaro, um parque, um chafariz Ou será o choro que te faz feliz? A pausa para pensar Sentir o vento Esquecer o tempo O céu O sol Um som A pessoa Um lugar. Agora me diz o que faz você feliz?» Arnaldo Antunes 10/31/2009 COMENTARIO A «GRIPE A: O GENOCÍDIO CAPITALISTA» de Rogelio Barroso - [José Nanclares Fragoso]
ROBIM DOS BOSQUES DOS RICOS [Rogério Barroso]Esta boa gente de Vila Real de Santo António prepara-se para dar terreno de todos a algum amigo ricaço.
REQUERIMENTO
Exmo. Senhor Director-geral do Tesouro e Finanças
AMA – Associação dos Amigos da Mata e do Ambiente, associação de defesa do ambiente e do património, contribuinte fiscal número P508584558, leva ao conhecimento de V. Exa. os seguintes factos e considerações:
1. Alega a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António (CMVRSA), em escritura de justificação notarial, lavrada no notariado privativo da mesma Câmara, em 1 de Outubro de 2009, que o Município de Vila Real de Santo António, embora não detendo título formal, é proprietário de um “prédio urbano, composto por terreno não agrícola e sem capacidade construtiva, sita [sic] na Ponta da Areia, freguesia e concelho de Vila Real de Santo António, não descrita [sic] na Conservatória do Registo Predial de Vila Real» (Anexo). 2. A área em causa (localizada fora de perímetro urbano e desprovida de qualquer edifício ou infra-estrutura) é prolongamento da Mata Nacional das Dunas do Litoral de Vila Real de Santo António, que é propriedade do Estado, e adjaz a domínio público marítimo, sendo que a associação requerente desconhece se alguma parte dela poderá integrar este mesmo domínio. 3. Recorrendo à invocação de usucapião, parece a CMVRSA querer aproveitar-se do avanço da linha de costa (devido à acumulação de sedimentos que se seguiu à construção de um pontão, na foz do rio Guadiana), para se tornar proprietária de terreno que jamais ocupou, utilizou ou lhe pertenceu. 4. Com efeito, nem se verificam os requisitos previstos na lei (ocupação efectiva, tempo bastante e público conhecimento), pelo que tal invocação não tem fundamento. 5. A alegação de que «desde tempos imemoriais o citado PRÉDIO tem sido reputado por toda a gente que reconhece [sic] sem reservas que o mesmo é e sempre foi pertencente ao domínio privado do Município de Vila Real de Santo António e que através dos seus órgãos representativos tem estado na sua posse há mais de vinte e cinco anos» não corresponde à verdade. 6. Acresce, salvo melhor opinião, que, por força do disposto no artigo 1327º do Código Civil, os terrenos que, por acção de forças naturais, são acrescentados às áreas ribeirinhas constituem propriedade do proprietário do prédio confinante. 7. Pelo que a área objecto da pretensão da CMVRSA, parece-nos, só pode ser propriedade do Estado.
Considerando o exposto, vem esta Associação requerer a V. Exa. que, como responsável pelo organismo a quem compete a gestão dos activos patrimoniais do Estado, promova com a maior urgência – atentos os prazos legais – as diligências necessárias à salvaguarda da legalidade, do interesse público e do património do Estado.
Do teor deste requerimento, daremos conhecimento, Procuradoria-geral da República, Provedor de Justiça, Ministro da Defesa, Estado-maior da Armada, Ministro das Finanças e da Administração Pública, Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, Administração da Região Hidráulica do Algarve, Capitania do Porte de Vila Real de Santo António estruturas partidárias locais do PSD, PS, PCP e BE
Respeitosamente,
p. d.
Vila Real de Santo António, 26 de Outubro de 2009
O Presidente da Direcção
Aníbal Martins
AMA - Associação Amigos da Mata e do Ambiente R. S. Gonçalo de Lagos, 3 - 2º - 8900-276 Vila Real de Santo António www.ama-vrsa.com geral@ama-vrsa.com telem. 966342949 / 964108201 10/12/2009 RESULTADOS DAS AUTÁRQUICAS - 2009 [Rogério Barroso]ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS 2009 – PORTUGAL
Os partidos de extrema-direita e neo-fascistas (PPD/PSD, CDS/PP, Partido Popular Monárquico e Partido da Terra) ganharam as eleições autárquicas em Portugal, com 2.061.517 votos, num total de 21,9% dos portugueses com direito a voto. Em segundo lugar ficou o Partido Socialista, que arrecadou 2.002.298 votos, totalizando 21,3% dos votos. O PS perdeu, em 15 dias, 0,8% dos votos. A terceira força política é a CDU, com 606.327 votos, e com a percentagem de 6,4. A CDU ganhou 1,4% dos votos e é a única força política que ganhou votos, em 15 dias. O Bloco de Esquerda situou-se no 4.º lugar, com 163.252 votos (1,7%). A abstenção situou-se nos 41,01 %.
São notas salientes, em 15 dias, no total nacional:
I. O PPD/PSD baixou 4,5%; II. O PS baixou 0,8%; III. A CDU subiu 1,7%; IV. O Bloco de Esquerda baixou 4,2%; V. O CDS/PP baixou 5%.
Em conclusão:
1. A CDU foi a única força que obteve mais votos que anteriormente; 2. O CDS/PP foi o campeão na derrota. 3. O PPD/PSD e o Bloco de Esquerda afundaram-se perdendo mais de 400.000 votos cada qual. 9/30/2009 AS ALHADAS DO CAVACO [Rogério Barroso]AS ALHADAS DO CAVACO (Uma história de ficção para concorrer ao Óscar «Alhinho») [Rogério Barroso – ao fim de uma tarde de Outono, na Aldeia Nova – quarta-feira, 30 de Setembro de 2009] O tipo de Boliqueime meteu-se numa alhada, da qual agora não consegue sair. E, cheio de «raivinhas», disse primeiro o que disse, depois desdisse, e, depois, veio dizer. Mas parece que não disse nada, porque é voz geral que ainda se não entendeu «pívia» do que ele disse. A história é simples: O Cavaco e os seus amigos, amigas, correligionários, assessores e todo o género de cortesãos e cortesãs que andam a «mamar à custa do orçamento» por cortesia do dito, montaram um movimento que prejudicasse a imagem do Partido Socialista para que este, acrescidos os conhecidos e notórios disparates que os seus dirigentes andam a fazer (um disparate por hora, desde o país ao estrangeiro, desde as autarquias às regiões), ficasse diante da possibilidade de perder as eleições. Esta aventura «golpista» do Sr. Silva (como lhe chama o rei Alberto João da Madeira) começou (muito antes) com as denúncias do caso «Casa Pia», todo ele desenvolvido contra tipos do PS ou a este partido afectos. A seguir financiaram-se as denúncias do caso «Freeport», e, de repente, aparecem na comunicação social do regime as suspeitas do ilustre mais alto magistrado da nação, de que estaria a ser «escutado» por ordem do governo do Sócrates. Na realidade, os «queixinhas» do PS haviam-se sentido segregados por causa de uns assessores do «idiota», que estavam a colaborar com a Ferreira Leite (a única mulher do mundo que é mais feia que eu!), na suposta elaboração do programa do PPD/PSD para as eleições do mês que hoje termina. É muito bem possível que tal elaboração não tenha passado de suposta, porque, na verdade, o PPD/PSD não apresentou porra de programa eleitoral nenhum! Quereriam os apregoados «socialistas» fazer ver que, sendo o Cavaco quem irá nomear o próximo primeiro-ministro (Art.º 187.º da Constituição da República Portuguesa de 1976: n.º1. «O Primeiro-Ministro é nomeado pelo Presidente da República, ouvidos os partidos representados na Assembleia da República e tendo em conta os resultados eleitorais.»), se a gajada do PPD/PSD levava a vantagem de estarem mais próximos do tipo de Boliqueime, o partido daqueles ficaria prejudicado. Mas que alguns dos «cortesãos» do Cavaco faziam «trabalho-de-casa» para o PPD/PSD, isso muita gente sabia na rua e na comunicação social. De resto, tal coisa não pode admirar ninguém, porque, tal como o de Boliqueime, é tudo «malta» dos «laranjas». Só que os «queixinhas cor-de-rosa» não conseguiam estar calados, pois estavam já cheios de medo, face às sondagens, que se lhe ia acabar a «mamaje», e, «vai daí!», «aqui d’el rei, c’u Cavaco» está a atraiçoar a «coabitação institucional». Julgando-se apanhado «com a boca na botija» e não querendo dar parte de traidor dos princípios socratenianos que tanto lhe vinham servindo, e aos seus amigos capistalistóides (sobretudo os do banco onde o de Boliqueime teve as suas «economias» antes do «debacle»), a brilhante mente deduziu que, para os ditos «socialistas» saberem daquilo da colaboração com a «feia», é porque andavam a escutar a presidência e a ler os e-mail ali produzidos. Ora!, a verdade é que os «judeus d’Hollywood» têm ensinado isso tudo à gente, em catadupas de filmes que têm alternado com os da «tempestade do deserto». E assim se encarregou um assessor, com vinte e tal anos de assessoria, de passar umas notícias falsas para um amigo de confiança num jornal madeirense do rei Alberto João, que, para limpar o rasto das mesmas, as passou a um colega que trabalha para o inglês que é, nessa actividade, concorrente do tonto lá na Madeira, tudo como quem branqueia dinheiro da droga. O que faz a experiência!... Mas, de repente, alguém vem a saber da trama e está de posse do tal e-mail, que, no dia em que apareceu, seria do dito assessor, mas, pelo último discurso do Cavaco, até perece que seria dele próprio. Bom! Não é que isso seja importante, tal como o não é o caso todo. Mais uma vez, «o rei vai nú!». Para terminar, vem o Cavaco, todo «acossado» tentar defender-se frente ao Zé-povinho. Mas ainda saiu mais «cagado» do que entrou… e o Sócrates a assumir uma pose presidencial, e que não alimenta não sei o quê, e que não contribui para os «tabus», qu’isto e qu’aquilo…
Na realidade, com esta merda que nada vale, os partidos do «grande crescente alternante» (PS, PPD/PSD e CDS/PP) dispensaram-se de traçar qualquer programa eleitoral, e muito mais de o discutir com o público, porque os seus apoiantes, em boa defesa da verdade, não querem saber nada disso: temos a crise e já chega!, como se vê claramente dos resultados eleitorais.
De todos os portugueses com direito a voto, 22,1 % votou no Partido Socialista, que perdeu, em quatro anos, 519.647 votos (quase quatrocentos votos por dia). No PSD/PPD, que perdeu 7.328 votos desde 2005, votaram agora 17,6 %. O MRPP teve 0,5 % dos votos e ganhou 4.447 votos. O CDS/PP teve 6,3% dos votos, tendo ganho 175.649 eleitores (vamos a ver se, nas Autárquicas do mês que entra, mantém os cerca de seiscentos mil votos que agora lhe caíram do bolso do Pinto de Sousa). O Bloco de Esquerda ganhou 192.138 votos e obteve 5,9%. Finalmente, a CDU ganhou 12.805 votos e obteve 4,7%.
A seguir, continua a crise, qu’a gente ainda nã sabemos o que é! SE HOUVESSE DEUS... [Rogério Barroso]
SE HOUVESSE DEUS… Rogério Barroso 30 de Setembro de 2009
Morreu esta madrugada uma vizinha minha, a que estava mais perto e mais tempo. Morreu, ainda a manhã dormia, quase despertada pelos raios da aurora. Guardava sempre de comer para os meus canitos. Deixava muitas vezes no ar o cheiro da sardinha a assar. Sempre tinha um sorriso para cumprimentar silenciosamente quem conhecia ou quem a cumprimentava a ela. Telefonei à filha, no momento em que soube da morte. Daí a pouco abraçou-se-me o viúvo, meu vizinho, por cima da auréola do muro do meu jardim. Deixou correr umas lágrimas de comoção, tal como se tivéssemos tido a mesma perda. Mais tarde, chegou o carro funerário.
Morrer é uma espécie de partida. Só que, nesta partida, a gente sabe que não mais nos vamos encontrar, que não há regresso daquele que parte. A morte é tão só deixar uma pessoa de viver. Mas, em relação a quem morre, há aqueles que tinham a sua vida em conjunto, que todos os dias acordavam sabendo que o que agora morre estava com cada qual, como se fosse para sempre. Estes são aqueles a quem o que morre faz falta. Para estes é uma interrupção abrupta, um corte vertical, profundo e grave. E é também o início de uma nova etapa…
Fica-me a lembrança da mina vizinha, lembrança que me há-de vir de cada vez que eu oiça o canto das ondas vindo com o vento do sul, ou quando oiço o matraquear das rodas do comboio vindo com o vento norte, ou, em cada manhã, quando vejo os pombos do meu vizinho abalarem do beiral. É que, aqui, entre os pinhos e o mar, parece que o pouco que temos nos faz muita falta…
Se houvesse Deus, hoje eu tinha que ralhar-lhe! SOBRE A RECONDUÇÃO DE DURÃO BARROSO [Vicente Calixto]SOBRE A RECONDUÇÃO DE DURÃO BARROSO Vicente Calixto 29 de Setembro de 2009
Salvaguardadas diferenças circunstanciais ... ... ultrapassamdo décadas ... ... alegórica e metaforicamente falando... Cantemos como o Barroso fazia na sua irreverente juventude:
Tou farto deles da chicalhada filhos da p... que não fazem nada ... que não fazem nada ... que não fazem nada
Não fazem nada é uma alegria sempre sentados na secretaria ... na secretaria ... na secretaria
Na secretaria não há quem os mate não vão par'o mato comer rações de combate ... comer rações de combate ... comer rações de combate
Comer rações de combate como eu e tu n'fim da comissão a malta vai-lhes ao c. a malta vai-lhes ao c. a malta vai-lhes ao CU ... O GRANDE PROBLEMA [Marceano Vasconcelos]
O GRANDE PROBLEMA Marceano Vasconcelos 29 de Setembro de 2009
Serás capaz de publicar o que escrevi aqui, hoje???? E o poema da Graça, tampouco? Os lucros são curtos, nenhuns, apenas humanismo, o problema não estará na Graça, mulher de respeito… E tens de pagar a "dívida". O mundo reparte-se. As amizades, mais. Se não valerem, às vezes... deterioram-se. E apodrecem. Mas não sou humano da terra, sou marciano. Chateias-me com premissas impostas, depois não correspondes. Cumpriu-se contigo, cumprirás agora ou... nunca. Esforço estúpido. Só se dá o que se tem.! E se nada houver?
O GRANDE PROBLEMA É:
O problema real, sendo nós ocidentais vistos como capitalistas e parvos, se calhar nenhuma dessas definições se colam à maioria da raça humana. Este é que é o grande problema. Esta é a base do meu raciocínio. Autrement je serais riche, politicien et pourquoi pas ministre ou président de quelque chose? Et vous seriez là avec moi… ~~~~En souriant.
Quando se é interrompido, no fluxo da vida pessoal, por motivos mais fortes que ultrapassam a nossa capacidade de decisão, temos de optar. E como as opções são feitas em determinado tempo da história viva, a vida que se vai vivendo, as decisões podem ser erradas, hélas. Coisas da vida...Podem também ser certas. Cada um decidirá por si, sem poderes sufocantes.
Porque há 3 classes de mentalidades:
1. Os que seguem e querem o poder, custe o que custar, mate-se quem se matar até ao auto enaltecimento do seu ego pessoal, vencedor, aí tudo vale. Multinacionais, políticos e toda a big escumalha à sua volta. Extremismos auto enaltecidos...
2. Os que sobrevivem e sem nunca conhecer bem o mundo real, aconchegam-se ao dia a dia da formiga, dito, o povo. De cuja fome os grandes protagonistas abusam. Dificilmente estariam no poder, sem a formiguinha. Ah... a formiguinha…
3. Os que não sendo uma coisa nem outra, os outsiders, pensam abrangentemente nestes temas todos, os puristas lógicos.
E como não conseguem optar, nem pela parvoíce efémera da relevância social nem pela indelicadeza da pobreza real, são criticados por ambos os outros lados...
Acho bem que se analisem estes temas, poucas palavras mas, profundamente.
Mas antes e primeiro que tudo analisemos a mente humana e as suas perversões. Então quem é colectivamente pensador que se misture no povo real.!! Quem não o quiser fazer ficará isolado ao longo dos tempos, porque, a raça humana não é parva e só a fome os verga, às vezes...
Os das cátedras atingidas façam discursos correctos adaptados na realidade à mole humana e, se não seguem a humildade também não terão de ser prepotentes. Simplesmente actuem. A Unesco, a Unicef, o voluntariado global. Vendam os luxos supérfluos e alimentem as formigas com fome... Mas se estão no poder efectivo trabalhem então junto das bases, o povo humano indiferenciado mas inteligente. A raça humana da Terra. As formigas sempre sobrevivem. Os aviões contudo, caem. Porque não começar de novo com o que se sabe e se tem? Distribuir o poder nunca ofendeu... Cristo, Maomé, Buda, os simples da vida e que ficaram cá para sempre… continuam... Os poderosos apenas são ossos efémeros. Ditos, os parvos. Porque os capitalistas, uns disfarçados, outros não ainda, estão vivos e lutando por mais poder... que parvoíce.!! Formiguinha esconde-te senão até a pele te levam, estes teóricos chupistas da civilização.
Assim a modos de, p.e.: sou benfiquista mas só critico… o meu clube. Serve para quem serve. A mim, não. Chega de oportunismos pseudo intelectuais.
Tenho dito e obrigado.
Não falarei dos outros, muitos, práticamente todos, os ambiciosos tout court mas suscita-me uma, aliás, várias ideias:
1.Hugo Chávez e o seu país vivem do petróleo quase exclusivamente. Então e reconhecendo a sua determinação bem preocupada, pare então a produção, ajudará assim o planeta Terra a viver mais uns quantos anos. Eu acho bem. Ficará simplesmente sem receitas que lhe alimentem o poder que detém. Isto não é uma crítica. 2.A Finlândia viveu muito bem com os telemóveis, mas só agora se levantam os protestos. Foi pela finança internacional, não por tal meio produtivo que salvou a sua economia. Parem então de produzir telemóveis com esta radiação assassina de micro ondas. Tenho um tumor na cabeça provocado por tal. Mas se essa Senhora estivesse no poder efectivo ainda, nada diria, calando-se... Desde 1976 que a Rússia proibiu os micro-ondas para as cozinhas, bem estudado o facto, então. Mas pôs o sistema a funcionar nesse País, tal como: o dinheiro não tem cheiro... ALDEIA NOVA [Graça Arrimar]ALDEIA NOVA, 7 DE AGOSTO DE 2009Graça Arrimar
Vai o tempo da vertigem… da nuvem que chora do alto Vai o tempo da paixão… da Brisa que sopra morna das viagens de mar e chão.
Veio o aroma da terra… da chuva do cacimbo matreiro veio o sentimento das memórias a amizade cúmplice da Aldeia neste recanto do Mato Novo.
Veio um colo de maresia o ladrar de um «secretário» aos saltos de mesa em mesa e com eles o sorriso menino do Barrosão e Marceano.
Agora estou menina na tranquilidade desta tarde que se esvai mansa e cálida.
Nos murmúrios que soam As vossas vozes são flores que abrem o colorido do mar banhando no amplexo do calor nosso esse que une e amplia o sentimento e a partilha.
Os dias não têm noite esta noite é sempre dia nos momentos vividos entre os vossos abraços
Com amizade GRAÇA ARRIMAR
9/29/2009 LIÇÃO DE ECONOMIA [Rogério Barroso]Não aconselhável nem a capitalistas nem a parvos
Vale a pena ver e ouvir sem a intermediação dos media ocidentais que o vulgarizam, deturpam e redicularizam todos os dias.
Não é cinzento e assume a fuga à regra protocolar num estilo inconfundível. É idealista e generoso. E não farão estas qualidades falta aos políticos de todo o mundo que nos governam? Podeis não concordar com nada. Mas admitam que o mundo se constrói de muitas vozes, e, mau, mau e pobre, é não reconhecermos o espaço e o valor da dissidência. Abertura intelectual e ausência de preconceitos. Eis valores que os media não promovem e se encarregam de matar, todos os dias, nas nossas cabeças. Boa noite e amizade. VITOR ALEIXO
9/18/2009 A RECONDUÇÃO DE DURÃO BARROSO [Marceano Vasconcelos]A RECONDUÇÃO DE DURÃO BARROSO Marceano Vasconcelos Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009
Vou deixar aqui a minha ideia política: ele, Durão Barroso foi MRPP, partido à esquerda do PCP, na época. Os EUA assim o criaram. Em 1975 aliaram-se a todos contra os sovietes. Quem manda na Europa, ainda hoje? Os EUA. Ganharam a 1ª e a 2ª guerra. Hoje são os grandes credores dessas dívidas. Por tal "controlam e impõem" a economia da Europa. E nomeiam os seus delegados. Isto é o que penso. Mas, justiça feita, se não fosse aquele país que mandou para cá milhões e milhões de tropas, onde morreram demasiados, sempre, os deles, nessas guerras, o que seria desta Europa? Depois relançaram as economias todas, menos Portugal, que não aceitou, orgulhosamente sós… Isto é o que sei, vi, vivi, conheci, tenho 67 anos e nos 60s estive na Bélgica, o país por eles escolhido para ser a central. Que continua. Nada contra mas a história tem de fazer sentido, políticas àparte. Money is money... and the winner gets it all. Desculpem lá as maiúsculas… é mais rápido escrever assim. Como se poderá dividir uma pequena gaiola, este planeta? Quem reconstruiu a Europa destruída com os bombardeamentos globais, que os alemães, então, provocaram? A Alemanha ocidental – essencialmente – foi toda destruída, excepto a Bavária, o sul, Munique, p.e., hoje vamos a Berlim – ultra moderna – onde não sobrou uma pedra em cima de outra, Dresden, enfim centenas de cidades, estão reconstruídas na totalidade, desde os anos 50s… a Rússia também recebeu ajudas até ao fim, também morreram muitos milhões de tropas deles, mas a Alemanha moderna mostra a capacidade de, quando se quer, pode-se construir um novo País em 10 anos… – esquecendo aqui... Portugal – vamos, apolìticamente, perceber a capacidade real de quem quer fazer... parte-se pela guerra provocada mas depois, reconstrói-se. Os EUA financiaram… Esta é a História do planeta terra. Depende das vontades... A força, o poder e… a democracia são irmãs. Esses países estão hoje bem ligados. Todos. Será o que se está a fazer agora, nesta crise, americana, desta vez deles. Mais 5 anos e o Ocidente estará bem melhor. E não só. Beneficiando de toda a investigação do espaço, custando triliões de contos/ano a esse País, que nos tem dado tudo o que utilizamos. Ainda não cobraram tais despesas, até porque investem nas empresas e estas é que exportam, vendem para todo o mundo. O dinheiro é virtual, a vontade é real. As cores...ah, benficas e sportings... o desporto será outra coisa… desporto hoje de mercenarismos… Tenho esperança nas capacidades de quem quer (re)construir, investir. Eles são assim, foi bom para todos… Não votarei PS, não reconstruiu nada, nem com os dinheiros da Europa....?? Sorry… Cumprimentos 9/17/2009 O GENOCIDA DOS «AZORES» [Rogerio Barroso]Ainda há 33% dos cidadãos europeus que aprovam a nomeação do GENOCIDA Durão Barroso (ver: http://www.euronews.net/news/you/) para presidente da Comissão Europeia. E 12% dizem que «não sabem». Mas, ao fim do dia, apenas 30% dos cidadãos europeus aprovavam a renomeação do GENOCIDA dos «Azores» para presidir à comissão, enquanto os que reprovavam eram 59%, dizendo 11% que «não sabiam» (ver: http://www.euronews.net/news/you/). Além disso, os «gravatinhas» dos partidos do regime actual andaram dizendo, conjuntamente com os papagaios da comunicação social do regime actual, que o Durão Barroso havia ganho as eleições para o dito cargo. Faço notar que não houve nem quem as perdesse nem houve quaisquer eleições ou qualquer eleição. O regime actual, como o de 1933 e os anteriores, continuam a apostar no obscurantismo. Mas, quer se queira, quer não, este regime é o que o nosso povo quer e, por tanto, é o que o nosso povo merece. Rogerio Barroso 9/11/2009 MENSAGEM PARA LUÍS DE CAMÕES [Marceano Vasconcelos]
Mensagem para Luís de Camões Marceano Vasconcelos
As "utopias"..., reais, porque consubstanciadas nas fortunas "inertes", escondidas cá e lá, subverteram Portugal. A bandalheira, filha de uma certa rameira, já bem velha agora, da nova democracia…portuguesa, inventores, navegadores para os outros, arredem-se. Que ficarão enxovalhados. Vão aqui quase todos… quantos?... comendo, às escondidas, pensando que serão únicos… neste mundo que é uma cabra, não o nobre animal, apenas será uma gaita… se se pudesse fazer uma melodia!, punha-os a secar numa eira. Como os figos, apenas, para depois os dar depois aos porcos do Algarve ou do allgarve. Tal como os melões, o tomate e a batata, alimento da fome… E para a capital, num TGV, rápido, PARA NÃO PERDEREM O JÁ POUCO AÇÚCAR QUE TÊM… CONGELADOS, DAQUI A 100 ANOS, para os que por cá ficarem... que lata, nada de conservas… senão voltam, outra vez. Já seria uma pequena corrupção, se pudesse, mas o dôce ficará sempre aqui... pouco ou muito, muito ou pouco. Por mim interditados aos cabeças de lista, tipo salazar, dos maiorais partidos, pois, já não são inteiros, mesmo, mesmo há muitos anos. Esquecem-se, p.e. que a mesma Europa, comendo nos mesmos circuitos, – que devem ter ensinado por cá, aussi...,- resvala também para os caminhos da perene e legal justiça, que sempre existirá. Que se exige. Por tais fraquezas...fica a essência do que é justo, a Justiça, tout court, apenas, porque há ou, não há. Voltámos aos tempos da inquisição assassina. Cheiram-me esses tempos, velho jarreta que sou, teu companheiro, ó Luis, das naus que te acompanhei, eu que te ajudei nos pergaminhos para que te não afundasses, ó Luís. Que não se apague a chama, do fogo, das cavernas.. Volta, Camões, os vís-vices-gatunos já se foram todos... ficaram por cá alguns, mas a arma será o voto deste moderno povo, pagos para serem europeus, mas, onde estará tal aforro? Olha ó Camões, tenho um Filho no mar vermelho, por onde andaste, já lhe dei os livros da hidrografia daquele golfe que agora é mar, graças aos ingleses que já não o será, também virtualmente eles já perdidos, para que ele se cuide,..a única preocupação que hoje tenho… não irão aquelas gentes, boas fazer mal ao moço que agora mesmo, nesta hora, está "navegando" entre Ryad e Jeddah, loucuras, mais umas que apoiamos mas que nos fazem sofrer, a ansiedade do finalizar uma boa aventura... Talvez, por armas e canhões, vingarem-se no moço, um português..! Isto de se ter amigos, hoje como ontem,... só se fôr um maltês. Belos piratas, tal como nós... Pouca fiabilidade, sempre, contudo. E se os poetas escreverem só para eles, os destroçados, partidos, não voltes p’ra Lisboa, ainda te fazem a folha, outra vez. Mesmo hoje, cuidado, há gentes dementes, sobreviventes neste merdoso caudal. As quinas são ainda as mesmas. Já agora vai lá escrevendo, cumprindo o que prometeste. Pelo menos na net, não ficará hoje mal, promessas que fizestes, terás de as cumprir. Amigo e Português que sempre serás. Poeta és tu. Na próxima farei melhor, ardores das Índias, aprendi a ser tibetano, lá por detrás dos Himalaias. Só na intenção. Igual ao nosso JCristo. Respeitemos o próximo. Até logo, já ali, sabes, o mundo é infinito mas podemos, agora, graças à ciência, medi-lo um pouco mais aperfeiçoadamente. Por quem sabe da actual ciência. Ficarias espantado, logo te explico o que aprendo aqui. O tinto está melhor, cada vez mais. Umas 3.000 marcas do néctar da uva?
Uma mensagem para o meu Amigo Luís. E outros profetas, às vezes… esquecidos poetas… Portugal está no charco. Abrz 8/30/2009 A RESTAURAÇÃO FASCISTA [Rogério Barroso]Os partidos fascistóides portugueses (partidos que têm como objectivo a reconstrução das condições de vida do fascismo, por encargo do patronato capitalista) e que são, concretamente, o PS (Partido Socialista), o PPD/PSD (Partido Popular Democrático / Partido Social-Democrata) e o CDS/PP (Centro Democrático Social / Partido Popular), preparam-se para derreter o futuro do país e dos trabalhadores e suas famílias, sejam estes patrões ou não, a favor, como é sua obrigação, dos capitalistas absentistas, nomeadamente dos banqueiros ladrões e dos funcionários superiores corruptos.
ROGÉRIO BARROSO
«A imprevisibilidade do que poderá acontecer nas eleições de dia 27 de Setembro está a deixar os candidatos a governantes no limiar de um ataque de nervos. "Vive-se um clima de pré-tempestade tropical, pressente-se alguma turbulência e há uma certa tensão", disse ao JN um ex-dirigente socialista. Governar sem ter no Parlamento 116 deputados para garantir a viabilização dos diplomas não agrada ao PS nem ao PSD, mas é um dos cenários mais prováveis. E, neste caso, há quem augure ao Governo uma vigência de dois anos. Improvável parece ser uma nova hegemonia partidária no hemiciclo. "Se há uma certeza antecipada nestas eleições é a de que os dois grandes partidos não terão maioria absoluta como no passado", afiança o ex-ministro do PSD, ao tempo do Bloco Central, Ângelo Correia. Pressentimento partilhado pelo deputado comunista, António Filipe, para quem este cenário se afigura "praticamente impossível" de reeditar. Parte da explicação pode residir no desafio lançado pelo eurodeputado do Bloco de Esquerda (BE), Miguel Portas: "Perguntem a um desempregado que estabilidade lhe deu um Governo de maioria absoluta". Um descrédito que não impede José Sócrates de querer "uma maioria parlamentar que permita ao PS governar sozinho", nem a Manuela Ferreira Leite de pedi-la porque, como justificou, seria uma forma de "tentar pressionar os eleitores". O resultado das legislativas dependerá por isso, da maior ou menor dispersão do voto. "A questão é saber se haverá concentração de votos nos dois grandes, como tem sido a tendência, ou se a dinâmica de protesto vai continuar, sendo suficiente para manter o BE e o PCP nos 10% e o CDS/PP nos 8%, 9%", sublinha o politólogo António Costa Pinto. É o cenário menos provável: PS ou PSD obtêm na Assembleia da República (AR) uma maioria de mandatos superior à soma dos mandatos alcançados por toda a Oposição. O PS é o único partido a assumir esta meta: o secretário-geral do PS tem - desde Janeiro - apelado à repetição da proeza de 2005; a líder do PSD deseja a maioria, mas não a pede. Deixa a escolha aos eleitores. Os socialistas acreditaram que seria possível: António Vitorino enalteceu, no congresso em Espinho, os benefícios que adviriam da reedição da maioria rosa; mas, desde a derrota nas europeias, que a incerteza grassa. "O PS nem sequer pode ter como seguro que ganha as eleições", disse ao JN um ex-dirigente socialista. "Não haver uma maioria absoluta do PS significa que saímos da crise e as reformas são interrompidas", dramatiza o ex-porta-voz Vitalino Canas. "Apesar de Cavaco Silva ter conseguido, em 1991, a sua segunda maioria num segundo mandato, isso agora é impensável" , opina António Costa Pinto, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. "Como estão as coisas, não há qualquer possibilidade de uma maioria próxima de uma maioria absoluta", assinala Miguel Portas, adiantando não ser um problema porque estas hegemonias "não têm sido brilhantes". "O PS tem um enorme problema porque já se percebeu que não terá a maioria absoluta; mas, como o PSD e o CDS podem coligar-se e o PS não pode fazê-lo à Esquerda, deixará de ser o referente de estabilidade que tem sido", concluiu o ex-secretário nacional do PS, Pedro Adão e Silva. "Conhecendo o eng. Sócrates, a opção mais provável será o PS formar um Governo minoritário", considera António Costa Pinto. "Uma solução precária e negativa", segundo o ex-líder socialista, Ferro Rodrigues, para quem esta via "só deve acontecer em último recurso". O seu ex- colaborador, o sociólogo Pedro Adão e Silva, concorda. "O mais plausível é o PS ganhar, mas PSD e CDS/PP juntos terem mais deputados do que o PS, o que torna impossível uma coligação à Direita, que não teria legitimidade por haver uma maioria de deputados à Esquerda. Seria o PS a ser convidado a formar Governo", especula. Para o bloquista Miguel Portas, é bem possível que haja um Governo minoritário do PS ou do PSD, que terá de negociar cada diploma para "encontrar leis que consigam ser aprovadas por maioria". Vitalino Canas, do PS, admite que um Executivo destes "terá sérias dificuldades em durar quatro anos", mas, no caso do PS, permitiria a Sócrates escolher um elenco governamental à sua medida, por conhecer agora mais ministeriáveis: "Tem mais por onde escolher do que em 2005", diz. Mais contudente, Ângelo Correia não acredita na sobrevivência nem na utilidade de um Governo apoiado por uma maioria parlamentar simples. "A única questão que se coloca é saber se os partidos da Oposição deixam o Governo a queimar em lume brando ou se lhe autenticam logo a certidão de óbito", refere. Passados 26 anos do Governo de Bloco Central (Mário Soares- Mota Pinto), eis que a fórmula volta a ser equacionada. O primeiro arauto foi Cavaco Silva, ao dizer, na sessão comemorativa do 25 de Abril, que sobre as forças políticas "recai a grande responsabilidade de encontrar soluções de governo". Ideia que reforçou na semana seguinte: "Nenhuma força política deve ficar de fora nessa procura de alternativas". Considerou-se que o recado visava os dois grandes. E a ideia ganhou adeptos como Jorge Sampaio, para quem "um bloco central político é uma posssibilidade". Para Miguel Portas, "é uma solução possível que existe noutros países europeus, como a Alemanha e a Aústria", onde, em Julho, Cavaco disse ter-se inteirado com o seu homólogo de como estava a funcionar a coligação ao Centro. Manuela Ferreira Leite, não querendo desagradar ao chefe de Estado, não a recusa. "Sentir-me-ia confortável com qualquer solução em que acredite, numa conjugação de interesses no sentido do país, que sejam coincidentes", disse na SIC. A líder adianta rejeitar "casamentos" que "na realidade não funcionam" e, no mesmo dia, condena a "interpretação abusiva" das suas palavras porque sempre recusara essa hipótese. Ciente de que admitir uma aliança do "centrão" prejudicaria o apelo à maioria absoluta, José Sócrates rechaça a ideia numa frase: "Tudo isso é uma ilusão" e diz estar em jogo "o dilema de sempre": optar entre a Direita e a Esquerda. "O Bloco Central - politicamente detestável, à partida, para os partidos que o podem fazer - é a única hipótese de uma maioria parlamentar e sociológica estável. Como em matéria de princípios políticos, não há grandes diferenças, apesar da natural hostilidade e repugnância dos líderes actuais em levá-la a cabo, poderia funcionar", alega Jaime Nogueira Pinto. Segundo o historiador, "para varrer escrúpulos e pudores (aliás, respeitáveis) só por iniciativa do PR". O ex-ministro do PSD e cabeça de lista por Braga aprova (no I): "Se houver essa possibilidade com a mediação do PR (ou de alguém por ele nomeado), de o PS e o PSD se sentarem à mesa e se entenderem sobre algumas questões cruciais para o futuro de Portugal, seria muito benéfico para o país". "Desde que se mantenha coeso, poderá facilitar a tomada e implementação de decisões, pois teria uma ampla base de apoio eleitoral e prováveis simpatias importantes em sectores-chave do sector público e privado", realça o docente da Universidade de Aveiro, Carlos Jalali. A mesma ideia foi propalada por Marcelo Rebelo de Sousa, em Junho de 2008, ao dizer que muitos sectores empresariais "já sonham" com o Bloco Central. O presidente da CIP, Franciso Van Zeller corroborou que "não pode haver guinadas a meio de uma crise", dizendo ainda serem "conciliáveis" as posições dos dois partidos. Apesar da resistência dos líderes, a união seria apadrinhada por Belém. "Não é fácil, mas não se esqueçam de Cavaco", concluiu Marcelo no almoço com empresários cristãos. Também o socialista Ferro Rodrigues admitiu ao Expresso que, sem uma aliança à Esquerda, o PS deveria "virar-se para o PSD", o que irritou Manuel Alegre: "Propor um Governo dos dois é uma forma de contribuir para o aumento da abstenção e para desvirtuar o sentido das escolhas e do voto", disse ao DN. "É um risco enorme deixar à solta muita gente que está nas franjas", alertou ainda Rebelo de Sousa. Vitaliano Canas diz algo semelhante: "A grande desvantagem, que a desaconselha, é radicalizar as alternativas viáveis". E acresce: "Além de que as suspeitas em relação ao Centralão" - o bloco central de interesses na economia e no controlo da Administração Pública - "torna essa opção altamente indesejável. Entre os "efeitos potencialmente menos positivos" estão, para Carlos Jalali, "a tendência centrífuga que este tipo de coligações tende a impor". Para António Filipe, do PCP, este apelo visa evitar "uma solução governativa que rompa (pela Esquerda) com a política de "centrão-direita" que tem imperado". Vade retro poderia resumir a reacção dos três líderes à Esquerda a um eventual entendimento para governarem coligados. "Com José Sócrates, não. Não faremos uma coligação com o PS", garante Francisco Louçã. "Para assinar de cruz à espera de um lugar num Ministério ou numa Secretaria de Estado? Assinem aqui esse acordo e depois a política logo se vê?", perguntou Jerónimo de Sousa, assegurando que o compromisso do PCP "é com o povo e não com o PS". "É claríssimo que nunca haverá um Governo de coligação do PS com quaisquer dos partidos à sua Esquerda", sintetiza Miguel Portas. "Não é praticável", diz Ângelo Correia. "Era necessária uma revolução interna no PS que substituisse José Sócrates por Ferro Rodrigues ou alguém da ala Esquerda", realça. "A direcção do PS não quer nenhuma coligação com qualquer deles", lembrou Manuel Alegre e Vital Moreira escreveu que votar no PCP ou no BE é levar a água ao moinho da Direita, só tem ajudado a distanciar o PS dos partidos à sua Esquerda. Mário Soares, num artigo no DN, diz que, nos últimos anos, se empenhou "em estabelecer pontes e convergências à Esquerda, que se revelaram impossíveis" e atribui o ónus ao BE e ao PCP, "que com crescente agressividade - e em competição - fustigaram quase exclusivamente o PS e, em especial, Sócrates". Opinião que Adão e Silva subscreve: "Vão mostrar-se indisponíveis para apoiar um Governo do PS, mesmo a nível parlamentar e acabará por se formar com o apoio do PSD". "Essa solução esbarra na falta de vontade do BE cuja estratégia é derrubar um futuro governo do PS para ganhar depois força eleitoral e do PCP que pensa que entrar no Governo, seria a sua morte", justifica Vitalino Canas, apontando as divergências na política europeia, de defesa e dos negócios estrangeiros. "Não acredito nessa aliança", reforça Jaime Nogueira Pinto, mas "as cedências seriam, sem dúvida, na agenda de 'costumes', na parte económico-social ou na política internacional". "É um cenário coligacional algo improvável", afirma Carlos Jalali, adiantando que "tenderá a ser a opção menos desejada em Belém". A acontecer, seria a terceira experiência governativa entre PSD e CDS/PP, depois da AD (Aliança Democrática), em 1979, com Sá Carneiro, Freitas do Amaral e o PPM de Gonçalo Ribeiro Telles e da segunda AD (Alternativa Democrática), em 2002, com Durão Barroso e Paulo Portas. Manuela Ferreira Leite já pertencia a esse Governo, pelo que os protagonistas não são muito diferentes", disse ao JN um democrata-cristão. "Com essa opção, o país é governável", refere Ângelo Correia. Para o politólogo António Costa Pinto, "as intenções de voto apontam para duas hipóteses possíveis, que são óbvias e que os portugueses conhecem: uma coligação de Centro-Direita (onde uma aliança é sempre mais fácil) ou um Governo minoritário do PS. Salvo revolução desconhecida, não há terceira solução imediata". Disponíveis para um acordo com o PSD, os centristas elegem a Educação e a Saúde como matérias de convergência nos programas eleitorais, sem esconder que, num futuro Executivo, gostariam de deter a pasta da Administração Interna, já que a segurança é um dos seus cavalos de batalha. "O CDS continua a ser um parceiro de coligação fiel", evoca Jalali, "mas precisará de um resultado superior aos 8% alcançados há sete anos", salienta este centrista.» ![]() 8/25/2009 VITOR JARA [Vitor Aleixo]8/12/2009 UMA CARTA [Agostinho Barreiros]Barroso:
Acabei de visitar o teu site e não resisto a enviar-te um abraço; sempre a mesma alegria, vivacidade e boa disposição. Rodeado de amigos, muitos amigos como sempre....Gostei de ver o Vicente Calisto. Junto mais algumas fotos ![]() ![]() ![]() ![]() Um Abraço A. Barreiros «La vida y la muerte bordada en la boca tenía Merceditas la del guardarropa. la del guardarropa del tablado del "lacio", ...»
JASABET
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